Como a crise no PSL afeta candidatura de Bolinha e o lembrete: Avisamos


Ainda em junho, quando o empresário Artur Bolinha sequer confirmava a pretensão de novamente disputar o comando do executivo municipal, o blog trouxe, em manchete: “Empresário pode estar na mira do PSL para ser candidato a prefeito de CG”.

No texto, destacamos que o partido do presidente precisava encontrar um nome viável no município, entretanto complementamos que havia um dificultador – ou, mais efetivamente, dois:

“No caso do PSL, porém, há um requisito a mais (dois pontos): coragem para enfrentar a realidade interna do partido e paciência para lidar com o efetivo radicalismo de Julian”.

No mesmo texto, destacamos que “Bolinha reúne qualidades que fazem seu nome ser atraente para o PSL”, todavia, reforçamos a ressalva:

“O nó górdio é se o empresário conseguirá ter no PSL um ambiente favorável para concorrer. Aqui, interrogação. E das bem grandes!”.

O texto, na íntegra, pode ser lido clicando AQUI.

AGOSTO

Mais recentemente, em agosto, depois de Julian Lemos sair soltando ataques para todos os lados contra o então ainda aliado Romero Rodrigues, publicamos artigo com o título “Rompimento entre Julian e Romero favorece Bolinha no PSL”.

No último parágrafo, observamos, a respeito do rompimento: “Com isso, o empresário Artur Bolinha, presidente da CDL, vai passando de uma opção para talvez a única possibilidade real de candidatura do PSL à Prefeitura de Campina Grande com alguma viabilidade eleitoral efetiva”.

Mas, novamente, ficou o alerta:

“O que não quer dizer, exatamente, que o empresário possa sentir-se plenamente seguro no ambiente instável da legenda e sob o humor explosivo de Julian Lemos”.

O artigo de agosto, na íntegra, pode ser lido clicando AQUI.

CONSEQUÊNCIAS

Quais as consequências da crise autofágica do PSL sobre as eleições de 2020 e, especificamente, a situação de Artur Bolinha em Campina Grande? É, pegando emprestado o título do filme, um impacto profundo.

Em regra, os pretensos candidatos esperavam ter no ano que vem o partido do presidente (com sua estrutura, tempo de guia e fundo eleitoral) e o próprio presidente no palanque.

Agora, isso ficou muito mais difícil. Salvo um milagre – e não há santos no PSL para operá-lo – quem sair candidato pela legenda no próximo ano estará em uma sigla esfacelada, desmoralizada e sem Jair Bolsonaro.

Bolsonaro, lembre-se, a figura que tirou o partido da lista de cacarecos e arrastou em sua órbita praticamente toda a bancada que hoje a legenda tem, gente irrelevante, inexpressiva, sem menor aptidão política e que deve o mandato ao presidente, de Julian Lemos ao Delegado Waldir e companhia.

ERROS

Desde sua primeira candidatura em 2012, Bolinha é um bom nome na disputa. Mas, já cometeu equívocos agudos, desde ter confiado cegamente na direção do PTB naquele ano, ter saído para a disputa de deputado estadual em 2018 e se atirar de corpo e alma no PSL agora.

HAVIA ALTERNATIVA?

A pergunta – ou argumento – que talvez caiba é se, desta vez, o empresário tinha outra opção, se não seria natural que aceitasse (como aceitou) sem pensar duas vezes o convite de Julian Lemos. A resposta: em se tratando do deputado e do PSL, Artur Bolinha precisava, sem dúvida nenhuma, ter sido muito mais comedido.

FUTURO

Agora, quais as perspectivas para candidatura do empresário em 2020? Fica no PSL? Procura outra legenda - qual? Assunto para adiante.

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