Artur não é bolinha

31/05/12

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Há quem pareça levar a sério demais o apelido que dona Maildes deu ao filho, José Artur Almeida, o Bolinha. Apesar de o empresário se identificar plenamente com o “segundo nome”, por ser o prefeitável petebista ainda pouco conhecido da massa, o uso ou não do apelido foi algo em que ele precisou gastar algumas horas e torrar alguns neurônios para decidir. E resolveu que vai à campanha e às urnas como Artur Bolinha.

Embora, pessoalmente, acredite eu que não tenha sido a melhor decisão para a estratégia de campanha de um candidato com imagem pública ainda em formação, é preciso reconhecer duas coisas. A primeira, que a decisão, no fim das contas, tem que ser muito pessoal, do próprio postulante; A segunda, que ao optar pelo Bolinha, José Artur deu mais uma demonstração de personalidade e ousadia.

Até porque o apelido carinhoso que virou uma marca figura (e não é de hoje) como alvo fácil da malícia jocosa de adversários e críticos. Ao decidir que quer atrelar definitivamente a sua imagem pública ao apelido, Artur Bolinha deve ter resolvido – nunca perguntei – reverter o conceito em torno do cognome diminutivo.

E eis que uma manobra engendrada entre o PR, o PMDB e Armando Abílio, presidente do PTB estadual, acabou dando a oportunidade para que Artur reafirme que é bolinha só no apelido. A ameaça de, num jogo baixo e sujo, tirar o empresário da corrida, vai ser (e já está sendo) duramente enfrentada por ele.

Hoje, a Justiça deu a primeira resposta, por meio de uma liminar que resguardará momentaneamente a integridade do diretório municipal do PTB. É apenas o começo de uma batalha que pode se arrastar ainda por muito tempo. Mas, é o primeiro gesto efetivo a revelar enfaticamente a disposição de Artur de ir mesmo para a briga.

Uma bolinha se deixa levar por qualquer vento, sai do caminho com qualquer peteleco. Esse Bolinha de dona Maildes, ao contrário, vai ser uma pedra dura de tirarem do meio do caminho.

Liminar impede intervenção no diretório do PTB e pré-candidatura de Artur está mantida

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Na tarde desta quinta-feira (31/5), o Diretório Campinense do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) conseguiu decisão liminar por meio de medida cautelar impedindo que haja qualquer tipo de intervenção por parte das Executivas Nacional ou Estadual do Partido em relação à disputa majoritária nas eleições municipais de Campina Grande.

Segundo o presidente do PTB Campina Grande, José Artur de Melo Almeida (Artur Bolinha), a medida cautelar, impetrada pelos advogados Dr. Alberto Catão e Dr. Bruno Farias, foi concedida pela 6ª Vara Cível de Campina Grande.

Para Artur Bolinha a atuação da justiça campinense representa uma vitória da democracia. “A justiça com isso dá uma demonstração de respeito à democracia impedindo que seja feito um leilão em prol de interesses pessoais. Vamos seguir em frente com o PTB disputando as eleições majoritárias de Campina Grande com candidatura própria sim”, afirmou Artur Bolinha.

Assessoria

Ouça discurso em que Fernando Carvalho detona secretário e fustiga a administração municipal

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Chapa com Guilherme Almeida e Félix Neto revive momento de destaque na história de Campina Grande

30/05/12

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À esquerda, Guilherme e Félix Neto; à direita, Elpídio e Félix

A aliança entre o PSC e o PC do B, com Guilherme Almeida e Félix Araújo Neto compondo a chapa majoritária, trará ao palco da política campinense as memórias de um período que marcou profundamente nossa cidade. Um dos avôs de Guilherme, Elpídio de Almeida (o outro é o ex-governador, interventor e senador Argemiro de Figueiredo), foi o primeiro prefeito eleito pelo voto popular direto, em 1947.

Voltaria à prefeitura em 1955. No primeiro mandato, contou com a parceria de um auxiliar fiel, dedicado e extremamente competente, o jovem Félix Araújo, avô do professor Félix Neto, agora companheiro de chapa de Guilherme. Em 1951, Félix tornou-se o vereador mais votado da cidade. Ao longo do mandato, ele e Elpídio passaram a ser opositores do prefeito que haviam ajudado a eleger, Plínio Lemos, a quem acusavam de irregularidades na administração.

O aquecimento do ambiente político chegou ao clímax quando o jovem vereador, emboscado por um servidor da prefeitura, João Madeira, acabou ferido mortalmente, vindo a falecer duas semanas depois, em 27 de julho de 1953. Elpídio, então deputado federal, fez questão de ser candidato para enfrentar o candidato de Plínio, a fim de, derrotando-o, exercer um gesto de justiça à memória de Félix. Conseguiu.

Elpídio de Almeida passou para a história como o primeiro prefeito e um dos melhores gestores que Campina já teve. Félix Araújo tornou-se o maior ícone da história política de Campina Grande. Curiosamente, Orlando Almeida, filho de Elpídio, e Félix Filho, obviamente filho de Félix Araújo, seriam prefeitos de Campina.

Orlando por um curto período, entre março e maio de 1969 (assumiu na condição de vice de Ronaldo Cunha Lima, que fora cassado pela ditadura, e também acabou afastado). Félix Filho entre 1992 e 1996. Agora, os netos de Elpídio e Félix se encontram em um novo momento, tentando escrever uma nova página para essa história.

Exclusivo: Marlene retira candidatura, PC do B firma aliança com Guilherme Almeida e Félix Araújo Neto será vice

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Guilherme e Félix Neto. Imagem: Twitter Rangel JR
O PC do B da reitora Marlene Alves e o PSC do deputado estadual Guilherme Almeida acabam de celebrar uma aliança com profundas raízes históricas. Marlene abre mão da sua candidatura a prefeita, e seu partido passa a integrar o projeto de Guilherme. Mas, ao contrário do que foi especulado, Marlene não será vice. Ao invés dela, a chapa encabeçada pelo deputado será formada com o advogado e professor Félix Araújo Neto.

As costuras vinham sendo feitas há algumas semanas. A nova aliança tem raízes históricas, já que Guilherme é neto de Elpídio de Almeida, primeiro prefeito eleito pelo voto popular direto em Campina Grande, e Félix é neto do patrono da Câmara Municipal, Félix Araújo. Além disso, Elpídio e Félix Araújo foram aliados políticos e amigos íntimos.

Mais detalhes daqui a pouco sobre a composição.

Carvalho: "Campina vai dar uma resposta a esses incompetentes, a esses imbecis, a esses desrespeitosos, a esses sacanas"

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O vereador Fernando Carvalho (PT do B) subiu à tribuna da Casa de Félix Araújo na manhã de hoje injuriado. A revolta do parlamentar tinha como alvo o titular da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer, Eduardo Galdino, que, não aceitando algumas ponderações feitas por Carvalho na semana passada, durante audiência da LDO 2013, fez com que sua assessoria soltasse um release intitulado “Secretário rebate declarações infelizes de vereador campinense”.

O vereador, ex-líder da bancada governista, não disfarçou sua revolta com a reação de Galdino. “Na atual administração, virou mania mentiroso chamar os outros de mentirosos. Talvez uma das maiores obras dessa administração nos últimos meses seja tentar desqualificar as pessoas. É como se eles tivessem que atingir a honradez, a dignidade e o caráter das pessoas”, afirmou Carvalho.

Ele prosseguiu, batendo pesado no titular da Sejel. “Abro um portal e vejo a manchete: ‘Secretário rebate declarações infelizes de vereador campinense’. Infeliz é um secretário municipal despreparado, sem conhecimento, que ainda tem que vir com uma muleta de lado para socorrê-lo, que não responde nossas perguntas. Teve a oportunidade de discordar abertamente, porque eu estava falando olhando para ele, de forma extremamente respeitosa”.

Fernando Carvalho afirmou, ainda, que a pasta de Eduardo Galdino repete o anúncio de obras que não são realizadas. “Uma secretaria de Esportes que sequer tem um calendário de eventos para a cidade. Não conseguiu fazer um calendário de eventos. Que fica usando o anúncio de obra como obra. Anúncio que foi feito na campanha de 2008, que passou 2009, que passou 2010, 2011 e está acabando 2012. Realize para dizer que fez”.

No fim, o vereador do PT do B fez um desabafo em tom elevado. “Caramba! Você passa sete anos da sua vida se dedicando para construir algo e qualquer imbecil vem desrespeitar-nos! O fim se avizinha. Logo, logo, Campina Grande vai dar uma resposta a esses incompetentes, a esses imbecis, a esses desrespeitosos, a esses sacanas que sequer aproveitam as sugestões dessa casa para fazer algo pelo povo de Campina Grande. Mentem, mentem, mentem e ainda querem chamar os outros de mentirosos”, concluiu.

Na Assembleia, Daniella Ribeiro pede que PMCG repasse os R$ 400 mil que deve ao Sintab

29/05/12

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A deputada Daniella Ribeiro (líder do PP) apresentou requerimento de número 3262/2012 na Assembleia legislativa da Paraíba solicitando que a Casa solicite urgentemente ao prefeito de Campina Grande determinar o repasse de R$ 400 mil devido ao Sintab (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), Napoleão Maracajá, denunciou que a prefeitura de Campina Grande estaria em débito de R$ 400 mil com a entidade. O dinheiro, segundo o sindicalista, teria sido descontado dos contracheques dos servidores, mas não foi repassado ao Sintab. Ele se queixa de tentativa de inviabilizar o trabalho da instituição.

Segundo o presidente desde 2009, quando a atual gestão assumiu, que tem feito uma atuação eficiente no combate aos absurdos cometidos contra os trabalhadores.

Ele disse que “houve uma tentativa, a partir de novembro passado, de fazer um desconto ilegal, de metade daquilo que o Sintab tinha direito, ele ameaçou pedir uma nova refiliação ao sindicato e essas tentativas são para inviabilizar uma instituição histórica e necessária. A Prefeitura deve à instituição cerca de R$ 400 mil que é um dinheiro retirado do contracheque do servidor e não tem sido repassado ao sindicato, de acordo com o líder sindical”.

Assessoria

Classificados

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Em tempo: Hoje, mais uma vez, não houve sessão na Câmara Municipal de Campina Grande. Motivo: falta de quorum. Em breve começa o recesso. E no segundo semestre as sessões serão reduzidas a apenas uma por semana. Assim, não adiantar criticar a imprensa, como se fosse a imprensa responsável pela imagem negativa do legislativo. Essa responsabilidade é dos vereadores.

Artur fará coletiva, mas garante que não haverá intervenção no diretório

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O empresário José Artur Almeida, o Artur Bolinha, presidente do diretório municipal do PTB e pré-candidato a prefeito, vai conceder uma entrevista coletiva amanhã, na sede da Associação Comercial, às 10 horas. Conforme nota divulgada por sua assessoria, o objetivo da coletiva é apresentar “esclarecimentos do partido referentes às eleições municipais de Campina Grande”.

Na semana passada, veio a público a construção de um acordo entre o presidente do PTB paraibano, Armando Abílio, e o PMDB, cujo principal efeito seria a retirada da candidatura de José Artur, mediante uma intervenção no diretório municipal do partido.

Armando, que é suplente de deputado federal, faria seu partido apoiar o PMDB em Campina Grande e João Pessoa, recebendo em troca a garantia de permanência por oito meses na Câmara dos Deputados, com as licenças de Nilda Gondim e Benjamin Maranhão.

Em conversa com o blog, José Artur condenou a negociação. “Isso não pode ser chamado de acordo. Isso foi um conchavo, que é uma coisa bem mais rasteira”. Ele ainda garante, contudo, que o referido conchavo não terá sucesso. “Quero dizer que o PTB de CG está preservado, não haverá intervenção, podem crer”, assegurou, via Twitter.

Se Artur garante, essa segurança deve ter alguma base. Resta esperar até amanhã para saber qual.

Quarta Mostra da Editora da UEPB deve vender mais de 2 mil livros e prossegue até quinta

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A Editora da Universidade Estadual da Paraíba (EDUEPB) está promovendo em Campina Grande a 4ª Mostra do Livro Universitário. O evento, que acontece no hall do prédio da Administração Central da UEPB, no bairro de Bodocongó, tem o objetivo de difundir a cultura e facilitar o acesso entre a comunidade acadêmica e a população às produções feitas pelas editoras universitárias do Brasil. A mostra teve início na última segunda-feira e deve se estender até o próximo dia 31.

De acordo com o diretor da EDUEPB, Cidoval Morais, em apenas cinco dias de evento, a mostra já vendeu cerca de 100 livros a mais do que o ano passado. “Apesar de o evento acontecer em um bairro distante do centro da cidade, a aceitação e participação das pessoas, seja do meio acadêmico ou da população em geral, está sendo muito boa”, disse Cidoval. A EDUEPB estima que do início da mostra até hoje, cerca de 700 livros apenas produzidos pela editora da universidade já foram vendidos, sendo que em 2011, a mostra vendeu 602 livros no total. A previsão é de que até o final do evento, mais de 2000 exemplares sejam comercializados.

Segundo Cidoval Morais, este ano a mostra reúne cerca de 700 títulos de diferentes áreas do conhecimento, incluindo as próprias publicações da EDUEPB e também de editoras filiadas a Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU). “Com este evento, juntamente com a Feira do Livro Universitário que será realizada em outubro, buscamos a promoção da cultura acadêmica e a democratização do acesso ao livro universitário”, explicou Cidoval. Na mostra, os livros são encontrados em preços que variam entre R$ 5 e R$ 15, dependendo da publicação. “Para os livros publicados pela nossa editora, o desconto na mostra é de 50% do valor do livro, já os das outras editoras, o desconto é de 30%”, comentou o diretor da EDUEPB. A mostra conta com livros de editoras universitárias de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasília, Bahia, entre outras.

O diretor da EDUEPB comentou também que a proposta da editora para os próximos meses, é a implantação da Livraria Móvel, onde um veículo da instituição visitará os sete campi da UEPB no Estado e os diversos centros no campus de Campina Grande, passando um dia em cada local fazendo a venda dos livros da editora. “Além disso, pretendemos também fazer a divulgação destes trabalhos em espaços estratégicos das cidades, tanto na Paraíba quanto em outros estados, comercializando os trabalhos da EDUEPB em espaços como shoppings e aeroportos”, explicou Cidoval Morais.

UEPB inaugura museu em Campina Grande

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) irá inaugurar no próximo dia 05 de Junho em Campina Grande o Museu Assis Chateaubriand (MAC). Localizado no bairro do Catolé, o museu abrigará os obras do antigo Museu de Artes Assis Chateaubriand (MAAC) em um espaço permanente, construído com uma estrutura moderna que servirá também para exposições de outros trabalhos de artes na cidade.

Segundo a reitora da universidade, Marlene Alves, com a inauguração do MAC, Campina Grande entrará nos roteiros das grandes apresentações, ganhando destaque no cenário artístico nacional. “Com essa e outras iniciativas que temos na UEPB, a Instituição consegue adicionar fatores muito importantes, incentivando a arte, a cultura e os artistas”, cita Marlene.

A inauguração acontecerá às 19h e contará com a presença de autoridades, artistas e representantes da cultura de todo o Estado.

Diogo Almeida / A União
Fotos: Gustavo Almeida / A União

Petistas “infieis” vão ficar sem legenda

28/05/12

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Não é novidade que a minoria do PT de Campina Grande que ainda se mantém atrelada ao governo Veneziano vai responder a processo no Conselho de Ética do partido. Na semana passada, a assessoria de imprensa do PT, ao confirmar a ação contra os “infiéis”, relacionou alguns nomes: Tico Lira; Éder Rotondano; Ana Cleide Rotondado; Gustavo Pontinneli; Flávia Maria; e João Batista.

Mas, a lista é maior. De qualquer forma, o aviso não causou grandes temores nos petistas dissidentes, mesmo entre aqueles que pretendem ser candidatos a vereador, porque um processo no Conselho de Ética tende a ser moroso. Só que há uma novidade nada agradável para os chamados infieis.

Uma das tendências do PT vai propor que não seja concedida legenda aos pré-candidatos que se recusam a aceitar a decisão da maioria de apoiar a pepista Daniella Ribeiro. E o ambiente parece indicar que a proposta será acolhida com folga, provocando a degola de algumas candidaturas.

Além disso, aumentaram as pressões para que Laelson Patrício, que virou petista no ano passado, após deixar o PT do B, assuma de vez a condição de membro da legenda, e desça do muro onde se equilibra com maestria desde que o partido aderiu a Daniella.

Há quem defenda que o parlamentar deve manter uma postura de independência. No entanto, aqueles que conhecem melhor o ambiente da Câmara Municipal sabem que tal posição de meio termo não existe, e querem que Laelson assuma um comportamento de opositor.

Tudo isso seria uma resposta dos petistas à radicalização do discurso do prefeito Veneziano e outros membros do PMDB contra a maioria que resolveu compor aliança com o PP. Em resumo, é bala trocada, olho por olho, dente por dente.

Artur condena PMDB e promete ir à justiça para garantir candidatura

25/05/12

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O empresário José Artur Almeida, presidente do PTB municipal e pré-candidato a prefeito, criticou duramente a manobra, supostamente firmada entre o suplente de deputado federal Armando Abílio, que preside a legenda no estado, e o PMDB para a destituição do diretório de Campina Grande, suspensão da sua candidatura e apoio a Tatiana Medeiros.

Sobre o comportamento de Armando, que inúmeras vezes havia assegurado ao empresário que recusaria qualquer acordo nesse sentido, Artur se disse “profundamente decepcionado”. Quanto ao PMDB e ao PR - sigla de Bruno Roberto, cotado para vice de Tatiana - o petebista foi bem mais incisivo.

“É de estarrecer as manobras que o PMDB tem engendrado no sentido de garantir, a fórceps, a conquista de nomenclaturas, sem que os filiados dessas legendas as acompanhem. É lamentável, as pessoas só dão o que têm. Se é isso que o PMDB e o PR têm a dar à democracia, é o que eles estão fazendo, já que não conseguem conquistar através do exemplo e do convencimento”, afirmou.

Artur ainda garantiu que vai brigar dentro das instâncias partidárias e mesmo na justiça para assegurar a integridade do diretório. “Somos um diretório constituído, não uma comissão provisória. O trâmite é diferente. Faremos a defesa administrativa e, se preciso, adotaremos as medidas judiciais cabíveis para resguardar o diretório e, consequentemente, a candidatura própria. Vamos exaurir todos os recursos para manter essa candidatura. Não abrimos mão disso”.

O petebista explicou que, até o momento, não recebeu qualquer notificação oficial do partido sobre a intervenção. Ele garante que a pré-candidatura está mantida e informou que vai a Brasília, na semana que vem, para se reunir com a direção nacional do PTB.

Juventude do PTB de Campina Grande manifesta apoio a José Artur

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A Juventude de Campina não vai calar. Desde ontem a imprensa Campinense tem divulgado informações sobre suposta intervenção do Diretório Nacional do Partido Trabalhista Brasileiro no Diretório Municipal de Campina Grande.

Como representantes da Juventude do PTB em Campina Grande, colocamos o nosso apoio incondicional ao Presidente do Diretório Municipal Artur ’Bolinha’ Almeida no seu projeto de trabalhar por Campina e defendemos a sua pré-candidatura às eleições deste ano, um direito garantido de acordo com o estatuto do Partido, já que o Diretório Municipal foi oficializado pelos seus filiados no dia 14 de abril deste ano.

Como jovens de campina Grande, temos nossos sonhos e o ideal de vermos uma cidade melhor, que nos garanta um futuro promissor, por isso, não podemos aceitar imposições para nossa cidade provenientes de acordos que fogem a realidade do nosso município, de pessoas que não fazem parte do cotidiano de Campina Grande, que aqui não residem nem tampouco conhecem os problemas e anseios da população, especialmente da juventude.

Assessoria

Carvalho solicita que Bombeiros visitem as escolas para orientar sobre os perigos dos fogos de artifício

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Vereador Fernando Carvalho apresentou requerimento na Câmara Municipal de Campina solicitando ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande, que realize um trabalho preventivo, com ministração de palestras nas escolas alertando para os riscos dos fogos de artifícios usados no período junino.

Segundo Carvalho, muitas escolas em Campina Grande já estão vivendo a insegurança por conta das bombas que estão sendo detonadas no interior das unidades de ensino. “Portanto solicitamos ao Corpo de Bombeiros que os mesmos promovam palestras nas escolas de Campina Grande que alertem para os perigos das famosas bombas de São João”.

Carvalho explicou ainda que pretende alertar os estudantes para observar os cuidados necessários ao usar produtos pirotécnicos durante as festas juninas, que irão acontecer em todo o país. Pois segundo ele é necessário tomar uma série de medidas preventivas para que não ocorram problemas de grandes proporções.

Entre as recomendações sugeridas por Fernando no requerimento estão: seguir as instruções da embalagem; soltar os fogos sob a supervisão de adultos; não reutilizar os fogos que falharam; armazenar os fogos em local frio e seco; e nunca atirá-los em direção de outras pessoas ou em lugares fechados, como carros ou residências. “Uma das mais importantes recomendações, em épocas de festas, é a de jamais utilizar fogos de artifício após a ingestão de bebidas alcoólicas”. Completou.

Assessoria

O jogo do PMDB

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Diante da dificuldade de costurar apoios no âmbito local, o PMDB de Campina Grande resolveu usar sua força centrando o ataque em duas frentes e montando um teatro de operações bem distante daqui: Brasília.

Cá por estas bandas, cuida de garantir o apoio pouco expressivo de siglas pequeninas, adesões, contudo, estratégica e ruidosamente comemoradas. E, além disso, explora com habilidade o oportunismo dos caciques de legendas de médio porte.

As postulações de Marlene Alves, Guilherme Almeida, Fernando Carvalho e José Artur Almeida (Bolinha) viraram alvo dos ataques de um PMDB temeroso com a possibilidade iminente de não ir ao segundo turno e sedento por apoios que permitam alguma expectativa de sobrevida.

Fernando Carvalho, que seria um oponente incômodo, teve seus planos esvaziados e saiu do caminho. José Artur, outro "calo", vê, desde ontem, seu projeto ferido de morte, embora esteja empenhado em lutar contra a grosseira manobra articulada com Armando Abílio.

Marlene e Guilherme que se cuidem! Assim como o PT, que desembarcou do navio peemedebista de mala e cuia, mas que é alvo das investidas em Brasília.

É um jogo de quem vai para o tudo ou nada. Um jogo baixo. Um jogo sórdido. Um jogo repudiável. Todavia, a bem da verdade, um jogo que não foi inventado agora. E poucos são os que ousariam jogar a primeira pedra.

Ao invés de evoluir e se aperfeiçoar, a prática política regride e degenera aceleradamente. A pergunta angustiosa que fica no ar é: onde isso vai parar?