Destaques

A inacreditável história do Estado que não comprou um único respirador

Mais de setenta dias após o primeiro caso confirmado de coronavírus na Paraíba e três meses desde o início mais efetivo das mobilizações por conta da pandemia, o governador da Paraíba, João Azevedo, provocou perplexidade ao admitir, durante uma entrevista à imprensa da capital, que não adquiriu um único respirador novo para socorrer os pacientes que enfrentam a doença.

Diante da importância fundamental desse equipamento para salvar vidas, e tendo em vista o tempo decorrido desde o início da crise e o quadro atual de pré-colapso do sistema, a confissão de João reforça aquilo que o Conselho Regional de Medicina da Paraíba já vinha apontando: a gestão estadual não se preparou adequadamente para enfrentar a pandemia.

A falha já era conhecida – e denunciada pelo CRM – em relação aos leitos de unidade de terapia intensiva. Agora, porém, João Azevedo confessa, com a maior naturalidade do mundo, que a rede de atendimento estadual precisou se valer de respiradores que já possuía, somados àqueles recebidos diretamente do Governo Federal. E só!

O Palácio da Redenção age como se sua responsabilidade nessa crise fosse terciária, esperando que a iniciativa do combate à pandemia fique por conta primariamente das prefeituras e do Palácio do Planalto.

Porém, ainda pior do que não ter entregue sequer um aparelho, é que a Paraíba, um Estado pequeno e de recursos limitados, mas engajada no bloco político-ideológico dos governadores da região, pagou por respiradores que não recebeu, adquiridos por meio do alardeado Consórcio Nordeste.

Segundo o jornal Tribuna do Norte, de Natal, a transação envolvendo os nove governadores da região e uma empresa de São Paulo, que deveria fornecer trinta respiradores para cada estado ao custo individual médio de R$ 5 milhões, totalizou quase R$ 56 milhões e foi bloqueada pela Justiça da Bahia. 

O consórcio cobra a devolução do montante. Enquanto isso, a questão é saber se a Paraíba continuará esperando que os governadores da região decidam o que fazer e que o governo federal e os prefeitos dos municípios cuidem de enfrentar a pandemia.

Trauma-CG realiza primeira transfusão de plasma no tratamento do Covid-19

As informações são da Secom:

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes em Campina Grande, que integra a rede hospitalar do Governo do Estado, realizou a primeira transfusão de plasma convalescente compassivo para o tratamento da Covid-19. O procedimento aconteceu na noite da última quinta-feira (28).

O paciente masculino, de 43 anos, médico de Campina Grande, internado na instituição hospitalar há 4 dias, tendo sido intubado e colocado sob ventilação mecânica há 2 dias pelo agravamento do quadro respiratório, mesmo em uso de todos os medicamentos indicados para Covid-19. A administração dessa unidade de plasma é igual a qualquer outra transfusão sanguínea.

Esse plasma é procedente do Hemocentro da Paraíba, que, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio da professora Daniele Idalino Janebro, farmacêutica com especialização em hematologia, vem trabalhando no enfrentamento da Covid-19, com a participação de seis hospitais de João Pessoa e um em Campina Grande, que é esta instituição pioneira na transfusão de plasma convalescente na modalidade de uso compassivo.

De acordo com a hematologista do Trauma-CG, Rosivania Mota, essa não é uma terapia padrão para os pacientes graves com a Covid-19, uma vez que implica em riscos imediatos e futuros para os pacientes, por isso se trata de um ato médico, sob a responsabilidade do médico responsável pela administração, em conformidade com a Nota Técnica Nº 21 da ANVISA, sendo necessário uma série de documentação legal para liberação e acompanhamento assíduo dos pacientes. Essa terapia tem sido usada ao longo dos últimos 20-30 anos em situações emergenciais.

Segundo a médica, a maior dificuldade para essa terapia tem sido a seleção dos doadores do plasma convalescente que não tem sido muito, por isso atualmente não existem muitas unidades de plasma para ser utilizado.

A coleta na Paraíba está sendo feita no Hemocentro da Paraíba, em João Pessoa, e para ser doador é necessário ser maior que 18 anos, ter testado positivo para Covid em swab (teste molecular) ou sorológico IgM/IgG, está há 30 dias da resolução dos sintomas, de ambos os sexos, mas em caso do sexo feminino que seja nuligestas (não ter tido filhos ou abortamentos).

Os interessados deverão entrar em contato pelo WhatsApp do Hemocentro por mensagem encaminhada para (83) 3133-3465, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Liminar obtida por sindicato mantém bancos fechados. Caixa é exceção
 
Diante do silêncio da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) quanto ao decreto municipal que fecha as agências durante o “feriadão” imposto entre este sábado e a próxima quarta-feira, o Sindicato dos Bancários de Campina Grande pediu e a Justiça do Trabalho concedeu liminar proibindo o funcionamento das instituições bancárias na cidade durante o período.

A única exceção é para as agências Caixa Econômica Federal, que poderão abrir na terça-feira e na quarta-feira, de acordo com o decreto municipal e a liminar, exclusivamente para pagamento do auxílio emergencial do governo federal. Cabe recurso, mas a decisão liminar fixa multa diária de R$ 50 mil por agência para o caso de descumprimento.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Esdras Luciano, afirmou à Campina FM que via com preocupação a possibilidade de abertura das agências, o que poderia comprometer severamente o plano de ampliação do isolamento social estabelecido para os próximos cinco dias.

Esdras ainda esclareceu que a entidade havia remetido ofício à Febraban solicitando um posicionamento em relação ao decreto da Prefeitura de Campina Grande, mas até ontem não havia recebido qualquer resposta. Em outros estados, a orientação da federação foi pela abertura das agências.

Covid-19: 2ª macrorregião tem 2.148 casos, 41 mortes e só 89 leitos de UTI

Composta por um total de setenta municípios e uma população de cerca de 1,2 milhão de pessoas, a 2ª Macrorregião de Saúde da Paraíba, que tem Campina Grande como referência, soma até esta sexta-feira, 29, 2.148 casos confirmados e 41 mortes por coronavírus. Pelo menos 193 novos casos foram confirmados nas últimas 24 horas. Pelas estatísticas locais, nenhuma morte ocorreu nesse período.

Ainda conforme os números atualizados, dos setenta municípios que compõe a 2ª Macrorregião, um total de 58 cidades já têm casos registrados de covid-19, o que representa um índice de 83% dos municípios já atingidos pela pandemia. A taxa de letalidade é de 1,9%, abaixo da média nacional, enquanto o chamado Coeficiente de Incidência, que é o risco de evolução do vírus, é de 191 nessa macro.

GARGALO FATAL

O número de leitos disponíveis em unidade de terapia intensiva na região capitaneada por Campina Grande aumentou na última semana, passando de 68 para 89, além de 163 leitos de enfermaria. Parte do aumento se deve aos leitos do chamado hospital de campanha, localizado ao lado do Pedro I.

No entanto, a soma ainda é pequena para o tamanho da demanda. Ao todo, são 65 leitos disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde somando os do Pedro I, Hospital de Campanha, Instituto de Saúde Elpídio de Almeida e Hospital da Criança e do Adolescente.

Outros doze estão localizados no Hospital Universitário Alcides Carneiro. Já no Hospital de Trauma, o maior da Paraíba, apenas treze leitos estão em funcionamento até agora e doze deles estavam ocupados nesta sexta-feira. No início da crise da pandemia, a Secretaria de Saúde do Estado teria se disponibilizado a instalar 30 leitos.

CRM COBRA ESTADO

Conforme já mostrado pelo blog, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) está cobrando do Governo do Estado a entrega de 520 leitos para o tratamento da Covid-19, sendo 143 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 377 leitos de enfermaria, que constam no Plano Estadual de Contingência Covid-19, mas ainda não estão disponíveis para a população.

Segundo o CRM, dos 404 leitos de UTI prometidos, foram entregues 261, restando ainda 143 a serem instalados. Usando como referência a taxa de ocupação de leitos de UTI registrada no domingo na Paraíba, que era de 71% segundo dados da pasta estadual da saúde, o órgão mostrou que se já tivessem sido entregues os 404 leitos prometidos, a taxa de ocupação seria de 46%, restando mais da metade dos leitos ainda disponíveis.

SEM PRAZO

Em entrevista esta semana, o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, garantiu que os leitos continuarão sendo instalados na medida em que os respiradores forem chegando. Ele afirmou, inclusive, que 17 respiradores chegariam ao Trauma na terça-feira passada.

Além disso, o secretário lembrou que deverá ser inaugurado nos próximos dias o Hospital de Clínicas, com implantação de um novo conjunto de leitos. Mas, não foram fixados prazos precisos para a efetiva entrada em ação dessa estrutura, sobretudo no que se refere a leitos de UTI.

Deputada presa na Calvário aprova homenagem a prefeita presa na Calvário

Atendendo a uma propositura da deputada estadual Estela Bezerra (PSB), a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou a concessão de votos de aplausos para a prefeita do município do Conde, Márcia Lucena (PSB), pelo trabalho que vem sendo realizado pela gestão no enfrentamento à pandemia do coronavírus.

Estela justifica a propositura afirmando que "a prefeitura de Conde, em especial a prefeita Márcia Lucena, tem sido elogiadas pelo trabalho no enfrentamento a pandemia via contingenciamento, decretos e atuação política na cidade, levando Conde a ser o município da região metropolitana com menor número de casos, como também menor taxa de ocupação de leitos nos hospitais da capital".

Integrantes de destaque do antigo coletivo girassol, tanto Estela quanto Márcia foram presas em 2019 no âmbito da sétima fase da Operação Calvário, denominada “Juízo Final”, durante a qual também foi preso o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) e outros nomes ilustres do grupo durante os dois mandatos do socialista à frente do Palácio da Redenção.

Os três socialistas atualmente respondem em liberdade às acusações que lhes são imputadas. A deputada, inclusive, foi liberada após passar uma noite no cárcere por deliberação dos seus pares, que se valeram de atribuição reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal para revogar a prisão.

Ricardo passou duas noites atrás das grades, uma delas na sede da Polícia Federal (após se entregar) e outra na penitenciária de segurança média de Mangabeira, sendo solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Márcia Lucena, por sua vez, ficou presa por duas noites, sendo solta também por decisão do STJ e reassumindo o comando do Conde. Os três asseguram que são inocentes, não têm contra si ainda nenhuma condenação e vem procurado manter a normalidade de suas atuações políticas, apesar de Ricardo e Márcia usarem atualmente tornozeleiras eletrônicas.

Quatro secretários podem deixar PMCG para disputar eleições. Tovar sai hoje

Mesmo diante da possibilidade de adiamento das eleições por causa da pandemia, os prazos eleitorais continuam correndo normalmente e, com isso, chegará ao fim na próxima semana a data-limite para desincompatibilização daqueles que ocupam cargos no primeiro escalão e precisam sair para concorrer ao poder executivo. A desincompatibilização para os futuros candidatos a vereador foi em abril.

Em Campina Grande, poderão deixar os cargos pelo menos três auxiliares do prefeito Romero Rodrigues. Nelson Gomes Filho (PSD), vereador licenciado, responde atualmente pela Agência Municipal de Desenvolvimento (Amde) e desistiu de tentar a reeleição porque espera ocupar um espaço na vaga majoritária do grupo. Caso não dê certo, o ex-presidente da Câmara Municipal deve apoiar uma pessoa da família para candidatura ao parlamento.

Lucas Ribeiro, do Progressistas, também desistiu de tentar o mandato no legislativo para buscar compor a majoritária. Ele é cotado para vice, mantendo a atual posição do partido, que tem no cargo Enivaldo Ribeiro e, conforme já afirmou publicamente o prefeito Romero Rodrigues, deve indicar novamente o nome para preencher a posição. No entanto, o Progressistas não descarta trabalhar o nome do atual secretário de Ciência e Tecnologia como cabeça de chapa.

No entanto, um outro nome da sigla ganhou bastante destaque, sobretudo durante a crise provocada pela pandemia. Trata-se da empresária Rosália Lucas, secretária de Desenvolvimento Econômico do Município, que visivelmente tornou-se um dos nomes mais próximos ao prefeito Romero em meio ao quadro atual, recebendo o reconhecimento de diversos setores. Se Rosália ficará no cargo ou vai se desincompatibilizar, o Progresistas nada revela, restando aguardar.

Por outro lado, uma certeza é a saída do secretário de Planejamento e Gestão do Município, Tovar Correia Lima (PSDB), que voltará à Assembleia Legislativa. O tucano é o principal nome do grupo do prefeito Romero Rodrigues na corrida pela indicação para disputar o pleito de outubro. Inclusive, seria o nome preferido pelo próprio Romero, embora ainda precise desbancar outros postulantes e nada esteja definido.

Apesar do prazo de desincompatibilização ser o dia 04, quinta-feira, Tovar deve oficializar sua saída da secretaria ainda nesta sexta-feira, 29.

CRM: Ocupação de UTI seria de 46% se Estado instalasse leitos prometidos

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) está cobrando do Governo do Estado a entrega de 520 leitos para o tratamento da Covid-19, sendo 143 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 377 leitos de enfermaria, que constam no Plano Estadual de Contingência Covid-19, mas ainda não estão disponíveis para a população. Dos 404 leitos de UTI prometidos, foram entregues 261, restando ainda 143 a serem instalados.

Atualmente, a taxa de ocupação dessas unidades, conforme dados da Plataforma Gestão de Leitos da Secretaria Estadual de Saúde (SES), atualizados neste domingo (24), é de 71%. Isso significa que dos 261 leitos disponíveis, 185 estão ocupados. No entanto, se já tivessem sido entregues os 404 leitos prometidos, a taxa de ocupação seria de 46%, restando mais da metade dos leitos ainda disponíveis.

A quantidade de leitos de enfermarias já instalados nos hospitais públicos paraibanos também ainda está abaixo do que foi previsto no Plano de Contingência. A previsão é de 909 leitos, mas estão ativos 532. Portanto, ainda faltam ser instalados 377 novos leitos de enfermaria no estado. Quanto à taxa de ocupação, atualmente, 52% destes leitos estão sendo usados, o que significa que 277 pessoas estão internadas nas enfermarias. Se o estado já contasse com os 909 leitos previstos, esta taxa de ocupação seria de 30%.

“O CRM-PB tem solicitado providências e informações claras dos gestores públicos desde o início da pandemia, já tendo realizado reuniões com o governador do Estado, secretários estadual e municipais de Saúde, além dos diretores dos hospitais. Estamos em isolamento social há mais de 60 dias, o que foi um tempo suficiente para que o poder público tomasse as providências necessárias. Mas estamos vendo um número crescente de casos e internações de UTI, chegando perto do colapso do sistema de saúde”, destacou o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais.

Ele acrescentou que o CRM-PB vem contribuindo durante a crise sanitária, conforme seu âmbito de atuação. “Estamos treinando médicos do Estado que estão na linha de frente contra a Covid-19, visitando unidades de saúde para verificar o fornecimento de EPIs e quantidade de leitos e respiradores, além de estarmos em diálogo constante com os gestores e Ministério Público”, acrescentou o presidente do CRM-PB.

Conforme dados da SES, a Paraíba possuía um total de 388 leitos de UTI antes do início da pandemia. O Plano de Contingência destinou 125 destes leitos para os pacientes de Covid-19 e implantou mais 136 leitos, totalizando 261 unidades de terapia intensiva exclusivas para pacientes acometidos pelo novo coronavírus. Mas falta ainda a implantação de 143 leitos para que se chegue aos 404 previstos no plano.

Fonte: Assessoria

Operação Lockdown Covid-19: Veja as áreas que serão interditadas em CG

O decreto assinado nesta quinta-feira pelo prefeito Romero Rodrigues estabelece a interdição de ruas e avenidas no Centro da cidade pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), que deverá contar com o apoio da Polícia Militar para restringir ao máximo o trânsito de pessoas e veículos.

Segundo a PMCG, as únicas exceções em alguns pontos do Centro serão para as pessoas que estejam indo à Caixa Econômica sacar o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal, assim como para quem mora, trabalha ou precisa acessar o setor interditado em busca de serviços essenciais em funcionamento.

Segundo o que a STTP denominou de “Operação Lockdown Covid-19”, serão interditados os seguintes trechos:

I - Avenida Floriano Peixoto com a rua Rui Barbosa;

II - Rua Vidal de Negreiros com a rua João Loureço Porto;

III – Avenida Floriano Peixoto com a rua Peregrino de Carvalho;

IV - Viaduto Elpídio de Almeida com a Avenida Floriano Peixoto;

V - Praça Cristiano Lauritzen com a rua Tavares Cavalcante;

VI – Rua João Pessoa com a rua Marquês do Herval e rua Sete de Setembro;

VII – Rua Getúlio Vargas com a rua Miguel Barreto;

VIII - Rua Índios Cariris com a rua João Pessoa;

IX - Rua Epitácio Pessoa com rua Vigolvino Wanderley (com exceção para os que vão receber auxílio emergencial)

X – Rua João Leôncio com a rua João Alves de Oliveira.

Ainda segundo o decreto, em seu art. 6º, fica a STTP autorizada a interditar as seguintes artérias para o trânsito de pessoas, que dão acesso à denominada “Feira Central”, sempre com o auxílio da Polícia Militar da Paraíba, entre os dias 30 de maio a 03 de junho de 2020:

I – Avenida Floriano Peixoto com a rua Cristóvão Colombo;

II – Avenida Floriano Peixoto com a rua Tavares Cavalcante;

III – Rua Giló Guedes com a rua Marcílio Dias;

IV – Rua Giló Guedes com a rua Dr. Carlos Agra;

V - Rua Giló Guedes com a rua Quebra Quilos;

VI - Rua Florentino de Carvalho com a rua Ulisses Gomes;

V – Rua Afonso Campos com a rua Vila Nova da Rainha;

Já segundo o art. 7º, fica a STTP autorizada a interditar as seguintes artérias para o trânsito de pessoas, que dão acesso à denominada “Feira da Prata”, sempre com o auxílio da Polícia Militar da Paraíba, entre os dias 30 de maio a 03 de junho de 2020:

I – Rua Duque de Caxias com a rua Dom Pedro II;

II - Rua Montevidéu com a Avenida Barão do Rio Branco;

III – Rua Duque de Caxias com a Avenida Barão do Rio Branco;

Novo decreto da PMCG limita até abertura de bancos e supermercados

O prefeito Romero Rodrigues baixou novo decreto sobre o funcionamento de diversas atividades no período do “feriadão” instituído entre o próximo sábado (30/05) e a quarta-feira (03/06), com especificações ainda mais rigorosas como a determinação do fechamento de bancos e limitação ao horário de funcionamento dos supermercados e padarias.

Os bancos, por exemplo, só poderão abrir nos dias 02 e 03 (terça e quarta) somente para realização do pagamento do auxílio emergencial, que é pago pela Caixa Econômica Federal. Logo, outras agências não deverão, segundo o decreto, funcionar. O documento promete acionar civil e criminalmente as instituições bancárias que descumprirem a determinação.

A medida pode terminar em impasse caso esses estabelecimentos decidam seguir a orientação que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu para “feriadões” antecipados instituídos por prefeituras de outros municípios, inclusive São Paulo.

Nitidamente, a Procuradoria Geral de Campina Grande tem interpretação diversa daquela de Febraban sobre a competência para fazer cumprir a suspensão das atividades.

Quanto aos supermercados, padarias, lojas de conveniências e congêneres, o funcionamento entre o sábado e a quarta-feira só poderá ocorrer até às 14 horas. Depois desse horário, apenas os serviços de delivery poderão ser mantidos.

ESCOLAS E FACULDADES

Por outro lado, escolas e instituições de ensino superior que seguiram com o calendário por meio de aulas remotas poderão manter as atividades online normalmente, a fim de não afetar o calendário acadêmico, segundo alega o decreto.

RUAS E AVENIDAS

A STTP vai fechar boa parte do centro de Campina Grande, só sendo autorizados a trafegar por elas pessoas que morem na área, estejam a trabalho ou em busca de serviços essenciais, inclusive médicos. O acesso à Feira Central, que também não funcionará, estará proibido.

Romero vai à UPA fiscalizar entrega de remédios a pacientes com covid-19

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, fez uma visita à unidade de pronto atendimento do bairro do Alto Branco nesta quarta-feira para fiscalizar pessoalmente o cumprimento do protocolo estabelecido pela Secretaria de Saúde do Município que determina o fornecimento de um grupo de remédios a pacientes diagnosticados com coronavírus.
   
A visita surpresa aconteceu em meio a uma série de queixas de pessoas que garantem que foram à UPA, receberam o diagnóstico da doença, mas ainda assim foram encaminhadas para isolamento domiciliar sem a prescrição de nenhum medicamento. Segundo a Coordenadoria de Comunicação, o prefeito se reuniu com a direção da unidade e reafirmou a determinação de entrega dos remédios, um coquetel com hidroxicloroquina e azitromicina.

O prefeito pediu que os pacientes exijam a medicação. “Claro que com receita médica, verificando o estado clínico, o estado do paciente, nós estamos entregando (os remédios). Vindo aqui, cobre do profissional de saúde, exija do médico os medicamentos, que tem, sim, estão aqui”, disse Romero em um vídeo mostrando o espaço para dispensação dos remédios, montado sob uma tenda.

O fato curioso é que o debate político que se sobrepôs ao debate científico sobre o rol de fármacos utilizados no tratamento do coronavírus fica claramente percebido nas discussões sobre as declarações de Romero. Nas redes sociais, enquanto alguns internautas criticam a prefeitura por adotar o protocolo, outros aplaudem.

Grupo de vereadores compra e entrega respirador para o hospital de campanha

Um grupo de vereadores fez a entrega nesta quarta-feira, 27, ao prefeito Romero Rodrigues e ao secretário Felipe Reul (Saúde) de um respirador adquirido por dezesseis integrantes da Câmara Municipal, conforme havia sido anunciado há algumas semanas, e o equipamento passará a integrar a estrutura de atendimento do serviço de saúde de Campina Grande, que vem enfrentando uma forte sobrecarga por causa da pandemia.

O aparelho foi adquirido por meio de uma “vaquinha” da qual participaram os vereadores Sargento Neto, Saulo Germano, Saulo Noronha, Pimentel Filho, Marinaldo Cardoso, Jóia Germano, Nelson Gomes Filho, Aldo Cabral, Janduy Ferreira, Galego do Leite, Bruno Faustino, Anderson Maia, Olímpio Oliveira, Rodrigo Ramos, Renan Maracajá e Luciano Breno.

O prefeito Romero Rodrigues gravou vídeo destacando a importância do gesto e agradecendo aos vereadores pela doação. “Quero registrar meu muito obrigado, na certeza de que vai ajudar a salvar muitas vidas. Precisamos desse gesto de solidariedade, que tem sido constante a cada dia nessa cidade”, disse Romero.

O secretário de Saúde também ressaltou a importância da iniciativa. “Também quero agradecer aos vereadores que se mobilizaram para essa doação que vai salvar muitas vidas, podem ter certeza disso, porque o respirador é fundamental para o leito de UTI e veio a somar, principalmente aqui no Hospital de Campanha”, frisou Felipe Reul.

Proposta por alguns vereadores, a “vaquinha” para adquirir o respirador acabou provocando polêmica porque irritou alguns parlamentares que não quiseram participar da campanha. Durante o andamento da coleta para compra do aparelho, que seria uma doação feita em nome do poder legislativo e não para promoção pessoal, sete dos 23 vereadores (um terço da legislatura) acabaram não participando.

Bancos devem abrir no “feriadão” de CG e afetar plano de isolamento

A exemplo do que já vem acontecendo em outros municípios, os bancos deverão acabar abrindo as portas em Campina Grande na segunda, terça e quarta-feira da semana que vem, apesar do decreto expedido pelo prefeito Romero Rodrigues determinando um “feriadão” nestes três dias para tentar conter a curva ascendente da contaminação do coronavírus.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu circular ainda na semana passada orientando a abertura das agências apenas com redução do horário de atendimento. A entidade cita a legislação federal vigente para respaldar a orientação, destacando se tratar o expediente bancário de serviço essencial.

A própria federação lembra que está em curso o pagamento do auxílio emergencial do Governo Federal, assim como de aposentados e pensionistas, o que, pelas contas da Febraban, soma cerca de cem milhões de pessoas. A estes números, adiciona-se ainda os servidores públicos estaduais e municipais, que, em Campina Grande, começam a receber os salários de maio a partir desta quarta-feira.

ESTRATÉGIA COMPROMETIDA

Com a abertura das agências, provavelmente a estratégia do Município de um mini-lockdown foi por água abaixo, porque as ruas centrais de Campina Grande deverão mais uma vez ficar lotadas de pessoas e longas filas nos arredores das agências. Problema que se agrava em um momento crítico da propagação do vírus e da sobrecarga do sistema de saúde que já se encontra perto do colapso na cidade.

O Sindicato dos Bancários de Campina Grande demonstrou preocupação com a abertura dos bancos. “Se o intuito é controlar a circulação das pessoas na cidade, não faz sentido que os bancos permaneçam abertos porque isso vai na contramão da intenção do decreto”, disse o presidente da entidade, Esdras Luciano, que aguardava a publicação do decreto para tentar negociar o fechamento com a Febraban, durante entrevista à Campina FM.

Por ser lei federal, prefeitura não pode alterar feriado de “Finados”

A Prefeitura de Campina Grande anunciou nesta segunda-feira, 25/05, a antecipação de três datas de feriado com o objetivo de promover um “feriadão” no município direcionado a tentar conter a expansão acelerada do coronavírus, cujo número de casos confirmados tem crescido expressivamente nos últimos dias.

Assim, de acordo com o que foi divulgado pela Coordenadoria de Comunicação, três feriados foram antecipados para a próxima semana, de modo que, juntando-se com o sábado e o domingo, a cidade terá cinco dias de suspensão de diversas atividades não essenciais e até mesmo, parcialmente, de algumas essenciais (como a feira).

A medida é importante, justificada e necessária, mas, contém um erro. É que, segundo foi anunciado, “o período restritivo durante cinco dias será possível por conta da antecipação de três feriados: Corpus Christi (dia 11 de junho), São João (24 de junho) e 2 de novembro (Finados). Com a concordância da Diocese local, estes feriados foram transferidos para segunda, terça e quarta-feira”.

No entanto, o feriado de Finados não pode ser remanejado pelo Município porque, ao contrário de Corpus Christi e São João, trata-se de uma data estabelecida por legislação federal. Trata-se da Lei Nº 662, de 06 de abril de 1949.

Outra lei federal, a 9.093/95, estabelece que os municípios podem fixar até quatro feriados religiosos, que na prática são três porque a mesma norma já determina que um deles deve estar incluído na lista, que é a Sexta-Feira da Paixão. Em Campina Grande, inclusive, ajustes nessa relação já causaram impasse, quando o dia de São João foi excluído.

REMANEJAMENTO POSSÍVEL

Atualmente, pela redação da Lei 7.197, de 4 de junho de 2019, são feriados religiosos municipais em Campina Grande: a Sexta-Feira da Paixão, Corpus Christi, São João e o dia da padroeira local, 08 de dezembro. O 11 de outubro, que celebra a emancipação política da cidade, entra como data magna, não mais como feriado religioso (Dia de todas as religiões).

Logo, a Prefeitura de Campina Grande, para manter o “feriadão” de três dias, pode apenas alterar a inclusão anunciada do Dia de Finados trocando-a pelo 08 de dezembro.

Estado reafirma que vai instalar 30 leitos de UTI em CG e entrega respiradores

O jornalismo da rádio Campina FM vem acompanhando detidamente a estruturação do atendimento através dos serviços públicos de saúde no município para pacientes com a covid-19 e, nesse sentido, detectou a dissonância entre o número de leitos de unidade de terapia intensiva prometidos e anunciados pelo Governo do Estado e os efetivamente instalados no Hospital de Trauma.

Nesta terça-feira, em busca de atualizar as informações, os jornais da emissora voltaram a ouvir o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, que garantiu que os leitos continuarão sendo instalados na medida em que os respiradores forem chegando. Ainda segundo Geraldo, um novo lote dos aparelhos, possivelmente num total de 17, seria entregue hoje à unidade.

Nesta segunda, o governador João Azevedo anunciou a instalação de 17 leitos de UTI na Rainha da Borborema. Além disso, de acordo com o que explicou o gestor em entrevista ao repórter Victor Silva, o Governo do Estado deverá entregar na próxima semana o Hospital de Clínicas de Campina Grande, com 113 leitos de enfermaria. Não foi divulgada previsão de instalação de UTI no espaço.

Outro ponto abordado por Geraldo Medeiros foi a questão do isolamento social. O secretário reclamou dos baixos índices de adesão à quarentena em algumas cidades paraibanas, Campina Grande entre elas, e afirmou que esse comportamento das pessoas é decisivo para a disseminação da doença. “Infelizmente, nós teremos mais casos e, consequentemente, mais mortes em decorrência dessa postura de parte da população que, infelizmente, não tem colaborado”, disse.

Pagamento de maio dos servidores de Campina Grande começa nesta quarta

Informações da Codecom:

Ainda durante a live da tarde desta segunda-feira, 25, o prefeito Romero Rodrigues anunciou o calendário de pagamento relativo ao mês de maio dos servidores municipais de Campina Grande. De acordo com Romero, a quitação da folha terá início já nesta quarta-feira, 27, contemplando prioritariamente os aposentados e pensionistas da Prefeitura.

Já nos dois dias seguintes, a quinta e a sexta-feira, será a vez dos servidores da ativa, comissionados e efetivos do Município a terem depositados em suas contas correntes o pagamento de maio.

Esforço

Mesmo com uma queda expressiva nas receitas nos últimos meses - num acúmulo que já ultrapassa os R$ 20 milhões de prejuízo para os cofres municipais -, Romero Rodrigues destaca o esforço da prefeitura campinense para, cortando gastos e racionalizando serviços, priorizar as duas áreas: as ações da Secretaria de Saúde e da gestão na prevenção e combate à Covid-19 e a folha de pessoal.

"Entendemos que num momento pandêmico tão grave pelo qual o Brasil e o mundo passam, além da tragédia à saúde e à vida das pessoas causadas pela doença, o fantasma do desemprego também se constitui num grande desafio, principalmente para o poder público, que se mantém pela arrecadação de impostos", observa o prefeito campinense.

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