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Caso Joacir: Segurança mentiu em depoimento à polícia e alega ter perdido arma

O policial militar reformado Mário Lúcio de Oliveira, segurança do acusado de assassinar o radialista Joacir Oliveira Filho no fim da noite do último dia 30 de maio em um restaurante no centro de Campina Grande, Roberto Vicente Correia do Monte, mentiu no primeiro depoimento que prestou à Polícia Civil, conforme ele mesmo reconheceu posteriormente.

Ouvido como testemunha no dia seguinte ao crime, Mário (que também seria conhecido como “Mauro”) apresentou no primeiro depoimento à delegada de homicídios, Suelane Guimarães, uma narrativa em que, dentre outros pontos, informava que teria enterrado a arma do crime, uma Bereta 6.35, juntamente com o carregador da pistola, no sítio da família de Roberto, que fica próximo ao Hospital de Trauma.

Já no segundo depoimento, prestado cinco dias depois, o ex-PM disse à polícia que na verdade teria perdido a arma no caminho percorrido a pé entre o restaurante La Paloma e as imediações de uma lanchonete no Açude Novo, onde ele e Roberto tomaram um táxi rumo ao sítio onde enterrou o carregador, em local que indicou aos policiais, que recuperaram o objeto.

Ao retificar a história, Mário alegou ter mentido “pois estava levando muita pressão”, segundo consta de seu segundo depoimento, no qual não esclarece, todavia, qual seria a origem da suposta pressão.

APÓS O SÍTIO

Outro ponto revisto pelo segurança de Robertinho foi sobre o que aconteceu após chegarem ao sítio e o carregador da pistola ser enterrado. Em suas primeiras declarações, a testemunha disse à delegada que seguiu junto com o acusado até a casa de um homem que faz serviço de transporte alternativo, identificado como Filipy, no Santo Antônio – lá Roberto viria a ser preso.

Já no depoimento do dia 05/06, Mário alega que “não levou Robertinho a lugar nenhum fora a fazenda”.

DINHEIRO PARA O SUSPEITO

Em seu segundo depoimento, no dia 05, Mário descreve que foi até a casa de Filipy somente no dia seguinte pela manhã, por ordem do empresário pai do acusado, que lhe entregou uma muda de roupa, documentos e cerca de R$ 1.800 para serem levados para Roberto.

Mário teria deixado sua moto no escritório do empresário e seguido no carro de Robertinho, um Compass verde, para a casa de Filipy, mas, ao chegar lá, este teria dito que o suspeito não se encontrava no local. Dali, Mário teria seguido para um posto de combustíveis onde foi encontrado pelos policiais.

CONTRADIÇÃO

O segundo depoimento de Mário Lúcio colide com as declarações de Filipy, cujo nome completo é Filipy Machado Cavalcanti Belo. Em depoimento prestado no dia 04 de junho, ele afirmou que Robertinho e o segurança chegaram juntos à sua casa, em um carro que seria do suspeito (o Compass verde). Ainda conforme disse, “Mauro só fez descer no local e em seguida foi embora”.

TRANSFERÊNCIA

Preso no dia seguinte ao crime, Roberto Vicente passou pela audiência de custódia, na qual foi determinado seu encaminhamento para o presídio Padrão de Campina Grande. No entanto, seus advogados teriam alegado que ele sofria ameaças na cidade e, por isso, o suspeito foi transferido para o Complexo Penitenciário de Mangabeira, em João Pessoa, onde encontra-se recolhido.

CDL de CG denuncia “ação criminosa de sindicalistas” e acusa Polícia Militar de omissão


Veja a nota divulgada nesta sexta-feira, 14, pela diretoria da CDL.

NOTA: Sobre as manifestações

A Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL Campina Grande vem a público externar seu repúdio a ação criminosa orquestrada por sindicalistas e grupos políticos de esquerda, que no início da tarde desta sexta-feira (14), provocou uma série de transtornos ao comércio da cidade e promoveu o incentivo a violência e a depredação do patrimônio privado.

Lamentamos a postura irresponsável desses grupos partidários que usam sindicatos e trabalhadores inocentes como escudos para impor ideologias ultrapassadas e com fraca adesão popular.

Esclarecemos aos nossos associados e ao público em geral que a CDL solicitou por meio de ofício, ao comando da Polícia Militar da Paraíba, o reforço da segurança na área do Centro da cidade.

Mesmo assim, no momento em que lojas eram depredadas e lojistas ameaçados não foi possível localizar nenhum policial fazendo o trabalho de monitoramento da área ocupada.

Sendo assim, repudiamos a omissão do comando da Polícia Militar por não garantir a segurança da população e permitindo que prejuízos fossem causados aos lojistas e trabalhadores no pleno exercício de suas atividades.

A CDL reconhece o direito constitucional da promoção de manifestações, porém defende que o cidadão comum deve ser livre para decidir se deve ou não aderir a estes movimentos.

É de nos causar indignação as imagens de trabalhadores comuns sendo impedidos de adentrarem aos seus recintos de trabalho e de comerciantes obrigados a fechar as portas das suas lojas temendo as claras ameaças de invasões.

A diretoria

Justiça manda sindicato garantir frota mínima de ônibus circulando em Campina Grande

Acabou de sair liminar concedida pela juíza Ana Carmem Pereira Jordão Vieira, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, acolhendo ação cautelar antecedente de ação civil pública requerida pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) contra o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores Urbanos de Passageiros (Simcof).

Na ação, a STTP requereu que o sindicato, que representa os motoristas de ônibus da cidade, assegure o funcionamento de frota mínima de veículos circulando ao longo do dia, quando são realizadas manifestações políticas em vários municípios do Brasil de opositores do presidente da República.

Em sua decisão, a magistrada determinou que seja assegurado o funcionamento da frota mínima de 90% para as linhas que atendam hospitais e demais unidades de saúde; de 80% para as demais linhas de maior movimento nos horários de pico; e de 60% no restante das linhas.

Ana Carmem também proibiu qualquer tipo de interdição que impeça a saídas de ônibus das garagens ou a circulação dos coletivos no município.

Projetos aprovados pela ALPB e CMCG sobre shoppings são inconstitucionais


A Assembleia Legislativa da Paraíba e a Câmara Municipal de Campina Grande aprovaram recentemente dois projetos de leis que interferem na política de cobrança de estacionamentos em shoppings. Na ALPB, a matéria regula situações de gratuidade conforme o volume de compras realizadas pelo consumidor no estabelecimento, enquanto na CMCG a propositura veta a cobrança.

A reportagem da Campina FM conversou com um advogado de Santa Catarina, Miguel Teixeira Filho, que tem larga experiência em consultoria jurídica empresarial e foi enfático ao apontar que a intervenção pretendida pela Casa de Epitácio Pessoa e o legislativo campinense é completamente inconstitucional.

“As leis têm que estar adequadas à Constituição Federal, que estabelece divisão de competências legislativas entre a União, os estados e os municípios. A oferta de estacionamento em estabelecimentos de direito privado é matéria de Direito Civil, ou seja, é de competência da União. Assim, matéria originada nos municípios ou estados é inconstitucional”, explicou.

QUESTÃO PACÍFICA

Segundo Miguel Teixeira Filho, a questão já seria bastante discutida e está pacificada no país, com jurisprudência remontando há nada menos que duas décadas. “O Supremo Tribunal Federal, numa ação direta de inconstitucionalidade, de 1997, portanto um bom tempo já, examinando uma lei estadual do Rio de Janeiro, declarou essa lei inconstitucional”, disse.

Spinraza será fornecido pelo SUS também para pacientes dos tipos 2 e 3 de AME

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar o medicamento Nusinersen (spinraza) para o tratamento de pacientes com os tipos II e III da doença rara Atrofia Muscular Espinhal (AME 5q). Recentemente, a pasta incorporou o mesmo medicamento para o tipo I. O anúncio da nova incorporação foi feito nesta quarta-feira (12), pelo secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Outra novidade é que essas novas incorporações serão as primeiras adquiridas por meio do compartilhamento de risco, nova modalidade de compra adotada pelo SUS.

O medicamento, para os três tipos da doença, está previsto para ser disponibilizado aos pacientes a partir de outubro deste ano, nos centros de referência para o tratamento da doença, com a disponibilização de cuidados multidisciplinares.

“Esse importante avanço é um momento ímpar para o SUS. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou o primeiro compartilhamento de risco entre uma indústria farmacêutica e a pasta, para oferecer o tratamento aos pacientes AME tipos II e III. Medidas inovadoras como essa, nos permite aumentar o acesso da população a esses tratamentos, e ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do SUS. Queremos suprir não só a necessidade pelo tratamento medicamentoso, mas todas as etapas de atenção dessa população de pacientes”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Denizar Vianna.

Com o projeto, a pasta vai coletar evidências adicionais sobre o uso do medicamento para os tipos II e III, e a eficácia em condições reais do paciente. Além disso, o Ministério da Saúde também pretende fomentar a pesquisa sobre a AME 5q tipos II (início dos sintomas entre 7 e 18 meses de vida) e o tipo III (início dos sintomas antes dos 3 anos de vida e 12 anos incompletos), para orientar políticas públicas de saúde no âmbito do SUS.

Na modalidade de compartilhamento de risco com a indústria, ao mesmo tempo em que os portadores da doença fazem uso do medicamento, deverão ser acompanhados, via registro prospectivo, para medir resultados e desempenhos, como evolução da função motora e menor tempo de uso de ventilação mecânica. Atualmente, há negociações de acesso e reembolso do fármaco em 42 países, como França, Itália e Reino Unido.

INCORPORAÇÃO

Em abril deste ano, o Ministério Saúde começou a ofertar no SUS o medicamento Nusinersen (Spinraza) para as pessoas que vivem com a doença rara Atrofia Muscular Espinhal (AME), tipo I, os mais presentes no país. O insumo é o único no mundo recomendado para o tratamento de AME.

O tratamento consiste na administração de seis frascos com 5 ml no primeiro ano e, a partir do segundo ano, passam a ser três frascos. A medida teve como base diversos estudos que apontam a eficácia do medicamento na interrupção da evolução da AME para quadros mais graves e que são prevalentes na maioria dos pacientes.

AME

A AME é uma doença genética que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. Sem ela, estes neurônios morrem e os pacientes vão perdendo o controle e força musculares, ficando incapacitados de se moverem, engolirem ou mesmo respirarem, podendo, inclusive, morrerem. A doença é degenerativa e não possui cura.

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde

Manifestantes impedem entrada de funcionários em empresa e Polícia Militar é acionada

Um grupo de manifestantes tentou impedir a entrada de funcionários de uma empresa de Call Center na manhã desta sexta-feira (14) em Campina Grande. Eles bloquearam a entrada da empresa, que fica no bairro do Cruzeiro, na tentativa de fazer com que os profissionais aderissem ao movimento. A Polícia Militar precisou intervir e um manifestante acabou agredido por um PM após xingar o profissional de segurança por repetidas vezes.

O bloqueio começou depois de sete da manhã e trabalhadores disseram que estavam sendo impedidos de passar pelos grevistas. “Acabei de chegar na empresa e na tentativa de entrada eu fui barrado e empurrado pelos grevistas, funcionários do sindicato. Eles não estão deixando ninguém entrar”, disse o trabalhador Kelton Guedes à reportagem da Campina FM.

“Alguns funcionários forçaram a entrada porque têm consciência que precisam trabalhar. Eu sei que o país hoje vive uma situação bem complicada. Porém, infelizmente, a gente precisa trabalhar”, lembrou o funcionário da empresa privada.

Após a chegada da polícia, por volta de 8h30, a entrada da empresa foi liberada.

Gritos e agressão

Para tentar liberar a entrada da empresa, a Polícia Militar foi chamada. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um manifestante, que se apresenta como estudante, grita repetidas vezes com um policial. Ele pede calma e pergunta se o PM está nervoso. O profissional reage e acerta um tapa no rosto do jovem.

TRT afirma incompetência para julgar ação contra paralisação dos ônibus em CG e JP

O desembargador federal do Trabalho Wolney de Macedo Cordeiro indeferiu agora há pouco, sem resolução de mérito, uma ação interposta pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Campina Grande (Sitrans) contra o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores em Transportes Urbanos de Passageiros de Campina Grande (Simcof).

Na ação, o Sitrans pedia que o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª região determinasse, por meio de liminar, a ilegalidade do movimento planejado para esta sexta-feira, 14, em adesão à chamada greve nacional contra a proposta de reforma da Previdência, que prevê a paralisação de toda a frota de transporte coletivo de Campina Grande. Além disso, requeria também que fosse assegurado o funcionamento, pelos motoristas, de pelo menos 80% da frota, sob pena de multa.

Ocorre que o desembargador entendeu que a mobilização desta sexta-feira não tem caráter trabalhista, mas político, e, portanto, não está sob a égide do direito do trabalho.

“Assim, em se tratando de um movimento de natureza política e não uma greve propriamente dita, é inócua qualquer decisão judicial no sentido de analisar a conveniência ou legalidade desse movimento. Acrescento que, por se tratar de uma manifestação política, o afastamento dos trabalhadores não é tutelado pelo direito do trabalho, não havendo interesse jurídico, no sentido processual, para autorizar ou desautorizar esse eventual afastamento. Trata-se um afastamento não amparado pelo direito do trabalho e, por consequência, passível de desconto salarial”, asseverou.

Um detalhe importante é que o desembargador, como se vê, autorizou o corte do ponto dos trabalhadores das empresas de ônibus que não comparecem ao serviço. Todavia, a estratégia do movimento é que os motoristas compareçam ao trabalho, mas sejam impedidos de sair das garagens por piquetes formados por outros sindicatos.

Decisão de mesmo teor foi adotada em relação ao transporte coletivo em João Pessoa.

Com isso, em Campina Grande, o Sitrans, assim como a STTP, ainda devem buscar uma decisão na esfera da justiça comum contra a paralisação total do sistema de transportes coletivos, havendo a possibilidade de manifestação do judiciário a qualquer momento.

Municípios paraibanos terão queda de 23,6% e 19% de FPM nos meses de junho e julho

Junho e julho não serão fáceis para os municípios paraibanos. Os gestores vão se deparar com queda no repasse no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).  Este mês, a redução será de 23,6% e o próximo de 19%. “As previsões de repasses não são animadoras. Nossa recomendação é que as finanças sejam muito bem planejadas e que prioridade seja para o essencial. Sabemos que temos a tradição das festas juninas, mas é necessária cautela na hora de utilizar o recurso público”, alertou o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho.

No próximo dia 19, os municípios paraibanos receberão R$ 55.639.680,33 e no dia 28, R$ 77.861.506,77. No primeiro decêndio de junho, as prefeituras receberam R$ 122.439.433,09. No ano anterior o valor foi de R$ 139.598.300,15, o que representa uma redução de R$ 17.158.867,06 a menos em relação ao mesmo período de 2018. Este mês, o repasse total será de R$ 255.940.620,19.

O primeiro decêndio, que é sempre o maior do mês e representa quase metade do total mensal, sofre influência da arrecadação de período anterior. Isso porque a base de cálculo para o repasse considera os dias de 20 a 30 do mês que o antecede. Existe uma inconstância na distribuição de transferências.

Na avaliação mensal, verifica-se dois ciclos distintos em relação aos repasses. No primeiro semestre estão os maiores repasses do FPM, concentrados em fevereiro e maio, mas entre os meses de julho a outubro os repasses diminuem significativamente. Nesse período, com destaque para setembro e outubro. Por isso, é importante que os gestores municipais mantenham cautela ao gerir os recursos.

Fonte: Assessoria

“Não fazemos serviços com intenção de danificar o asfalto das ruas”, diz gerente da Cagepa

Após as queixas feitas pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD) e a decisão do deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) de acionar o Ministério Público, o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Meneses, afirmou nesta quinta-feira, 13, durante entrevista ao Jornal Integração da Campina FM, que as intervenções executadas pela companhia em ruas, inclusive pavimentadas, acontecem por conta da necessidade de serviços de manutenção da rede.

Segundo Ronaldo, são obras indispensáveis e que não podem ser adiadas, sobretudo no caso dos vazamentos. “Não temos a intenção de danificar a rua, o asfalto. Ocorre que o serviço precisa ser executado para resolver problemas como vazamentos, que têm que ser solucionados de maneira urgente, e não há como fazer isso sem quebrar o asfalto, por exemplo”, afirmou.

O gerente regional da Cagepa ponderou ainda que as intervenções de um órgão sempre interferem na esfera de outros órgãos. “A Energisa e a própria prefeitura executam ações que muitas vezes causam danos às nossas redes. Acaba acontecendo e não significa que seja algo feito de maneira intencional”, frisou.

CONSERTO DO ASFALTO

Ronaldo Meneses admitiu, porém, que muitas vezes o conserto do asfalto que precisou ser quebrado para manutenção da rede acaba não tendo a qualidade ideal. Ele explicou que não é possível deixar o pavimento exatamente igual ao original, por conta da diferença entre os tipos de asfalto que precisam ser utilizados.

Porém, reconheceu que há muitas queixas da população sobre, por exemplo, o nivelamento dos “remendos” executados após o serviço. “O conserto é feito por uma empresa terceirizada e temos constatado reclamações das pessoas sobre a qualidade desse serviço. De fato, há problemas e a Cagepa exige e vai exigir a melhoria desse procedimento. Estamos mapeando essas áreas e a população pode ajudar denunciando”, complementou.

Justiça de Campina Grande condena sete réus da "Operação Dragão" acusados de tráfico

Sete réus da Operação Dragão, acusados de tráfico de drogas, foram condenados pela Justiça de Campina Grande. São eles: Emmanoel Fernandes dos Santos (quatro anos e 20 dias-multa), João Paulo dos Santos Brito (quatro anos e 20 dias-multa), Tiago da Silva Almeida (quatro anos e 20 dias-multa), Álvaro Gabriel Alves de Albuquerque (quatro anos e 20 dias-multa), Iago Vieira Ferreira (três anos e 10 dias-multa), Rosângela Bezerra Costa (três anos e 10 dias-multa) e Kaline dos Santos Barbosa (três anos e 10 dias-multa).

A sentença foi proferida pelo juiz Edivan Rodrigues Alexandre, titular da Vara de Entorpecentes de Campina Grande. No total, foram denunciados pelo Ministério Público 42 réus, acusados de integrarem uma Organização Criminosa (Orcrim) voltada para a prática de diversos delitos, de forma contínua e orquestrada, dentre eles tráfico de drogas,  comércio ilegal de armas e munições, crimes patrimoniais, além de homicídios relacionados ao tráfico de drogas, que culminaram na Operação Dragão.

Os sete réus condenados fazem parte do Núcleo V da Organização Criminosa. Na sentença, o juiz afirma que se trata de organização de alta periculosidade onde os principais membros do grupo ordenavam a prática das mais abomináveis ações delituosas a fim de manter o comando do tráfico, atitudes essas que vão desde a distribuição de drogas até a execução de inimigos da Orcrim.

“Observa-se que há elementos probantes suficientes para condenar os denunciados pelo crime de organização criminosa: número de envolvidos, crime praticado com pena máxima maior de quatro anos, a identificação das atribuições de cada um dos integrantes, a apreensão de drogas destinadas ao grupo criminoso, prova pericial indicando se tratar de apreensão de substância ilícita. Tudo isso são provas cabais a indicar a autoria e a materialidade do delito, razão pela qual a condenação é consequência necessária para o caso em apreço”, destaca a sentença.

A Operação Dragão foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Campina Grande, objetivando a desarticulação e mapeamento do comércio de drogas na cidade e nos municípios circunvizinhos.

Fonte: Ascom TJPB

Hora-extra para policiais civis é ainda mais magra que a dos PM’s, revela Aspol
 
A hora-extra paga pelo Governo do Estado aos policiais militares da Paraíba, de R$ 6, foi denominada pela própria categoria como “plantão de fome”, a partir de denúncias feitas pelo deputado estadual Cabo Gilberto Silva (PSL) e que ganharam forte repercussão até mesmo fora das divisas paraibanas.

Segundo o parlamentar, o pior é que os PM’s estariam sendo obrigados a acatar a convocação para o plantão, por meio do uso indevido pelo comando de uma legislação que permite a extensão compulsória do trabalho dos militares em situações de emergência, como calamidades públicas, mas não em condições ordinárias.

Na esteira do impacto das revelações, a Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol) veio a público com informações nada animadoras: de acordo com a entidade, os profissionais da PC têm uma hora-extra ainda mais aviltante que a dos militares: apenas R$ 5,60.

“O Governo pega o salário do policial e divide pelos trinta dias do mês, quando na verdade ele deveria dividir o valor do salário pela quantidade de horas trabalhadas pelo policial”, disse à Campina FM o vice-presidente da Aspol, Frank Barbosa. Segundo ele, além da disponibilização voluntária, há também serviço prestado de maneira compulsória pelos PC’s.

DISPARIDADE

O vice-presidente da Aspol lembrou que a Polícia Civil da Paraíba ostenta dois tipos de lideranças completamente antagônicas: é a polícia judiciária estadual com maior índice de resolução de homicídios e, ao mesmo tempo, o pior salário da categoria em todo o país. “Em função disso, o policial acaba precisando sacrificar o seu dia de folga e aceitar esse valor, mesmo tão baixo”, lamentou Frank Barbosa.

Procon vai à Justiça contra postos de combustíveis e revela ter “provas bastante contundentes”

O coordenador do Procon Municipal de Campina Grande revelou em primeira mão à rádio Campina FM que o órgão está em vias de acionar a Justiça na busca de elucidar o fenômeno da política de preços dos combustíveis na cidade, que já é, inclusive, objeto de uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara de Vereadores. As declarações foram dadas pelo coordenador executivo do Procon, Rivaldo Rodrigues, nesta quarta-feira.

“Nós estamos considerando firmemente a possibilidade de ingressar com uma ação civil pública contra o sindicato no sentido de que a gente tenha um esclarecimento efetivo do que é que acontece particularmente em Campina Grande, porque aqui o preço só sobe e não desce. Nosso objetivo é a proteção do consumidor”, asseverou Rivaldo.

Ao falar sobre a ação civil pública, o coordenador revelou que o Procon já teria subsídios suficientes para embasar a medida. “Nós juntamos provas bastante contundentes e agora estamos em fase de elaboração da ação e, acredito que, se não houver uma mudança de posicionamento dos proprietários de postos no sentido de reverter essa situação desses aumentos constantes, deveremos entrar com essa ação, interpelando judicialmente”, disse.

Rivaldo Rodrigues, que foi convidado a falar à CPI dos Combustíveis na próxima segunda-feira, afirmou que o Procon dará total apoio à comissão. “Tudo o que for solicitado e tudo o que for necessário, vamos colaborar com a CPI”, assegurou.

Deputado vai acionar Ministério Público contra intervenções da Cagepa em ruas de Campina

O deputado estadual tucano Tovar Correia Lima anunciou que vai acionar o Ministério Público contra a Cagepa por conta do que chamou de “trabalhos inacabados” realizados pela companhia em Campina Grande, sobretudo intervenções que danificam o asfalto de vias públicas pouco após a pavimentação das artérias pela prefeitura.

“É inaceitável que um órgão como a Cagepa inicie seus trabalhos e não os conclua com excelência. Enquanto representante dos paraibanos, em especial do povo de Campina Grande, estarei buscando as medidas cabíveis para que o problema seja solucionado”, disse o deputado, segundo release divulgado por sua assessoria.

Nesta segunda-feira, o prefeito Romero Rodrigues usou as redes sociais para divulgar um vídeo em que operários que prestam serviço à Cagepa aparecem escavando um buraco na Rua Papa João XXIII, onde, de acordo com o gestor, as obras de asfaltamento sequer haviam sido concluídas. Em entrevista à Campina FM, Romero afirmou que as ações da Cagepa “miram principalmente ruas que receberam pavimentação recentemente”.

Já Tovar Correia Lima acusou a companhia de realizar um conserto de má qualidade no asfalto após a obra. “Essa parece que vem sendo uma prática do órgão, que ao invés de possuir um método de qualidade, age justamente de modo contrário. Não podemos deixar que as cidades fiquem prejudicadas e que se gaste tanto dinheiro público com reparos mal feitos”, lamentou. 

Vereador Alexandre pede que Governo do Estado reduza ICMS dos combustíveis

O vereador Alexandre Pereira (PHS), presidente da CPI dos Combustíveis que tramita na Câmara Municipal de Campina Grande, apresentou requerimento ao Governo do Estado por meio do qual solicita ao governador João Azevedo a redução da alíquota do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis na Paraíba.

No documento, o parlamentar ressalta que as seguidas altas dos combustíveis têm provocado grave impacto na economia da Paraíba, onde a cidade de Campina Grande, sobretudo, é duramente penalizada, tendo em vista que vem sendo praticada no município uma política de preços em que os aumentos são imediatamente repassados às bombas enquanto às reduções chegam bastante diluídas – quando chegam.

“Além disso, conforme denuncia o próprio segmento revendedor, o impacto do ICMS sobre o valor final ao consumidor é extremamente violento, com um índice de impressionantes 29%”, pondera Alexandre Pereira no requerimento. Para o vereador, uma medida baixando esse percentual representaria um importante efeito positivo sobre a economia do estado, inclusive resultado em ganhos para os cofres públicos.

“Nesse sentido, apelamos ao governador que promova redução nessa incidência, entendendo que tal medida provocará um círculo virtuoso no estado, de modo que aquilo que inicialmente será perdido em termos de arrecadação acabará recuperado mediante o crescimento da economia gerado”, frisou Alexandre.

Comércio de Campina espera crescimento de 4% nas vendas do Dia dos Namorados

Os lojistas de Campina Grande estão apostando em um crescimento da ordem de 4% na venda do Dia dos Namorados este ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com Carlos Botelho, empresário e vice-presidente da CDL da cidade, itens como vestuário, perfumaria, cosméticos e calçados devem liderar as vendas.

Ele revelou que a expectativa para o São João deste ano também é positiva. “Há um bom movimento no centro, também nos shoppings, então, as perspectivas são positivas até em relação a meses anteriores que não foram tão bons. Acreditamos não apenas em uma boa semana dos namorados como um mês muito bom por causa do nosso São João", disse.

A previsão do comércio local é mais otimista que a nacional. Segundo informou a Agência Brasil, citando pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a expectativa do comércio para as vendas relacionadas ao Dia dos Namorados é de alta de 1,9%, na comparação com o ano passado. 

Segundo a CNC, este deverá ser o terceiro ano seguido de melhora nas vendas, após dois anos de recessão econômica em que a data apresentou perdas. Em 2015, o comércio teve perda de 1,1% e em 2016 a redução foi ainda maior, chegando a 4,9%. Em 2017 a alta foi de 2,5% e em 2018 subiu 1,5%. Segundo a confederação, a data é a sexta mais importante para o calendário varejista do país, devendo movimentar R$1,64 bilhão este ano.

Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

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