Destaques

Procurador do MP avisa: racionamento só termina se houver segurança hídrica para Campina e região

Em conversa com a reportagem da Campina FM, o procurador do Ministério Público Estadual Francisco Sagres, que é integrante do Comitê de Gestão de Recursos Hídricos, afirmou que o MP vai cobrar do Governo do Estado garantias de segurança hídrica antes que seja confirmado o fim do racionamento.

“O Ministério Público não é contra o fim do racionamento. Estamos lutando pelo fim do racionamento, e buscando evitar que Campina Grande caia num colapso. Nós somos a favor de uma segurança hídrica que nos permita ter uma paralisação do bombeamento, porque a obra (da transposição) ainda não está concluída, está em fase de experiência, e a qualquer momento pode acontecer um incidente e paralisar tudo, como já aconteceram dois”, comentou.

Segundo o procurador, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal instauraram procedimento para apurar, junto ao Ministério da Integração, a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Dnocs para verificação da viabilidade do fim do racionamento.

O assunto será discutido durante audiência pública que acontecerá na próxima terça-feira, 22, com as entidades citadas, no Ministério Público de Campina Grande. Questionado pelo repórter Gustavo Xavier se a Secretaria de Recursos Hídricos, que tem à frente João Azevedo, vai aceitar alterar a data anunciada para o fim do racionamento, Francisco Sagres foi enfático ao afirmar que essa decisão está suspensa e dependerá do resultado da reunião.

Ele deixou claro, ainda, que a decisão terá que ser técnica.  “Quem vai dizer do adiamento ou não, não é o secretário, não é ninguém, é a disponibilidade da água. É isso que vai estabelecer a metodologia da aplicação dessa norma. Quem define é a quantidade da água que vamos ter no manancial”, declarou.

IRRIGAÇÃO

O procurador também falou a respeito do posicionamento do Ministério Público contra a liberação de água para a irrigação.  “O que nós estamos contra é ao uso dessa água para outros fins, porque ela se destina ao consumo humano e animal. Não podemos admitir que o Compartimento da Borborema receba 850 litros de água por segundo, enquanto quase esse mesmo volume seja retirado para irrigação”, disse.

Enquanto povo é caçado por bandidos, defensores do desarmamento andam cercados de seguranças armados

Assisti ontem, muito mais por dever de ofício que por vontade, às cenas horrendas da execução de um trabalhador dentro da Empasa. Na edição de hoje do Jornal Integração, inclusive, ouviremos mais uma vez as pessoas que trabalham diariamente naquele espaço, relatando o ambiente de medo que marca seu cotidiano.

Digo “mais uma vez” porque há algumas semanas havíamos alertado aqui na Campina FM sobre a total insegurança na Empasa, também ouvindo os comerciantes, agora ainda mais assombrados pelo descontrole total da violência dentro daquele espaço, como, aliás, acontece em todo canto.

As imagens do assassinato do pai de família são perturbadoras e inquietante. Mas, há algo ainda mais chocante: esse tipo de cena está se tornando coisa fortuita, repetida, cotidiana, e, portanto, sem produção de quaisquer efeitos, nenhuma reação social.

Até algum tempo atrás a gente só via seres humanos morrendo nas cenas de filmes e novelas. Hoje, com o big brother das câmeras de ruas e estabelecimentos, os crimes ocorrem diante dos nossos olhos.

Ainda nos dói, mas cada vez menos. E cada vez mais a gente esquece rápido.

Outro ponto que chama atenção no caso de ontem é o quanto os cidadãos, desprovidos da necessária e devida proteção do Estado, sequer possuem o direito natural, legítimo e justo de se defender.

Durante quase todo o tempo do ataque, a vítima esteve engalfinhada com um dos bandidos, enquanto o outro apontava a arma e desferia golpes. Esse criminoso armado ficou de costas para um dos trabalhadores durante quase dois minutos.

Ele sabia que não haveria reação. Que nenhum daqueles cidadãos estaria portando uma arma, por exemplo.

Porque sabe que o Estado, incapaz na hora de resguardar a vida e o patrimônio das pessoas, é bastante competente em desarmar os homens de bem, cometendo o arbítrio de criminalizar um direito legítimo, a autodefesa.

A dupla, que certamente já tem uma folha corrida, provavelmente vai  acabar presa pela polícia. Vai. Mas, se condenados, os dois ficarão apenas um período pequeno no regime fechado, com direito a comida de graça e visita íntima, e em seguida voltarão às ruas. Para roubar e matar.

E, ninguém duvide, ainda existe quem os defenda. Não me refiro aos advogados, que o fazem em cumprimento do próprio mister e das garantias fundamentais, mas dos ditos humanistas, que enxergarão nos dois assassinos vítimas da sociedade que, para os tais, deveria ser reeducada nos presídios.

Aos cidadãos de bem, só resta ser vítima, ser caça, ser nada e morrer pelas mãos de monstros cruéis e covardes. Enquanto isso, os políticos que defendem ardorosamente o desarmamento e dizem que a violência está dentro da normalidade andam cercados de seguranças armados até os dentes. Esse cinismo é de matar.

Menudos, Caetano e a evolução involutiva da humanidade. Não se reprima, é proibido proibir

Na década de oitenta, o fenômeno latino Menudos bateu as paradas de sucesso com um refrão que colou na cabeça das pessoas: “Não se reprima”. Duas décadas antes, Caetano Veloso tomou uma vaia pesada no Festival Internacional da Canção, em São Paulo, ao defender a música “É proibido proibir”.

Da vaia a Caetano, passando pelo requebrado frenético dos Menudos, muito tempo já se passou. Mas, o mundo moderno e as filosofias que o regem tornaram atualíssimas a ideia do “proibido proibir” e do “não se reprima”.

Chegamos ao tempo em que homens e mulheres são servos das suas vontades, em que o ser humano não julga mais ser necessário controlar seus impulsos pela força de conceitos limitadores, como a moral e a ética.

E isso não se refere apenas à vida privada, mas, sobretudo, aos preceitos de vivência em sociedade. Os limites necessário à convivência pacífica cada vez mais são demolidos, afinal, se o indivíduo julga que não tem que dar satisfação à própria consciência, haveria de se importar com os outros?

Não se reprima. É proibido proibir.

O resultado é que, na era do politicamente correto e da retórica fabricada sobre respeito, cada vez menos as pessoas se respeitam. Essa realidade é visível no submundo das redes sociais, no trânsito e em todos os espaços do cotidiano.

E nesse ambiente de “libera geral”, de proibição à proibição, ai de quem criticar atos e condutas. Pelo contrário, o indivíduo vítima da sua própria existência sem freios e limites é visto como intocável, quase mártir, quase herói.

O sujeito bebe e dirige, mas, não o critiquem! Afinal, quem nunca fez o mesmo? O pai e a mãe entregam ao filho menor uma moto, a arma que tirará sua vida? Tenhamos mais amor e não os critiquemos.

O estudante dá na cara da professora. Calma! Ele deve ter um passado de vítima da violência. O tal “de menor” estuprou, torturou e matou? Epa! Ele é inimputável, não tinha consciência dos seus atos. E o ladrão? Vítima da sociedade.

Ninguém mais pode ser responsabilizado por seus atos. Estamos, por certo, numa nova fase da escala evolutiva. A da involução. O homem voltando ao estado de animal, sem limites morais, sem culpas, sem freios, sem limites. Escravo dos seus ímpetos, das suas vontades. Um bicho.

Alguns, por sinal, de menores monstros a bandidos do colarinho branco, já avançaram ao estado de meros vermes. E o futuro da espécie, nesse “progresso involutivo”, só pode ser incerto e tenebroso.

Em Brasília, comitiva de vereadores campinenses é recebida pelo ministro Gilberto Kassab

Iniciando uma vasta agenda de compromissos em Brasília, a comitiva composta por oito vereadores de Campina Grande foi recebida, na manhã desta quarta-feira (09), pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD). Os vereadores buscam apoio para implantação definitiva da TV Câmara-CG.

Além dos parlamentares campinenses, participaram da audiência o prefeito Romero Rodrigues (PSDB), o deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) e o deputado estadual licenciado e atual secretário de Ciência e Tecnologia de Campina Grande, Tovar Correia Lima (PSDB).

De acordo com a presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD), a audiência com o ministro Gilberto Kassab foi bastante positiva. “Fomos muito bem recebidos pelo ministro e sua equipe. Durante o encontro apresentamos nosso projeto de implantação da TV Câmara e estamos avançando nesse processo. Com o apoio do Ministério das Comunicações, a nossa TV Câmara começa a se tornar uma realidade”, disse.

Ainda na manhã desta quarta-feira, os vereadores conheceram as instalações da TV Câmara Federal. Além da presidente Ivonete, integram a comitiva o vice-presidente Márcio Melo (PSDC), o líder do governo João Dantas (PSD), Marinaldo Cardoso (PRB), Renan Maracajá (PSDC), Alexandre do Sindicato (PHS), Sargento Neto (PRTB) e Aldo Cabral (PSC).

O grupo ainda vai ser recebido em audiência no Ministério da Integração Nacional, onde vai cobrar ações de fiscalização nas águas do Rio Paraíba, oriundas da Transposição do Rio São Francisco, de modo a coibir as barragens  irregulares no percurso das águas.

Nesta quinta-feira (10) os vereadores deverão cumprir agenda no Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eles vão entregar uma documentação solicitando a liberação dos medicamentos para portadores de Amiotrofia Muscular Espinhal (AME). Dos 26 casos da doença na Paraíba, onze estão em Campina Grande. Esse medicamento já é usado nos Estados Unidos, mas aguarda a liberação da Anvisa para poder ser comercializado no Brasil.

Deu na Campina FM: Criminalidade afeta até o preço do pão na Paraíba. Sindicato confirma impacto

O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado da Paraíba, Romualdo Farias, afirmou à reportagem da Campina FM na manhã desta terça-feira, 08, que a criminalidade tem afetado diretamente o preço final até do pão que os cidadãos comem no café da manhã ou no lanche da tarde.

“As padarias hoje estão fechando mais cedo, gastando muito em segurança, câmeras, vigilância, e isso tudo é um custo, que termina sendo repassado no nosso preço”, admitiu. “Porque, na medida em que o estabelecimento hoje tem que destinar uma verba para manter sua segurança, contratar pessoas ou empresas, isso gera um custo, que é repassado no final para o consumidor, que é quem sofre com tudo”, completou.

Romualdo fez críticas à impunidade, que, no entendimento do empresário e líder de classe, representa um estímulo à violência. “Isso é um problema sério, não só para o setor de panificação, claro, mas para todos os estabelecimentos comerciais e para as pessoas em geral. É assalto por todo canto, a violência está desenfreada”, lamentou.

O presidente do Sindicato de Panificação afirmou que o aumento do custo dos combustíveis ainda não causou um impacto expressivo sobre o setor, embora o reajuste recente deva resultar em uma alta do frete, a se refletir nos próximos dias. De acordo com ele, o trigo ainda mantém preço estável.

Vereadores de Campina Grande cumprem agenda em Brasília. Agenda tem três compromissos principais

Uma comitiva de vereadores campinenses, comandada pela presidente Ivonete Ludgério (PSD), segue nesta terça-feira (08) para Brasília, onde vai cumprir uma extensa agenda. Na pauta, três missões prioritárias: tratar sobre a implantação da TV Câmara, o pedido de aprovação dos medicamentos para os portadores de AME e a fiscalização na construção irregular de barragens ao longo do Rio Paraíba, entre outros assuntos de interesse da cidade. O grupo retorna na próxima sexta-feira (11).

Além da presidente Ivonete, integram a comitiva o vice-presidente Márcio Melo (PSDC), o líder do governo João Dantas (PSD), Marinaldo Cardoso (PRB), Renan Maracajá (PSDC), Alexandre do Sindicato (PHS), Sargento Neto (PRTB) e Aldo Cabral (PSC). Uma das principais reuniões será no Ministério das Comunicações, onde os vereadores vão tratar da implantação definitiva da TV Câmara/CG.

Na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os vereadores vão pedir para que seja liberado os medicamentos para portadores de Amiotrofia Muscular Espinhal (AME). Essa luta foi encabeçada pela vereadora Ivonete, atendendo ao pedido de um grupo de famílias de portadores da doença que fez um apelo comovente no Plenário da CMCG na semana passada. Esse medicamento, que já é usado nos Estados Unidos, foi barrado pela Anvisa desde janeiro.

“Queremos sensibilizar nossos representantes em Brasília para essa questão, pois dos 26 casos de AME que existem na Paraíba, 11 estão na cidade de Campina Grande. Então é preocupante, porque somente a nossa cidade corresponde a quase a metade dos portadores de AME. Vamos pedir pressa na aprovação e distribuição desse importante medicamento”, disse Ivonete.

Por fim, seguindo uma ação iniciada pelo vereador Márcio Melo, a comitiva vai visitar o Ministério da Integração Social, a Agência Nacional das Águas, o DNOCS, o Ministério Público Federal e outros órgãos para cobrar que seja realizada uma rígida fiscalização nas águas do Rio Paraíba, oriundas da Transposição do Rio São Francisco. O vereador denuncia a existência de algumas construções irregulares no percurso das águas que estão prejudicando o abastecimento do Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), que abastece Campina Grande e mais 18 municípios.

Fonte: assessoria

Gasolina é vendida em Campina Grande entre R$ 3,63 e R$ 4, revela pesquisa do Procon municipal

Da Codecom

O coordenador do PROCON Municipal, Rivaldo Rodrigues, acaba de divulgar uma pesquisa de preços de combustíveis que são comercializados em Campina Grande. A coleta de dados foi realizada nos dias 1 e 2 de agosto, em 53 postos de combustíveis, apresentando variação de R$ 0,10 entre os estabelecimentos consultados.

O menor preço encontrado foi de R$ 3,630 e o maior de R$ 3,999. Uma economia de R$ 0,37 para o consumidor que abastecer no posto que vende este produto com preço mais em conta. Além disso, a variação percentual é de 10,17% entre o menor e o maior valor da Gasolina Comum.

O preço médio do litro da Gasolina Aditivada é de R$ 3,947. O menor preço encontrado foi de R$ 3,690 e o maior de R$ 4,059. Uma economia de R$ 0,37, em cada litro, para o consumidor e variação de 10 pontos percentuais para este combustível ou, ainda, R$ 0,09.

De acordo com Rivaldo Rodrigues, o objetivo desta pesquisa é apresentar aos consumidores campinenses os preços que estão sendo praticados em cinco tipos de combustíveis, são eles: Gasolina Comum, Gasolina Aditivada, Etanol, Diesel e Diesel S10. Além disso, informar a localização do estabelecimento que vende o produto mais em conta, verificar se é vantajoso abastecer com Etanol ou Gasolina nos locais amostrados e realizar uma comparação com o mês anterior, julho de 2017.

Para a obtenção dos dados foi empregada metodologia técnica de coleta presencial, utilizando-se como instrumento de investigação um formulário previamente determinado, que possui uma estrutura adequada, de modo a facilitar o registro e evitar erros involuntários. O pesquisador responsável pela coleta anota o preço exibido na bomba do combustível em cada posto.

O plano de amostragem utilizado foi não probabilístico, ou seja, as análises feitas são apenas para os postos de combustíveis amostrados, e não se podem tirar conclusões para todos revendedores da cidade. Foram amostrados de forma não aleatória 53 postos de combustíveis.

A pesquisa constatou que os combustíveis tiveram aumento em seu preço médio. Gasolina Comum: o preço médio do litro passou de R$ 3,566 para R$ 3,868 no mês de agosto; um aumento de 8,47%. Gasolina Aditivada: o preço médio do litro passou de R$ 3,672 para R$ 3,947; um aumento de 7,50%. Etanol: o preço médio do litro passou de R$ 3,054 para R$ 3,196; um aumento de 4,65%. Diesel: o preço médio do litro passou de R$ 2,954 para R$ 3,123; um aumento de 5,72%. Diesel S10: o preço médio do litro passou de R$ 3,033 para R$ 3,198; um aumento de 5,44%.

Vereadores de Campina Grande vão a Brasília cobrar liberação de medicamentos para portadores de AME

O Poder Legislativo campinense concedeu uma Tribuna Livre, nessa terça-feira (01), para que as mães representantes do Centro Especializado em Reabilitação (CER) debatessem e alertassem a população campinense sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME). Os portadores dessa síndrome reclamam das dificuldades para que a ANVISA aprove o medicamento que promove melhoras e combate à doença. A presidente Ivonete Ludgério vai a Brasília, na próxima semana, pedir pressa na aprovação do medicamento.

A Atrofia Muscular Espinhal (AME) é causada pela ausência ou defeito do gene SMN-1, sigla em inglês para “sobrevivência do neurônio motor”, sem essas células responsáveis pela comunicação entre o cérebro, a coluna e os músculos dos portadores não conseguem se mover e nem respirar. Na Paraíba essa doença degenerativa afeta 26 pessoas, entre elas são 11 crianças apenas no município de Campina Grande.

De acordo com Edna Silva, mãe de uma criança com a síndrome, é necessário que o medicamento seja aprovado urgentemente, mas desde janeiro que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recebeu essa proposta e ainda não deu nenhum parecer sobre a questão. “Nós, mães especiais da Paraíba, estamos lutando e sensibilizando sobre o que é a AME, pedindo apoio para que a ANVISA aprove a medicação que será subsidiada pelo SUS. A esperança para os pacientes é essa medicação”, afirmou.

A portadora da AME, Laíssa Poliana, de 11 anos, contou em plenário sobre seu convívio com a doença e as dificuldades que enfrenta diariamente, pedindo que todos apoiem essa circunstância. “É difícil e dolorosa essa doença, mas esse remédio pode nos ajudar a voltar a andar e até correr. Queremos ter uma vida de alegria, por isso estamos aqui pedindo a ajuda de vocês”, alegou.

A presidente Ivonete Ludgério possui uma agenda de compromissos em Brasília, na próxima semana, juntamente com uma comissão formada pelos vereadores campinenses. Ela garantiu que levará essa demanda para o conhecimento do Congresso Federal, firmando o compromisso ao pedido de celeridade para liberação dessa medicação. 

“Estamos com uma viagem marcada a Brasília e vamos agendar com a ANVISA para levar um documento de apoio pedindo essa aprovação. Também vamos protocolar esse assunto nos gabinetes dos deputados federais e senadores para se juntarem a essa luta, é nossa prioridade”, anunciou Ivonete.

Fonte: Assessoria

Temer eleva custo dos combustíveis com alta de impostos, o roubo legalizado pelo Estado contra os cidadãos

A quinta-feira foi de péssima notícia para os brasileiros. Em nota, os ministérios do Planejamento e da Fazenda informaram que o PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis vai, simplesmente, dobrar.

Em média, esse tributo equivale a cerca de 38 centavos no litro da gasolina, mas, a partir de hoje, será de 79 centavos.

O etanol, que tinha PIS/Cofins zerado, sofrerá uma incidência de 19 centavos.

Com a medida, o Palácio do Planalto espera arrecadar mais de 10 bilhões de reais somente neste ano.

Ou seja, mais uma dezena de bilhões confiscados do bolso dos cidadãos brasileiros; mais uma montanha de dinheiro para alimentar o forno insaciável de uma máquina pública inchada, ineficiente e corrupta.

Mais recursos que deixarão de circular na economia, de ser empregados em investimento, de ser utilizados para compras essenciais do dia a dia.

Com a medida, o presidente Michel Temer confirma sua característica de alma gêmea da ex-presidente defenestrada Dilma Rousseff, que após reeleita abriu a caixa de Pandora de reajustes duríssimos sobre a energia elétrica e os combustíveis.

Essa facada do governo, mais uma entre tantas incontáveis, sobre o bolso do brasileiro, penaliza a população como um todo, inclusive quem não tem carro ou moto.

Porque encarece a cadeia produtiva, aumenta os custos de produção, faz subir os preços dos alimentos, dos itens de consumo, dos bens duráveis, de tudo. Do pão ao carro zero. Podem anotar: da passagem de ônibus à de avião, o resultado será reajuste.

E, consequência inevitável, tudo isso é um estímulo ao desemprego.

Num país em que a carga tributária já é insuportável, em que os serviços públicos essenciais não correspondem ao volume da arrecadação, e em que a Lava-Jato revela os desvios bilionários de dinheiro público, a certeza é cada vez mais inegável: imposto é, verdadeiramente, uma “apropriação indevida”, para usarmos uma expressão moderada.

É o confisco legalizado, é o Estado tomando o dinheiro do cidadão, bebendo do seu suor, se alimentando do seu sangue. E dando em troca saúde em frangalhos, educação desmoralizada nos rankings mundiais, infraestrutura precária, insegurança completa, corrupção desenfreada e a degeneração cada vez mais acelerada da nação.

E a gente, o que pode fazer? Por ora, reclamar. Por ora, enquanto chorar não paga imposto.

Vereadores travam debate sobre futuro da lei aprovada pela própria Câmara sem debates no ano passado

Os vereadores de Campina Grande passaram boa parte da sessão de ontem debatendo a importância de obrigar ou não estabelecimentos comerciais a usarem as chamadas sacolas biodegradáveis.

Nada de anormal para o cotidiano legislativo, não fosse um pequeno detalhe. Os parlamentares mirins campinenses estavam debatendo, e longamente, não um projeto, mas uma lei aprovada pela Câmara Municipal no ano passado.

Uma lei aprovada sem repercussão e sem debate. Aliás, aparentemente aprovada sem ao menos uma leitura minimamente acurada do projeto.

Porque somente isso explica a aprovação da redação sem que uma viva alma questionasse, por exemplo, o valor super exorbitante da multa, ou a total falta de especificação quanto ao tipo de estabelecimento enquadrado.

Foi desse jeito que o projeto virou lei e a lei virou um grande constrangimento para a Casa de Félix Araújo, sobretudo ao revelar que matérias são aprovadas sem a devida análise, passando pelos gabinetes dos seus autores, a Comissão de Constituição e Justiça e o plenário.

Há outro fato que merece atenção. O mal redigido texto da justificativa do projeto que revoga a malfadada Lei das Sacolas trouxe um tom extremamente duro contra a matéria.

Ou seja, os vereadores que propuseram a revogação – um gesto necessário – sequer tiveram o cuidado de usar uma linguagem mais política, polida, conciliatória e amenizadora. E, com isso, atacaram a própria Câmara ao atacarem a lei pela Câmara criada e aprovada.

Diz trecho da justificativa, escrita aparentemente às pressas, sem técnica nem forma: “Impõe (a lei) sérias dificuldades aos pequenos comerciantes; gerará desemprego; impõe uma multa exageradamente desproporcional, e nada prova cientificamente a eficácia das sacolas biodegradáveis”.

Mais curioso ainda é que entre os vereadores que assinaram essa justificativa no projeto de revogação da Lei das Sacolas estão alguns que – vejam só – votaram a favor da matéria no ano passado.

Aí, os questionamentos são inevitáveis. Por que o vereador não identificou tais problemas, que hoje reconhece, antes? O vereador leu o projeto antes de votar em 2016? Concordava com tudo, inclusive a multa de 5.000 UFCGs, e agora não concorda mais?

Essas perguntas não terão resposta, porque as respostas são evidentes. E porque respondê-las seria admitir que a Câmara de Campina Grande, assim como ocorre com a classe política em geral, precisa fazer uma profunda autocrítica, com destaque para o nível e a qualidade da sua produção. E não existe disposição para isso.

Líder da oposição na CMCG pede cautela na decisão sobre fim do racionamento em Campina Grande

O vereador Galego do Leite (Podemos), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, mostrou-se preocupado quanto à queda na vasão das águas da transposição do Rio São Francisco para o açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, e, consequentemente, ao fim do racionamento hídrico, previsto para ocorrer quando o manancial sair do volume morto.

Desde a semana passada, autoridades da Aesa e da Cagepa têm confirmado à imprensa que a vasão caiu bruscamente, desacelerando o processo de recomposição da reserva hídrica de Boqueirão. Com isso, a suspensão do racionamento, anteriormente prevista para ocorrer neste mês, quando o açude deveria ultrapassar a casa dos 8,2% da sua capacidade, deve ficar para setembro ou outubro, dependendo do volume das recargas.

Para Galego, diante dos problemas enfrentados em relação ao fluxo da água que chega ao Epitácio Pessoa, é preciso redobrar a atenção e ampliar a cautela para decidir sobre a suspensão do racionamento. “A Cagepa já explicou diversas vezes as razões para suspender o racionamento quando Boqueirão sair do volume morto, mas, a gente pede que haja uma nova reflexão da companhia, juntamente com a Aesa e a ANA, diante desses problemas recorrentes”, disse.

O vereador avalia que as entidades responsáveis têm acertado na administração da crise hídrica da região, o que o motiva a acreditar que, mais uma vez, as definições serão as mais corretas. De qualquer forma, lembra que a vasão tão baixa era um fator que não parecia constar até recentemente do planejamento, o que justifica seu pedido de uma análise mais acurada.

“Meu pedido é por máxima cautela. A população tem se mostrado compreensiva quanto à necessidade do racionamento, mas sabemos que essa condição de alguns dias sem água penaliza muita gente, principalmente quem mora em áreas mais altas e mais distantes e quem não pode arcar com caixas d’água e outros meios de reserva. Se for possível suspender, com total segurança, será melhor para todos, mas, se houver dúvidas, creio que o melhor seja estender a medida por mais algum tempo”, analisa.

Água da transposição mal chega a Boqueirão, e fim do racionamento pode ficar para setembro

O gerente regional da Cagepa, Ronaldo Meneses, confirmou à reportagem da Campina FM que é muito baixo o volume de água proveniente da transposição do Rio São Francisco chegando ao Açude de Boqueirão há alguns dias. Com isso, o prazo previsto para que o manancial saia do chamado volume foi morto foi adiado e, consequentemente, o racionamento hídrico vai se prolongar.

“No dia 01 de julho, estava sendo acumulada uma lâmina no açude de cinco centímetros, e esse valor foi diminuindo com o passar dos dias. Na última semana, tem acumulado apenas um centímetro de água por dia. Logo, com essa diminuição da vazão, o tempo que o açude levará para atingir 8.2% também foi estendido, de modo que a nossa previsão, com a vazão de hoje, é de, no mínimo, 60 dias”, explicou.

Ronaldo lembrou que esse prazo pode ser reduzido, caso a vazão volte a subir ou ocorram chuvas. De qualquer forma, a Cagepa, diante da brusca redução no aporte de água do São Francisco, agora adicionou uma segunda condição para a suspensão do racionamento, não mais vinculada apenas ao volume do Epitácio Pessoa.

“A segunda condição, é que o açude continue acima do chamado volume morto. Para que isso aconteça, é preciso que a quantidade de água que chega a Boqueirão seja muito maior que a saída”, detalha o gerente regional da Cagepa.

Problemas técnicos e estruturais têm sido apresentados pelas autoridades como causadores da queda da vazão do São Francisco. No entanto, nenhuma explicação tem se mostrado clara e definitiva, razão pela qual lideranças políticas de Campina Grande deverão procurar o Ministério Público para pedir providências. De acordo com a Aesa, para assegurar o abastecimento da região de Campina e formar reserva em Boqueirão, o volume do aporte precisa ser equivalente a pelo menos três vezes o atual na bacia do açude.

“Empresas de transporte de valores usam população como escudo humano”, afirma vereador na Campina FM

O vereador Saulo Noronha (SD) apresentou um projeto de lei que pretende impedir o abastecimento de caixas eletrônicos durante o horário comercial em Campina Grande. De acordo com o parlamentar, a intenção é evitar o constrangimento a que as pessoas são diariamente expostas, ficando em meio a seguranças fortemente armados que transportam dinheiro para os caixas 24 horas.

Além disso, ele diz temer por uma tragédia, como por pouco não aconteceu na última sexta-feira, 14, quando bandidos atacaram funcionários de um carro forte que abastecia os caixas do supermercado Maxx, no Dinamérica. Os vigilantes reagiram e houve troca de tiros, deixando clientes e funcionários do estabelecimento em pânico.

De acordo com Saulo, a ação de abastecer os equipamentos em horários de grande movimentação seria uma estratégia das empresas de transporte de valores. E mais, enfaticamente o parlamentar garantiu que essas empresas usam as pessoas como escudos humanos. O vereador conversou com a reportagem da Campina FM.

“A intenção do nosso projeto é proteger as vidas das pessoas, porque essas empresas usam a população como verdadeiro escudo humano. Não sou contra que se proteja o dinheiro, mas é inadmissível que se proteja cédulas em detrimento da segurança das pessoas, de vidas humanas”, disse. O projeto ainda tramita na Câmara Municipal, não havendo previsão de quando deve ser apreciado em plenário.

Biodegradável, Lei da Sacola se dissolve e resíduo da penalidade estratosférica será apenas multa moral. Fica uma lição

A Lei Municipal 6.509/2016, que ficou conhecida como “Lei da Sacola”, entrou em vigor em Campina Grande carregando boas intenções, porém eivada de falhas graves e profundas que a tornam insustentável. A principal delas, punir qualquer comerciante – da banca da feira à maior rede de supermercados – que use as tradicionais sacolas plásticas, com uma multa inicial de 5 mil unidades fiscais de Campina Grande, o que hoje equivale a quase R$ 240 mil.
Ontem, o prefeito Romero Rodrigues, diante do clamor generalizado do setor produtivo, anunciou que a multa estratosférica será convertida em, no máximo, multa moral. A lei, porém, deverá mesmo acabar sendo revogada.

A punição prevista, que em caso de reincidência dobraria, representa uma sanção grosseira e absurdamente desproporcional à infração estabelecida. Seria como condenar alguém à morte porque furtou uma goiaba.

Além do mais – algo grave – a lei sequer especifica quais os tipos de estabelecimento que nela estariam enquadrados, o que faz com que seus efeitos se estendam a todos aqueles que comercializam e usam sacolas plásticas, mesmo os menores empreendedores.

Há, ainda, outros dois pontos a serem considerados: segundo a Associação dos Supermercados da Paraíba, através do seu presidente, José Willame, não haveria capacidade de fornecimento das sacolas biodegradáveis para atendimento a todo o mercado de Campina Grande. E mais, ele afirmou que o próprio Ministério do Meio-Ambiente não reconhece a total eficácia do insumo.

Porém, a principal questão a se observar e provocar reflexão é quanto à desenfreada produção de normas, muitas delas de relevância questionável, e que interferem no cotidiano dos empreendimentos, já sobrecarregados por regras, leis, processos burocráticos extremamente complexos e obrigações que geram despesas.

Não basta que uma lei tenha apenas em seu espírito uma boa intenção, uma causa aparentemente justa. É indispensável analisar sua efetividade, impacto positivo, consequências danosas e, inclusive, se não há outras formas de se tentar chegar ao desiderato pretendido, reduzindo os eventuais efeitos deletérios.

No caso em questão, por exemplo, algum tipo de incentivo, ainda que apenas um selo do tipo “Empresa Amiga do Meio-Ambiente”, poderia ser muito mais efetivo – e muito menos radical. Até porque quebrar empresas e pequenos negócios por causa de um tipo de sacola nem vai salvar o ecossistema e ainda acabará agravando uma economia onde emprego e renda precisam de incentivo, não de venenos.

Não há risco de Alpargatas deixar Campina Grande, garante secretário. Empresa gera 6 mil empregos na cidade

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Município, Luiz Alberto Leite, afirmou à reportagem da Campina FM que não há risco algum de a Alpargatas ser retirada de Campina Grande. A preocupação surgiu depois de a empresa, que gera cerca de seis mil empregos só na cidade, ser vendida pela J&F.

“Nem pensar nisso. É uma empresa que criou raízes na cidade, que a cidade inventou e a Alpargatas comprou o invento de Campina Grande. Não há nenhuma possibilidade (de mudança). Um investimento daquele não muda de lugar, porque está plantado na cidade e é uma empresa de sucesso, que vende para 150 países, fatura 220 milhões de pares de sandálias por ano – o equivalente a uma para cada brasileiro – e nem passaria pela cabeça do investidor qualquer mudança”, assegurou.

Para Luiz Alberto, a venda, na verdade, fortalece a Alpargatas, o que assegura a viabilidade da empresa e sua permanência como importante fonte de emprego e renda em Campina, onde é a maior empregadora privada. “Muda de mãos, e muda para um grupo empresarial mais atuante e mais forte, o que dá uma tranquilidade a Campina Grande e ao mercado de que a Alpargatas vai continuar muito mais positiva e muito mais proativa. Eu, sinceramente, fico muito feliz em ver esse bastão trocando de mãos, para uma mão melhor e mais segura”, disse.

A J&F, holding controladora da JBS, que está no centro do rumoroso caso das denúncias do seu proprietário, Joesley Batista, contra figurões da política nacional, a exemplo do presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves, vendeu a Alpargatas por R$ 3,5 bilhões a um consórcio formado pela Itaúsa (Investimentos Itaú S.A), Cambuhy Investimentos e a Brasil Warrant Administração de Bens Empresa S.A (BW).

Com sede em São Paulo, a Alpargatas tem instalações em Montes Claros (MG), Carpina (PE) e Mogi Mirim (SP), além das paraibanas Campina Grande, João Pessoa e Santa Rita. A empresa ainda tem escritórios na Argentina, Estados Unidos e Europa.

.