Destaques

Crise, concorrência desleal e insegurança ameaçam empresas de transporte coletivo em CG, diz Sitrans
Transporte ilegal - Imagem: Sitrans/Divulgação

Fonte: Assessoria

O transporte público coletivo, um dos setores mais importantes para o funcionamento da cidade, principal responsável pelo deslocamento diário de milhares de pessoas, enfrenta uma das maiores crises da sua história.  Em Campina Grande, o segmento é formado por uma frota de 220 ônibus empregando mais de 3 mil trabalhadores, entre operadores e pessoal técnico administrativo.

Pressionado pela baixa remuneração, queda acentuada de passageiros e os crescentes custos operacionais, em Campina Grande o serviço funciona licitado desde junho de 2015, quando o sistema foi contratado pelo município, que garantiu aos operadores o equilíbrio econômico-financeiro do sistema. Em contrapartida, desde então, as empresas vêm investindo na renovação da frota e em tecnologia para oferecer conforto e mais facilidade para os seus clientes.   

Além da pressão provocada pelos custos operacionais, da queda de passageiros e da defasagem tarifária, o serviço regulamentado ainda sofre com a concorrência desleal e predatória do transporte ilegal de passageiros, conhecido como “clandestino”, que tomou conta da cidade, reduzindo em cerca de 50% o número de passageiros transportado pelas empresas.  Estima-se que cerca de 500 automóveis, vans e micro-ônibus estejam atuando diariamente na cidade, fazendo o transporte ilegal de passageiros, além de cerca de 5 mil mototáxi não autorizados.

Como se não bastasse, outra preocupação das empresas é o crescente número de assaltos e invasões dos pula-catracas, que roubam dinheiro e objetos pessoais dos passageiros e operadores, ameaçam e espancam os motoristas. A denúncia foi formalmente feita ao Conselho Municipal de Segurança, na última segunda-feira (17), pelo superintendente da STTP, Félix Neto, e por Antonino Macedo, presidente do SIMCOF, o sindicato que representa os trabalhadores do setor.

Para Félix Neto, o transporte público coletivo, como um serviço essencial, não pode continuar sendo penalizado. “Precisamos da PM, da Polícia Civil e do setor de inteligência do Estado para garantir o bom funcionamento do transporte na cidade. Não é possível mais que tenhamos a omissão das autoridades sobre esse assunto – afirmou Félix Neto, na reunião do CONSEG. Na mesma ocasião, o presidente do SIMCOF pediu o apoio do Conselho de Segurança para evitar a paralisação dos motoristas, em protesto contra a violência na cidade. 

Anchieta Bernardino, Diretor Institucional do SITRANS, entende que o transporte coletivo precisa ser visto como prioridade pelos órgãos públicos. Na opinião dele, se faz urgente que cada esfera do Poder Público faça sua parte para reverter a situação na tentativa de salvar o transporte coletivo urbano, que diariamente, por diferentes razões, perde passageiros, mesmo as empresas fazendo a parte que lhes cabe, a exemplo da renovação da frota, capacitação e investimentos em tecnologia para agilizar o embarque e desembarque do passageiro.

- Além de priorizar o equilíbrio econômico-financeiro, o município precisa garantir ruas e avenidas nas condições necessárias para o deslocamento dos ônibus; fiscalizar as faixas seletivas para o ônibus cumprir o horário e o passageiro chegar ao seu destino no tempo previsto, argumenta o Diretor do SITRANS.

Na visão de Anchieta Bernardino, “o transporte público coletivo é a solução para boa parte dos problemas relacionados à mobilidade urbana e merece receber mais atenção dos governos para combater o transporte ilegal, a insegurança pública, e também subsidiando os custos operacionais para reduzir a tarifa, como já acontece em várias cidades do país”.

Câmara dos Deputados rejeita emendas, mas encerra sessão sem concluir projeto do pré-sal

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta segunda-feira (24), três destaques da oposição apresentados ao Projeto de Lei 4567/16, do Senado, que desobriga a Petrobras de ser operadora exclusiva do pré-sal no regime de partilha na exploração de petróleo. O texto principal foi aprovado no último dia 5.

Atualmente, a Petrobras tem de ser operadora exclusiva da exploração do pré-sal com participação de 30%. O operador é responsável pela condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção.

A oposição obstruiu os trabalhos por ser contra a retirada da Petrobras dos blocos de exploração do pré-sal.

Produção mínima

Por 263 votos a 85, o Plenário rejeitou emenda do deputado Henrique Fontana (PT-RS) que pretendia manter a Petrobras como operadora exclusiva em blocos de exploração com potencial de recuperação de óleo acima de 1 bilhão de barris. A emenda também condicionava a vigência da futura lei, derivada do projeto, ao resultado de um referendo popular sobre o tema.

Outra emenda de Fontana, de teor semelhante, também foi rejeitada por 266 votos a 28 e previa essa obrigatoriedade para blocos com um mínimo de 500 milhões de barris de petróleo recuperável.

Conceito

O terceiro destaque rejeitado, do Psol, pretendia manter o atual conceito de operador do pré-sal no regime de partilha, que indica a Petrobras como operadora única. O destaque foi rejeitado simbolicamente.

Agência Câmara

Lindbergh Farias afirma que ex-presidente Lula é perseguido, mas chegará forte a 2018
Lindbergh na tribuna - Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou nesta segunda-feira (24) o que classificou como “perseguição” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas mesmas forças que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff. Para o senador, apesar das tentativas de “desconstrução” dos governos do PT, as pesquisas de opinião atestam que o ex-presidente será um forte candidato nas eleições de 2018, o que, a seu ver, causa temor nos adversários.

Na opinião de Lindbergh, os neoliberais promoverão reformas contra a população, atingindo o legado da Constituição de 1988 e as garantias trabalhistas de Getúlio Vargas. Para o senador, o povo expressará nas urnas sua revolta. Enquanto isso, observou, as pessoas se lembrarão que Lula tirou 30 milhões de brasileiros da miséria e que, em seu governo, segundo Lindbergh, a “juventude negra” pela primeira vez entrou nas universidades.

O senador disse que o Brasil está entrando em estado de exceção e que Lula já é tratado pela imprensa como se fosse condenado. Lindbergh criticou a Operação Lava Jato por atacar seletivamente o Partido dos Trabalhadores por meio de "procedimentos ilegais" e cobrou o mesmo rigor sobre os investigados de outros partidos.

— E para cima do PT tudo é permitido. A imprensa se cala. Às favas a nossa Constituição, os direitos individuais, tudo isso é sepultado em nome do ataque ao inimigo, que é o PT, essa organização criminosa dita por eles.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Institutos acertaram resultado das eleições em Campina Grande. Open Data foi o mais preciso

Os institutos 6Sigma e Open Data, que realizaram levantamentos na última semana da eleição para prefeito de Campina Grande, acertaram os resultados. O candidato que ficou um pouco mais distante dos números apontados foi Artur Bolinha, PPS, mas por um motivo explicável: ele nitidamente cresceu após dois debates na televisão promovidos quando a coleta de dados nas ruas já havia sido encerrada por ambas as empresas.

O 6Sigma, empresa conceituada que apontou resultados certeiros nas eleições mais recentes e já vem realizando trabalhos em toda a Paraíba e até mesmo em estados vizinhos, trabalhou com uma margem de erro de 2,95%, numa parceria com o Sistema Correio, e mais uma vez confirmou o acerto dos seus levantamentos.

Este ano, a Campina FM fechou parceria com um grupo novo e pouco conhecido, o Open Data Analysis, uma empresa júnior formada por alunos do curso de estatística da UEPB, sob a supervisão de professores renomados no segmento. Apesar da desconfiança gerada no início pelo fato de se tratar de um instituto novo, o resultado do levantamento foi certeiro. Número por número, o Open Data, que apontou a menor margem de erro nas pesquisas da cidade, 2,5%, apresentou os resultados mais precisos, conforme mostra o quadro acima.

Além disso, a pesquisa veiculada pela rádio Campina FM cravou o nome do vereador mais votado, o novato Renan Maracajá (PSDC), e dos dezesseis candidatos que relacionou como citados por mais de meio por cento do eleitorado, nada menos de doze se elegeram.

Os novatos, os suplentes agora titulares, os reeleitos, os não reeleitos - os novos quadros da CMCG

Os novatos

Oito dos 23 vereadores eleitos para a legislatura 2017-2020 são debutantes no poder legislativo municipal: Renan Maracajá (o mais votado), Márcio Melo, Janduhy Ferreira, Rui, Teles Albuquerque, Sargento Neto, Bruno Faustino e Luciano Breno.

Os suplentes agora titulares

Outros dois tiveram passagem pela Casa de Félix Araújo durante a atual legislatura, com o exercício temporário do mandato: Aldo Cabral e Saulo Germano. A relação ainda conta com três suplentes que foram empossados definitivamente em 2015, após a eleição dos titulares para a Assembleia Legislativa: Ivonete Ludgério, João Dantas e Anderson Maia.

Os reeleitos

Assim, dos que de fato se elegeram em 2012, apenas dez asseguraram a reeleição: Nelson Gomes Filho, Pimentel Filho, Rodrigo Ramos, Jóia Germano, Alexandre do Sindicato, Saulo Noronha, Marinaldo Cardoso, Olimpio Oliveira, Lula Cabral e Galego do Leite.

Os não reeleitos

Napoleão Maracajá, ficou na primeira suplência, e só poderá assumir caso um dos dois eleitos em sua coligação (Rodrigo Ramos e Saulo Noronha) se afaste voluntariamente, porque é improvável que o prefeito Romero Rodrigues, contra quem o comunista fez dura oposição, o ajude a voltar à Câmara; Ivan Batista (segunda suplência), Sargento Régis (segunda suplência), Lafite (terceira suplência), Miguel Rodrigues (quarta suplência), Buchada (terceira suplência), Metuselá (primeira suplência) e Vaninho Aragão (terceira suplência).

Os que não concorreram

Dois vereadores não disputaram a reeleição na cidade: Murilo Galdino (PSB) não foi candidato para se dedicar à campanha do irmão, o deputado estadual Adriano Galdino, a prefeito de Campina. Já Orlandino (PSC) mudou o domicílio eleitoral e se elegeu vereador em Boa Vista. O filho de Orlandino, Álvaro Farias (PSC), ficou na primeira suplência.

Abaixo, confira a lista completa dos eleitos:

Renan Maracajá (PSDC) – 4.977 votos
Nelson Gomes Filho (PSDB) – 4.494 votos
Pimentel Filho (PSD) 4.311 votos
Ivonete (PSD) – 4.027 votos
Rodrigo Ramos (PDT) – 3.888 votos
João Dantas (PSD) – 3.616 votos
Joia Germano (PSDB) – 3.569 votos
Alexandre do Sindicato (PHS) – 3.481 votos
Saulo Noronha (SD) – 3.276 votos
Aldo Cabral (PSC) – 3.178 votos
Marinaldo (PRB) – 3.121 votos
Olimpio Oliveira (PMDB) – 2.870 votos
Anderson Maia (PSB) – 2.734 votos
Márcio Melo (PSDC) – 2.322 votos
Janduhy Ferreira (PTdoB) – 2.318 votos
Rui (PSDC) – 2.261 votos
Teles Albuquerque (PSC) – 2.259 votos
Lula Cabral (PMB) – 2.177 votos
Saulo Germano (PSDC) – 2.096 votos
Sargento Neto (PRTB) – 2.013 votos
Galego do Leite (PTN) – 1.932 votos
Bruno Faustino (PSB) – 1.921 votos
Pastor Luciano Breno (PPL) – 1.432 votos

Pesquisa Campina FM – Open Data aponta cenário de vitória de Romero no 1° turno. Veja os números

A Campina FM divulgou neste sábado, 01/10, pesquisa de intenção de votos para prefeito de Campina Grande realizada em parceria com o instituto Open Data Analysis. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro, ouvindo 1600 eleitores de todas as zonas da cidade, com margem de erro de 2,5% para mais ou para menos – a menor margem de erro entre as pesquisas divulgadas na cidade neste primeiro turno. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo PB-07162/2016. Os resultados apontados foram os seguintes:

- Pesquisa espontânea (quando não são indicados os nomes dos candidatos para o entrevistado):
1. Romero Rodrigues – 49,6%
2. Veneziano Vital do Rêgo – 19,1%
3. Adriano Galdino – 3,5%
4. Artur Bolinha – 3,0%
5. David Lobão – 1,0%
6. Walter Brito Neto – 0,1%

• Brancos e nulos: 11,1%
• Indecisos: 12,3%

- Pesquisa estimulada (quando os nomes dos candidatos são apresentados em um cartão ao entrevistado):

1. Romero Rodrigues – 49,00%
2. Veneziano Vital do Rêgo – 19,7%
3. Adriano Galdino – 4,00%
4. Artur Bolinha – 3,1%
5. David Lobão – 1,0%
6. Walter Brito Neto – 0,3%

• Brancos e nulos: 10,6%
• Não sabem ou indecisos: 12,6%

- Pesquisa estimulada votos válidos (quando não são considerados brancos, nulos e indecisos)

1. Romero Rodrigues – 63,3%
2. Veneziano Vital do Rêgo – 25,5%
3. Adriano Galdino – 5,1%
4. Artur Bolinha – 4,1%
5. David Lobão – 1,3%
6. Walter Brito Neto – 0,4%

- Rejeição (o eleitor é perguntado em quem não votaria)

1. Veneziano Vital do Rêgo – 37,5%
2. Romero Rodrigues – 16,1%
3. Adriano Galdino – 10,6%
4. Artur Bolinha – 5,3%
5. David Lobão – 5,2%
6. Walter Brito Neto – 3,3%

Embora o levantamento aponte forte tendência de não haver segundo turno, a pesquisa Campina FM – Open Data Analysis também trabalhou em cima de três cenários para um eventual segundo turno.

Segundo turno – Romero x Veneziano

1. Romero Rodrigues – 56,1%
2. Veneziano Vital do Rêgo – 25,4%

• Brancos e nulos: 12,00%
• Indecisos: 6,38%

Segundo turno – Romero x Adriano

1. Romero Rodrigues – 59,6%
2. Adriano Galdino – 17,0%

• Brancos e nulos: 15,5%
• Indecisos: 7,6%

Segundo turno – Romero x Bolinha

1. Romero Rodrigues – 57,5%
2. Artur Bolinha – 19,4%

• Brancos e nulos: 13,9%
• Indecisos: 9,13%

A pesquisa também ouviu os eleitores a respeito do voto para vereador. A Campina FM divulgou a relação com os dezesseis candidatos que somaram pelo menos meio ponto percentual (0,5%) das intenções de votos. Segundo o levantamento, 35,5% dos citados não atingiram esse patamar. A intenção de votos brancos e nulos soma 13,13%, enquanto os indecisos são 35%. A lista dos postulantes que somaram mais de meio ponto é a seguinte:

1.    Renan Maracajá – 1,81%
2.    Alexandre do Sindicato – 1,75%
3.    Ivonete Ludgério – 1,31%
4.    Marinaldo – 1,25%
5.    Saulo Noronha – 1,19%
6.    Pimentel Filho – 1,06%
7.    Jóia Germano – 1,06%
8.    João Dantas – 1%
9.    Rui – 0,94%
10.    Saulo Germano – 0,81%
11.    Hilmar Falcão – 0,81%
12.    Anderson Maia – 0,81%
13.    Napoleão Maracajá – 0,75%
14.    Sargento Régis – 0,69%
15.    Rostand Paraíba – 0,69%
16.    Janduí – 0,50%

Plenário do Senado deve destravar a pauta e discutir PEC da reforma política
Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Senado retoma seus trabalhos na próxima terça-feira (4), em esforço concentrado logo após o primeiro turno das eleições municipais, que ocorrem neste domingo. Trancada por duas medidas provisórias, a pauta conta ainda com duas propostas de emenda à Constituição — uma relacionada à reforma política — e requerimentos de urgência, como o que trata do aumento do teto do funcionalismo.

Primeira medida provisória a ser votada, a MPV 734/2016 liberou ajuda financeira da União ao estado do Rio de Janeiro, no valor total de R$ 2,9 bilhões. O valor foi transferido em parcela única após a abertura do respectivo crédito orçamentário, com o objetivo de auxiliar as despesas com segurança pública durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Os eventos foram realizados em agosto e setembro.

Na mensagem enviada ao Congresso, o governo argumentou que a arrecadação do Rio sofreu uma queda brusca, tornando “agudo” o quadro de “contração de receitas”. O governo também lembrou que o sucesso e a segurança de grandes eventos, como os ocorridos no Rio, é importante para o turismo e para todo o país. A MP foi editada em junho, logo após o governo fluminense decretar estado de calamidade pública no âmbito da administração financeira.

A MPV 736/2016 tem relação com a primeira. A MP 734 autorizou o governo federal a realizar a operação de repasse. Já a MP 736 efetivou essa autorização, por meio de um crédito extraordinário. A Constituição permite que o governo edite MPs de crédito para atender despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

Fonte: Agência Senado

Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba julgará recursos remanescentes em registro de candidatura

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) deliberou, nesta sexta-feira(30), que julgará recursos remanescentes em registro de candidatura no próximo domingo (02), dia das eleições, em razão do aporte de seis recursos ao TRE-PB, no início da noite desta sexta.

Diante de tal situação, o Tribunal deliberou por antecipar o horário da sessão agendada para o próximo domingo (02), de 10h para as 09h, com o objetivo de julgar os recursos remanescentes ainda em tramitação, e outros que eventualmente cheguem ao Tribunal até o início da sessão de domingo.

O presidente da Corte Eleitoral, desembargador José Aurélio da Cruz, agradeceu as demonstrações de apoio de todos os seus pares, que se dispuseram incondicionalmente a colaborar para garantir o julgamento dos referidos processos mesmo no dia da Eleição.

Fonte: Ascom

Plenário aprova o envio de tropas federais para mais 15 municípios de quatro estados

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na tarde desta sexta-feira (30), em sessão administrativa extraordinária, o envio de tropas da Força Federal para mais 15 municípios. Até o presente momento 315 municípios de 13 estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins) vão contar com o apoio de tropas federais para garantir a ordem e a segurança nas eleições de domingo.

No Maranhão, foi deferido o pedido para os municípios: São Luis, São José de Ribamar, Vitorino Freire, Santa Inês, São Domingos e Paço Luminar/Raposa. Tabatinga e Beruri, municípios do Amazonas, também vão contar com apoio da força federal. Os ministros aprovaram o pedido de Itumbiara, no estado de Goiás, e também para mais seis municípios no estado do Alagoas: Boca da Mata, Chãpreta, Limoeiro de Anadia, Maragogi, Japaratinga e Piaçábuçu.

Durante a sessão, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, agradeceu o esforço dedicado pelos ministros da Corte para garantir a segurança e a ordem nas eleições municipais. “Infelizmente, nós temos tido episódios que nos preocupam. Nós estamos em diálogo com os Ministérios da Justiça e da Defesa e, também, com todos os governadores de estado para que possamos tomar todas as providências no sentido de atender todos os pedidos de apoio das tropas federais que nos foram requeridos. Nesse sentido, eu gostaria de agradecer a colaboração de todos os colegas ministros que atenderam a esses pleitos e contribuíram nesse esforço de pacificação das eleições”, afirmou.

O pedido de envio de tropas federais para Porto Velho, Guajará-Mirim, Costa Marques, Vilhena e Colorado D´Oeste, em Rondônia, foi julgado improcedente. Segundo o relator, ministro Herman Benjamin, “Voto pelo indeferimento, uma vez que não se procedeu à oitiva do chefe do Poder Executivo e, sinceramente, não vi necessidade tão clara para o envio de tropas federais”.

Novos pedidos

O ministro Henrique Neves sugeriu que os pedidos de requisição de Força Federal que chegarem ao TSE após a sessão plenária extraordinária desta sexta-feira sejam analisados pela Presidência, ad referendum do Plenário. “Eu verifiquei que ontem para hoje houve um acréscimo do número de pedidos. Como não teremos sessões plenárias até o término das eleições, proponho que os pedidos que eventualmente cheguem ao TSE sejam decididos pela Presidência, com posterior distribuição, para que possamos ter agilidade na análise desses casos”, disse. A sugestão foi aceita pela totalidade dos ministros.

Fonte: Ascom TSE

Impeachment: saiba como votou cada senador no julgamento de Dilma

Por 61 votos a 20, o plenário do Senado condenou hoje (31) Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, em sessão com mais de 2 horas de duração. Com isso, a petista será definitivamente afastada de seu cargo. Pela segunda vez na história política do Brasil uma figura política é destituída da Presidência da República por meio do impeachment. Não houve abstenções.

Foram realizadas duas votações no julgamento do afastamento definitivo de Dilma Rousseff. A primeira votação decidiu sobre o impeachment. A outra, definiu que a presidente não ficará inelegível por oito anos e poderá exercer função pública. Ambas exigiam o quórum qualificado de dois terços para aprovação. Confira como votou cada senador.

Parlamentar

Partido UF Voto
Acir Gurgacz PDT RO Sim
Aécio Neves PSDB MG Sim
Aloysio Nunes Ferreira PSDB SP Sim
Alvaro Dias PV PR Sim
Ana Amélia PP RS Sim
Angela Portela PT RR Não
Antonio Anastasia PSDB MG Sim
Antônio Carlos Valadares PSB SE Sim
Armando Monteiro PTB PE Não
Ataídes Oliveira PSDB TO Sim
Benedito de Lira PP AL Sim
Cássio Cunha Lima PSDB PB Sim
Cidinho Santos PR MT Sim
Ciro Nogueira PP PI Sim
Cristovam Buarque PPS DF Sim
Dalírio Beber PSDB SC Sim
Dário Berger PMDB SC Sim
Davi Alcolumbre DEM AP Sim
Edison Lobão PMDB MA Sim
Eduardo Amorim PSC SE Sim
Eduardo Braga PMDB AM Sim
Eduardo Lopes PRB RJ Sim
Elmano Férrer PTB PI Não
Eunício Oliveira PMDB CE Sim
Fátima Bezerra PT RN Não
Fernando Bezerra Coelho PSB PE Sim
Fernando Collor PTC AL Sim
Flexa Ribeiro PSDB PA Sim
Garibaldi Alves Filho PMDB RN Sim
Gladson Cameli PP AC Sim
Gleisi Hoffmann PT PR Não
Helio José PMDB DF Sim
Humberto Costa PT PE Não
Ivo Cassol PP RO Sim
Jader Barbalho PMDB PA Sim
João Alberto Souza PMDB MA Sim
João Capiberibe PSB AP Não
Jorge Viana PT AC Não
José Agripino DEM RN Sim
José Anibal PSDB SP Sim
José Maranhão PMDB PB Sim
José Medeiros PSD MT Sim
José Pimentel PT CE Não
Kátia Abreu PMDB TO Não
Lasier Martins PDT RS Sim
Lídice da Mata PSB BA Não
Lindbergh Farias PT RJ Não
Lúcia Vânia PSB GO Sim
Magno Malta PR ES Sim
Maria do Carmo Alves DEM SE Sim
Marta Suplicy PMDB SP Sim
Omar Aziz PSD AM Sim
Otto Alencar PSD BA Não
Paulo Bauer PSDB SC Sim
Paulo Paim PT RS Não
Paulo Rocha PT PA Não
Pedro Chaves (suplente de Delcídio Amaral cassado pelo Senado) PSC MS Sim
Raimundo Lira PMDB PB Sim
Randolfe Rodrigues REDE AP Não
Regina Sousa PT PI Não
Reguffe sem partido DF Sim
Renan Calheiros PMDB AL Sim
Ricardo Ferraço PSDB ES Sim
Roberto Muniz PP BA Não
Roberto Requião PMDB PR Não
Roberto Rocha PSB MA Sim
Romario PSB RJ Sim
Romero Jucá PMDB RR Sim
Ronaldo Caiado DEM GO Sim
Rose de Freitas PMDB ES Sim
Sérgio Petecão PSD AC Sim
Simone Tebet PMDB MS Sim
Tasso Jereissati PSDB CE Sim
Telmário Mota PDT RR Sim
Valdir Raupp PMDB RO Sim
Vanessa Grazziotin PC do B AM Não
Vicentinho Alves PR TO Sim
Waldemir Moka PMDB MS Sim
Wellington Fagundes PR MT Sim
Wilder Morais PP GO Sim
Zezé Perrella
.
PTB MG Sim
*Com informações da Agência Brasil

Ex-presidente Dilma diz que sofreu segundo golpe de estado na vida e avisa: "Nós voltaremos"
José Cruz/Agência Brasil

Em pronunciamento no Palácio da Alvorada, a ex-presidenta Dilma Rousseff disse hoje (31) ter sofrido o segundo golpe de Estado em sua vida. “O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo”.

Dilma classificou de “inequívoca eleição indireta” a aprovação do impeachment por 61 senadores e garantiu que vai recorrer em todas as instâncias possíveis contra o que chamou de “fraude”. Ao final, ela disse ainda que, neste momento, não dirá adeus ao povo brasileiro, mas “até daqui a pouco”.

Confira na íntegra o pronunciamento da ex-presidenta:

“Ao cumprimentar o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumprimento todos as senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.

Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.

Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.

É o segundo golpe de Estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.

É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.

Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.

O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.

Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.

Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.

O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.

O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.

Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.

Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.

A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.

Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.

Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.
Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.

Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.

Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.

Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.

Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.

Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.

Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.

Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:
'Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta.'

Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.”

Fonte: EBC

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