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Há 90 anos, nascia o incomparável Raymundo Asfora, o homem que enganou a morte


Descendente de sírios e libaneses, Raimundo Yasbeck Asfora nasceu em Fortaleza, a bela capital cearense, num 26 de novembro de 1930. De lá, mudou-se ainda na primeira infância para a não menos bela Recife, de onde, ainda menino, veio com a família para aquela que seria sua terra de amor e paixão, assim declamada em verso e prosa: Campina Grande.

E foi aqui que nasceu e cresceu para a política, convivendo com uma estirpe de nomes que fizeram história pelo próprio brilho, como Elpídio de Almeida, Félix Araújo e Ronaldo Cunha Lima, figuras maiúsculas em papeis de liderança, de inteligência privilegiada, de verve para as letras, de trajetória certa para o sucesso em qualquer meio que resolvessem seguir.

Perspicaz no direito, inspirado nos versos, vibrante na prosa, incomparável nas tiradas, Raymundo Asfora foi história e fez história em Campina Grande. Foi vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-prefeito e morreu antes de assumir o cargo de vice-governador.

Não chegou ao auge político que lhe era certo. Morreu cedo demais sem ter se preocupado ao menos em registrar mais detidamente sua produção intelectual. E até sua morte marcou Campina Grande: decerto o maior mistério policial da história da cidade – suicídio ou assassinato? A pergunta segue sem resposta.

Seja como for, ele prometeu, em versos: “A morte está enganada / Eu vou viver depois dela”. Prometeu, cumpriu. Incomparável, Raymundo Asfora, gênio legitimamente campinense, vive.

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Veja publicações do blog sobre Asfora (obs: o conteúdo abaixo é produto de pesquisa e produção, e não mera cópia):

Trinta anos de um mistério: Filho analisa controvérsias em torno da morte de Raymundo Asfora. Ouça

Médico que fez necropsia em Asfora fala à rádio Campina FM sobre exame e assegura: "Foi suicídio". Ouça

Ouça: Na Câmara dos Deputados, Asfora homenageia Gonzagão e declama "Tropeiros da Borborema"

Ouça: Raymundo Asfora denuncia execução de delegado dos Trabalhadores Rurais

Ouça: Raymundo Asfora denuncia, na Câmara, o assassinato de Margarida Maria Alves

“Eu vi João Pedro morto. Os seus olhos ainda estavam abertos. Eles tinham visto muito” - Íntegra do histórico discurso de Raymundo Asfora (texto)

Ouça o último discurso de Raymundo Asfóra na Câmara, três meses antes da sua morte   

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Obs: reprodução terminantemente proibida, salvo autorização expressa do editor. Caso contrário, haverá notificação e a devida ação judicial por direitos autorais

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