Ouça: Raymundo Asfora denuncia execução de delegado dos Trabalhadores Rurais



Depois de discursar em 1962, na Paraíba, contra a execução de João Pedro Teixeira, presidente da Liga Camponesa de Sapé (crime ocorrido em 03 de abril daquele ano); depois de denunciar, na tribuna da Câmara dos Deputados, o extermínio de Margarida Maria Alves (12/08/1983), primeira mulher presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, três dias após o crime; em 14 de novembro de 1984, o deputado federal Raymundo Asfóra volta a bradar, da tribuna da Câmara, contra o extermínio de líderes camponeses por latifundiários. 

A vítima da vez foi Anastácio Abreu e Lima, delegado dos Trabalhadores Rurais de Rio Tinto, morto, segundo a denúncia, por capatazes da Destilaria Japangu, em decorrência de sua atuação como líder dos trabalhadores em movimentos grevistas da região. 

Ouça o discurso de Asfóra, que denuncia os “profissionais do trabuco”, os “artífices da morte”, mas, sobretudo, denuncia seus mandantes e protetores. “O latifúndio já não se satisfaz em sugar até a última gota o suor dos camponeses. Quer agora alimentar-se do seu sangue”, brada o incomparável tribuno, cuja misteriosa morte completa hoje 27 anos.

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