Apesar da polêmica, Daniella tem menor gasto entre paraibanos no Senado


Despesas com um sorvete de R$ 17 e um cafezinho de R$ 5, todas custeadas pelo Senado Federal, colocaram a senadora paraibana Daniella Ribeiro no centro de uma controvérsia nos últimos dias, cujo cerne suscita mais uma vez a moralidade do custeio generalizado de despesas dos congressistas brasileiros.

Além da progressista, também foram trazidos à discussão os deputados federais Julian Lemos, do PSL, e Frei Anastácio, do PT, que pediram o reembolso, respectivamente, de um refrigerante mais um salgado (que custou R$ 12,15) e um cafezinho com salgados (R$ 19,14). 

Julian desqualificou a crítica e Frei Anastácio não se pronunciou. Daniella afirmou que o pedido de reembolso teria sido um erro e disse ter devolvido o valor aos cofres da Câmara Alta do Congresso.

Mas, embora nos episódios recentes a controvérsia tenha se dado quanto à postura dos parlamentares de pedirem de volta até mesmo despesas ínfimas, a questão principal gira em torno, na verdade, do teto dos gastos com deputados e senadores bancados pelo contribuinte.

DESPESAS

Nesse sentido, um levantamento feito na última segunda-feira e divulgado hoje pela Campina FM mostrou que, no que se refere aos recursos gerais utilizados no exercício do mandato pelos três senadores paraibanos ao longo de 2019, José Maranhão e Veneziano Vital do Rêgo aparecem empatados, com despesas que totalizam R$ 228 mil cada. Daniella apresentou os menores gastos, R$ 220 mil.

O quadro leva em consideração a chamada cota para o exercício da atividade parlamentar, que reembolsa despesas com aluguel de imóveis para escritório; material de consumo; locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis; contratação de serviço de apoio parlamentar; divulgação da atividade parlamentar; passagens aéreas, aquáticas e terrestres; e serviços de segurança privada.

Ainda soma gastos não incluídos na cota de exercício da atividade parlamentar, como despesas relativas a viagens oficiais, consumo de material e serviços de Correios. Obviamente, as despesas com salários e pessoal não entram nesse balanço. Os números se referem a 2019.

PERFIL DOS GASTOS

Com alguns reais a mais de despesas que Veneziano (cerca de R$ 256, precisamente), o senador José Maranhão teve entre suas maiores despesas os custos com divulgação da atividade parlamentar, que somaram R$ 78 mil, e, acreditem, com Correios, mais de R$ 45 mil. O emedebista não teve despesas com serviços de apoio parlamentar.

Veneziano foi o que mais gastou com a rubrica cotas para o exercício da atividade parlamentar, R$ 212 mil. Desse montante, R$ 106 mil foram gastos com publicidade da sua atuação no Senado e quase R$ 92 mil com passagens. O socialista não registrou despesas com serviços de apoio parlamentar (consultoria) e, ao contrário de Maranhão, gastou apenas R$ 656,94 com Correios.

Daniella, por sua vez, teve como maiores despesas ressarcidas as passagens, num total de mais de R$ 86 mil, e locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, que somam mais de R$ 50 mil. A senadora não registrou custos com publicidade (divulgação da atividade parlamentar).

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