Chegou janeiro e, apesar da decisão do STF, Carlos Dunga continua fora da Assembleia Legislativa

Em novembro de 2012, o Supremo Tribunal Federal, após quase dois anos de impasses, finalmente analisou o caso envolvendo o registro de candidatura a deputado estadual em 2010 do ex-prefeito de Cuité, Oswaldo Venâncio (Bado). O registro foi concedido e a validação dos 17.643 votos recebidos por Bado alterou o quociente eleitoral do pleito ocorrido dois anos antes.

Feitas as novas contas, a legenda de Genival Matias (PT do B) já não mais atingia o número mínimo de votos, enquanto a chapa de Carlos Dunga (PTB) passava a fazer mais um deputado. Logo, embora com quase dois anos de atraso, o STF, na prática, decidia que Genival tinha que sair e Dunga tinha que entrar.

O resultado foi comemorado por Carlos Dunga e amigos, mas, à época, o blog já alertava que “os advogados de Genival ainda podem e devem recorrer ao Supremo Tribunal Federal e, com certeza, tentarão usar toda a sorte de recursos e artifícios jurídicos para tentar procrastinar sua aparentemente inevitável saída da Casa de Epitácio Pessoa”.

E, de fato, passou novembro, passou dezembro, foi-se 2012, janeiro já vai correndo e nada de definitivo aconteceu. Genival Matias continua deputado estadual e Carlos Dunga continua esperando. Esperando pela justiça que, segundo o rifão, tarda mas não falha. Dunga, aliás, não deve concordar muito com o axioma. Até porque justiça tardia é justiça falha, afinal, nem os deputados nem seus mandatos são eternos.

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