Nome que agrega as diversas tendências, Nelson é favorito na disputa pela presidência da Câmara

Nos bastidores, é cerrada a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Campina Grande. Alguns bons nomes pleiteiam o comando da Mesa Diretora. E outros nem tão bons. Há, ainda, aqueles que - tomemos emprestado o termo usado nas eleições municipais pelo prefeito Veneziano - são apenas “candidaturas aventureiras”, coisa comum no processo de formação da mesa.

Há parlamentares que se lançam apenas para colher uma repercussão a mais na mídia. Há aqueles que querem mostrar que não estarão na Câmara apenas para fazer número. Há aqueles que estão de olho em um dos cargos da Mesa Diretora, e, assim, propõem um preço alto para poder negociar. E há, claro, os que realmente trabalham para conseguir a presidência.

Em meio a todos estes, é fato que o atual presidente, Nelson Gomes Filho, larga como favorito. E por uma razão principal: ele é o nome que aglutina, que consegue catalisar integrantes de todos os grupos que formam o quadro de 23 vereadores que tomarão posse em janeiro.

Matematicamente, dá para um candidato se eleger só com os votos do bloco majoritário, no caso a bancada aliada do prefeito eleito Romero Rodrigues (PSDB). No entanto, na prática, isso é bem difícil, porque o grupo majoritário tende a dividir-se (como já aconteceu) em torno da disputa.

Ganha força, assim, quem consegue atrair votos de oposicionistas e, no caso, dentre os nomes que concorrem em Campina, essa figura é Nelson. Tanto que, por sinal, já teria fechado com onze parlamentares (dez deles, em tese, de oposição), conforme revelamos aqui, em primeira mão.

O que não quer dizer que a disputa esteja resolvida. Afinal, eleição deste tipo é profundamente instável, sujeita a influências externas decisivas. No entanto, mantida a tendência de momento, Nelson Gomes Filho é favorito. E, em verdade, com méritos (assunto para outra postagem).

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