Negativa de Daniella sobre suposta adesão de Enivaldo não foi arrogância. Foi só posição política


No dia 31 de outubro, o blog registrou que, apesar da deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) ter adotado uma posição de neutralidade no segundo turno das eleições municipais, o prefeito eleito Romero Rodrigues (PSDB) deu a entender que o pai de Daniella, Enivaldo Ribeiro, presidente do PP paraibano, teria apoiado seu nome no segundo turno.

“Conversamos várias vezes durante a campanha no decorrer desse segundo turno. Agradeço a sinalização de confiança e apoio do prefeito”, afirmou o tucano durante entrevista coletiva dois dias após o término das eleições.

Recentemente, Daniella Ribeiro negou, durante entrevista a uma emissora de rádio, que Enivaldo tenha apoiado Romero. Segundo a pepista, o pai teria adotado, assim como ela, uma posição de neutralidade. A declaração foi classificada por muitos como um ato de arrogância da deputada.

Não é, entretanto, o que nos parece. Na verdade, se Daniella tivesse confirmado uma adesão do pai a Romero, com o tucano já vitorioso, ao invés de arrogância, o termo que estaria sendo usado seria outro: oportunismo.

Ao reafirmar, entretanto, a posição neutralidade do seu grupo, a deputada tão somente ratificou sua posição política. Daniella busca firmar-se como liderança alternativa aos segmentos antagônicos da cidade e qualquer adesão neste momento se chocaria com estes planos. 

A campanha da candidata do PP a prefeita teve inúmeros equívocos. Mas, classificar a filha de Enivaldo como uma personalidade arrogante (deformidade que campeou em determinadas figuras políticas) é, no mínimo, forçar a barra. Ou querer apontar argueiros nos olhos alheios para disfarçar as traves nos próprios olhos.

Nenhum comentário

.