QUANDO FALAVAM EM VITÓRIA ESMAGADORA DE MARANHÃO, DIZÍAMOS QUE A ELEIÇÃO ESTAVA INDEFINIDA. URNAS CONFIRMARAM OS PROGNÓSTICOS

Na postagem do dia 19 de setembro, analisando as pesquisas de agosto e setembro do Diário Data Associados, a gente já avisava: continuando naquele ritmo, haveria empate técnico no dia da votação. Na TV Borborema, na rádio Cariri e no Diário da Borborema, confirmamos o prognóstico. À época, houve quem ignorasse, mas, abertas e fechadas as urnas, não deu outra.

Vejam a postagem de 18 de setembro de 2010 clicando AQUI.


Abaixo, leia a nossa coluna Diário Político, no Diário da Borborema, do dia 20 de setembro.

ELEIÇÃO INDEFINIDA

A nova pesquisa Diário Data Associados, publicada ontem, confirma a tendência histórica, já manifesta em fatos recentes (como a licença do governador): a eleição para o Governo do Estado está totalmente indefinida. Para um observador desatento, os números revelariam exatamente o contrário, já que a diferença pró-Maranhão é de 14 pontos, quando estamos a menos de duas semanas da eleição.

Mas, um comparativo entre a primeira pesquisa Diário Data Associados, publicada em 15 de agosto, revela: se o processo seguir esse compasso, se o governador José Maranhão não conseguir conter o ímpeto de Ricardo Coutinho (PSB), o 03 de outubro chegará com um empate técnico.

Em pouco mais de um mês, a diferença caiu 18 pontos, de 58% a 26% para 46% a 32%. Maranhão perdeu 12 pontos, Ricardo cresceu 06. O índice de eleitores indefinidos ou que pretendem votar branco/nulo saltou de um total de 15% para 20%. Logo, Ricardo avançou sobre cerca de metade do percentual do eleitorado perdido por Maranhão.

Mas, a outra metade que desistiu de votar no governador passou para os indecisos ou pretende invalidar o voto. Isso acontece porque não há uma terceira via. Os paraibanos rechaçam os candidatos ditos mais de esquerda. Nelson Júnior (PSOL), que poderia atrair parte desse eleitorado, tem um guia da TV pesado e mal feito.

Numa conjectura simplificada, podemos dizer que cabe a José Maranhão trabalhar para conter ou minimizar o avanço de Ricardo Coutinho, o que deve gerar, em seu guia, novas descargas contra o socialista. O atual governador precisa reforçar-se em Campina Grande e João Pessoa, pela força do colegiado. E Ricardo tem que avançar nos dois colégios, que podem levá-lo a reverter o prejuízo.

A liderança do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) ainda se reflete fracamente em Campina que teria o poder de, outra vez, inverter o cenário eleitoral. O guia de Ricardo deverá esquentar. A eleição está aberta, e quem tiver mais competência nessa reta final, vai levar.

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