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Transformada em espetáculo, vacina inocula o vírus da politicagem


O que se tem assistido nos últimos dias no Brasil é um teatro digno de políticos de maus folhetins. Não poderia ser diferente, afinal de contas, a classe política nacional é uma caricatura grosseira de si mesma. Tosca e sem graça.

Num lance à parte das controvérsias sobre as vacinas contra a covid-19, o embate, de pouca ciência e muitíssima politicagem – inclusive por parte da imprensa – descambou também para o uso promocional da vacina. Claro, não poderia ser diferente.

Em uma nação onde políticos inauguram postes, fazem festa para entregar uma ambulância e ações administrativas regulares são apresentadas como favores dos gestores ao povo, uma esperança em meio à sem precedente onda da crise sanitária, econômica e política via pandemia torna-se espetáculo certo.

Grosseiro espetáculo de autopromoção, de liturgia narcisista, de velhas práticas que não mudam. Afinal, a classe política faz políticalha com tudo, inclusive a vida e a morte das pessoas. Ano que vem, a crise será tema de publicidade por voto.

E será assim, até que o povo se vacine contra esse vírus altamente letal da política pequena – menor que um vírus – que mata até a esperança de uma nação desenganada.

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