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Opinião: Vitória "apertada" de Cícero diz muito sobre tamanho dos aliados


Cícero Lucena chegou ao pleito deste ano como favorito absoluto para vencer as eleições na capital. Ex-prefeito, ex-senador e ex-governador, o agora pepista voltava à política como que para buscar reafirmar, pela chancela do povo, o processo de redenção do seu nome após a absolvição das acusações que durante tempo carregou.

Tinha a seu favor, ainda, a debilidade dos adversários: uma candidata sem expressão imposta pelo prefeito Luciano Cartaxo (Edilma Freire, do PV), um insosso Ruy Carneiro (PSDB), um limitado Wallber Virgolino (PAT), um inadjetivável Ricardo Coutinho (PSB)... E um franco-atirador, não-político, improvável concorrente Nilvan Ferreira (MDB).

No fim das contas, Cícero realmente venceu, disputando o segundo turno justamente contra Nilvan. Mas, venceu por uma margem pequena, apertada se ponderada a diferença gritante entre currículos e estruturas políticas, 53,1% contra 46,8%.

No palanque do vencedor, o governador do Estado, João Azevedo, além do seu próprio partido, o PP – da senadora Daniella e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro –, e uma miscelânia que reuniu os mais insociáveis grupos ideológicos, do PC do B ao PSL. Todo mundo junto.

Nilvan, para o segundo turno, recebeu adesões no varejo, sobretudo diante da posição neutra de Ruy e Virgolino.

Logo, a baixa diferença do percentual de votos entre os dois, ante tão desproporcional aparato de aliados e sabendo-se que Cícero já chegou a meio caminho andado para vencer, diz muito, sobretudo sobre o verdadeiro tamanho da relevância dos aliados para a vitória do novo prefeito. E sobre a influência que têm sobre o eleitorado.

Cícero Lucena pode comemorar. Seus aliados, nem tanto.

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