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Entidades repudiam decreto do Estado e PMCG vai à Justiça


Além das associações que representam diretamente os segmentos atingidos pelo decreto do Governo do Estado que restringe as atividades empresariais no Natal e Ano Novo, outras entidades se pronunciaram nesta terça-feira em repúdio contra a medida.

CDL: Governo calou-se na campanha

Em nota assinada pelo presidente em exercício, Carlos Botelho, a CDL de Campina Grande afirmou ter recebido o decreto “com indignação”, acrescentando o governo, “mais uma vez, penaliza o setor produtivo, adotando medidas que poderão resultar em novas falências e no endividamento das empresas”.

A CDL cobrou do Palácio da Redenção “um plano efetivo para ajudar os micro e pequenos empreendedores a se reerguerem de tantas dificuldades” e disse textualmente que o mesmo governo que agora penaliza as empresas e trabalhadores fechou os olhos para as aglomerações durante a campanha.

“O mesmo Governo que decreta o não funcionamento dos estabelecimentos comerciais em dias importantes para o seu faturamento calou-se quando a população denunciava as constantes aglomerações em atos de campanha de políticos, eventos estes que são os maiores responsáveis pelo aumento do número de casos da covid-19”, pontua.

Secovi: medida inconsequente

O presidente do Secovi Paraíba, Érico Feitosa, foi na mesma linha. “apresento minha solidariedade ao setor, que foi escolhido para pagar uma conta de terceiros pela irresponsabilidade dos poderes públicos, quando nós sabemos que houve aglomerações sem controle durante a campanha eleitoral por toda a Paraíba”.

Feitosa criticou a falta de diálogo do governador João Azevedo e classificou o decreto como inconsequente. “Manifesto minha indignação, não apenas como presidente de um sindicato patronal, mas como cidadão, e minha perplexidade com essa atitude inconsequente do Governo do Estado”, complementou.

ACCG: ato unilateral insensível

A Associação Comercial, por meio do presidente Antônio Andrade, divulgou uma “nota de protesto” contra o decreto, também condenando a imposição de uma medida de tamanho impacto sem qualquer diálogo por parte do Governo do Estado.

“Uma medida adotada sem o mínimo de diálogo com os setores envolvidos, aprofundando ainda mais crise econômica sobre um dos segmentos que mais gera emprego em nosso estado”, diz o documento.

“Insensível, o Decreto Estadual não considera a livre iniciativa como um dos setores mais afetados pelo vírus que não atingiu os cofres públicos (...), usando de uma medida unilateral, não mensura os prejuízos econômicos, financeiros e de saúde que serão causados”, acrescenta.  

PMCG vai à Justiça

Agora à tarde, a Prefeitura de Campina Grande anunciou que vai acionar a Justiça contra o decreto de João Azevedo. “’No âmbito de Campina Grande, consideramos o decreto totalmente injustificável e desproporcional, por conta dos números e resultados que o Município apresenta neste momento em relação à Covid-19’, destacou Romero Rodrigues”, diz nota do Município.

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