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Secovi comemora fim da MP 946 e critica deputados: “Seria uma catástrofe”


Uma catástrofe para a habitação popular no Brasil. Assim o presidente do Secovi-Paraíba, Érico Feitosa, definiu o impacto que a Medida Provisória 946/2020 representaria caso não tivesse sido retirada de pauta pela Câmara dos Deputados nessa terça-feira, seguindo agora para perder seu efeito.

Feitosa explicou que a MP, dentre outros dispositivos, permitia ao trabalhador realizar um saque extraordinário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em razão da pandemia de covid-19, o que, segundo ele, nem resolveria as dificuldades financeiras enfrentadas por boa parte da população e ainda implicaria em um grave dano para o próprio segmento com menor poder de compra.

“Essa era uma medida apenas eleitoreira, infelizmente. Não resolveria a crise financeira das pessoas. O FGTS é uma proteção ao trabalhador, um instrumento de acesso desse público à moradia e uma das maiores fontes de receita do mercado imobiliário, propiciando ao próprio trabalhador adquirir seu imóvel com taxas de juros mais baixas”, disse.

“No momento em que você liberasse esse saque, permitindo que uma grande parcela da população retirasse esses R$ 1.046, na outra ponta essa mesma pessoa ficaria sem poder comprar seu imóvel por uma taxa de juros mais acessível, o que ocorreria num futuro próximo com a fragilização do fundo, prejudicando sobretudo as próprias pessoas com menor poder aquisitivo na hora de comprar sua casa”, explicou.

CRÍTICA AOS DEPUTADOS

Nesse sentido, o presidente do Secovi-PB criticou duramente a postura de parte dos deputados federais. “Nossos deputados federais não procuram as instituições de classe para discutir o assunto e avaliar as consequências, não sabem se informar, não se preocupam com o futuro da população via de regra e o impacto gerado, que seria muito forte exatamente para quem é mais pobre”, frisou.

“Dos nossos doze deputados federais, cinco votaram a favor da retirada de pauta, quatro votaram contra, três se abstiveram e dois nós sabemos que votariam contra a retirada de pauta, o que seria uma posição equivocada”, concluiu Érico Feitosa.

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