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Romero e a questão que só ele mesmo responderá: líder ou liderado?

Mais de oito anos após enfrentar na pele a dura contestação de sua então pré-candidatura pelos membros do seu próprio grupo, que o apontavam como um nome frágil e fácil de ser derrotado, muita coisa mudou na imagem do prefeito Romero Rodrigues e na posição que passou a ocupar no tabuleiro da política paraibana.

Entretanto, há quem continue vendo em Romero um líder secundário, ainda subordinado ao comando do hoje sem mandato Cássio Cunha Lima. Exemplo claro é que alguns dos que queimam incenso público para o prefeito são os mesmos que atribuem a palavra final a respeito da sucessão municipal ao ex-senador, e não a Romero.

Indesejado em 2012, questionado em 2014 – quando chegou a levar a culpa pela derrota de Cássio –, Romero alcançou uma vitória retumbante em 2016 sem participação alguma de membros do tradicional clã em sua campanha.

Em 2018, quando seu nome surgiu naturalmente para a disputa pelo Palácio da Redenção, jamais recebeu o apoio público da família. E agora, em 2020, novamente encontra no sobrenome Cunha Lima o óbice à consolidação de seu lugar em termos de liderança.

É fato óbvio, dentro do seu grupo político, que Romero tem um nome firmado com clareza para a sucessão, mas o peso da sua palavra é insistente e publicamente mitigado por algum integrante da família ou seus exaltadores.

Não é a mera e natural contraposição de opiniões, a típica discussão de possibilidades ou a manifestação de pretensões legítimas.

É caso de confrontação direta à liderança de Romero, de esforço para fixá-lo como um personagem secundário, a diminuição de seu tamanho para que seja e permaneça sendo liderado, sob a ingerência do cunhalimismo decadente.

Não por acaso as únicas “opções” postas para pressionar Romero a abrir mão de suas próprias posições têm sobrenomes iguais: Bruno Cunha Lima e Pedro Cunha Lima. Mais claro, impossível.

No fim, assim como precisou em 2012 alterar o tom naturalmente cordial e pacífico para finalmente conseguir ser candidato, e assim como resolveu mudar-se para o PSD, Romero, se pretender comandar um grupo político, se quiser ser líder, terá que agir como tal.

É que, para Romero, o caso vai muito além da escolha de um candidato. A questão é sobre quem ele mesmo escolherá ser. 

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