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Bancos devem abrir no “feriadão” de CG e afetar plano de isolamento


A exemplo do que já vem acontecendo em outros municípios, os bancos deverão acabar abrindo as portas em Campina Grande na segunda, terça e quarta-feira da semana que vem, apesar do decreto expedido pelo prefeito Romero Rodrigues determinando um “feriadão” nestes três dias para tentar conter a curva ascendente da contaminação do coronavírus.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu circular ainda na semana passada orientando a abertura das agências apenas com redução do horário de atendimento. A entidade cita a legislação federal vigente para respaldar a orientação, destacando se tratar o expediente bancário de serviço essencial.

A própria federação lembra que está em curso o pagamento do auxílio emergencial do Governo Federal, assim como de aposentados e pensionistas, o que, pelas contas da Febraban, soma cerca de cem milhões de pessoas. A estes números, adiciona-se ainda os servidores públicos estaduais e municipais, que, em Campina Grande, começam a receber os salários de maio a partir desta quarta-feira.

ESTRATÉGIA COMPROMETIDA

Com a abertura das agências, provavelmente a estratégia do Município de um mini-lockdown foi por água abaixo, porque as ruas centrais de Campina Grande deverão mais uma vez ficar lotadas de pessoas e longas filas nos arredores das agências. Problema que se agrava em um momento crítico da propagação do vírus e da sobrecarga do sistema de saúde que já se encontra perto do colapso na cidade.

O Sindicato dos Bancários de Campina Grande demonstrou preocupação com a abertura dos bancos. “Se o intuito é controlar a circulação das pessoas na cidade, não faz sentido que os bancos permaneçam abertos porque isso vai na contramão da intenção do decreto”, disse o presidente da entidade, Esdras Luciano, que aguardava a publicação do decreto para tentar negociar o fechamento com a Febraban, durante entrevista à Campina FM.

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