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Covid-19: subnotificação aguda em CG vai gerar culpa para empresários e PMCG


É o verdadeiro óbvio ululante afirmar ser impossível que Campina Grande, a segunda maior cidade da Paraíba, tenha apenas três casos de conavírus, segundo os dados confirmados pela Secretaria de Saúde do Estado até esta terça-feira, 04. Aliás, há um bom par de dias o município não sai destes três casos, a despeito do aumento dos números na Paraíba – inclusive de mortes.

Pelos dados oficiais, Campina Grande tem o mesmo número de casos da pequena Junco do Seridó e um a menos que Patos. É claro, lógico e evidente que isso não condiz com a realidade. Existe uma demanda reprimida de exames e um travamento estranho dos resultados por razões que ninguém explica.

As causas, razões e até eventuais objetivos dessa política são desconhecidas, mas há pelo menos um efeito dela decorrente que, apesar de ser igualmente lógico, muita gente parece não observar. De um lado, o Governo do Estado defende a manutenção de um isolamento social mais amplo, enquanto entidades empresariais pedem a flexibilização e a Prefeitura de Campina Grande já se comprometeu a atender o setor produtivo.

No dia 20, segunda-feira, o comércio da cidade, por exemplo, deverá voltar a funcionar, possivelmente com a objeção do Palácio da Redenção. Agora, imagine o cenário não muito improvável: o comércio retoma suas atividades e, logo em seguida, o número de casos confirmados dispara, sai de 03 para dezenas – ou centenas, como prevê o próprio Estado.

Não seriam casos novos, é verdade, mas somente exames com resultados finalmente concluídos. Mas, o que importa a data diante dos números e, sobretudo, de uma eventual escalada e toda a histeria que disso decorra? Qual será a repercussão, inclusive política, disso? Sobre quem recairá a culpa pelo suposto crescimento exponencial (na verdade, artificial) do número de doentes?

Não tenha dúvidas: sobre entidades como a CDL e seu presidente, Artur Bolinha, e o prefeito Romero Rodrigues. E, como tudo na paróquia vira motivo de política eleitoreira, essa suposta culpabilidade será empregada para tentar atingir em cheio o projeto de candidatura do primeiro e de indicação de um candidato pelo segundo.

É só anotar, esperar e tirar a prova dos nove.

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