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Opinião: O vírus do medo já contaminou o mundo inteiro. E ele mata


É impossível prever qual será o efeito, em termos de doentes, mortos e custos com saúde, provocado pela pandemia do coronavírus. Todavia, ainda mais complexa é qualquer tentativa de estabelecer conjecturas sobre os danos que serão causados à vida das pessoas em todo o planeta – todas as pessoas, e não somente aquelas que contraírem a doença.

Como é evidente, a expansão do vírus é precedida por um efeito que não é mero sintoma: o medo. E o medo não é apenas um simples sintoma porque torna-se um mal autônomo. Em grande escala, vira histeria, que implica em comportamento precipitado em massa, que resulta em impacto social e econômico que pode atingir escala de elevada gravidade.

Entre muitas perguntas, poucas respostas, dúvidas incontáveis e esclarecimentos pela metade, cada novo registro do coronavírus provoca um efeito multiplicador de reações naturais pela busca de proteção que, em dimensões coletivas, resulta num efeito dominó de paralisação gradual e acelerada de todas as atividades do cotidiano.

Nesse cenário, setores da economia como o turismo já estão em coma. E a cada segmento que parar um círculo vicioso altamente deletério se reproduzirá. Serviços públicos que vão sendo suspensos. Aulas interrompidas. Eventos e atividades em geral adiados. As empresas privadas, em seguida, reduzindo a marcha. Qual será o efeito disso em um mês? Em dois?

O resultado é que estamos vivendo uma quadra obscura da história mundial. Afinal de contas, qual o limite entre a precaução razoável e a histeria coletiva? Quem tem a resposta? De certo, apenas que os sobreviventes do coronavírus terão que enfrentar um pós-pandemia de economia – e, portanto, vida real – em estado crítico. 

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