Deputados cobram explicações sobre suposta subnotificação do coronavírus


Cresce na Paraíba uma série de supostas especulações sobre a realidade quanto aos casos de coronavírus no estado. Nesta quarta-feira, a Secretaria de Saúde confirmou que exames comprovaram a primeira ocorrência, dando positivo para o caso de uma paciente de 60 anos moradora de João Pessoa e que esteve na Europa em fevereiro.

Entretanto, a demora para realização de exames e declarações como a de uma médica (cuja fala circula nas redes sociais) apontando que os dados do Governo do Estado não seriam confiáveis levou deputados federais como Pedro Cunha Lima e Ruy Carneiro a cobrarem esclarecimentos ao Palácio da Redenção.

Em síntese, as denúncias apontam que uma grande parcela dos casos envolvendo pacientes com sintomas do coronavírus estaria sendo sumariamente descartada sem a realização de exames, e, além disso, a capacidade do estado de processar os exames quando realizado estaria formando um perigoso gargalo.

Uma das supostas ilações de maior repercussão foi uma fala atribuída a uma médica pneumologista identificada como Maria Enedina Claudino, em que ela indica que o quadro de subnotificação na Paraíba seria extremamente grave. Em resposta, o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, tratou a médica como “destemperada e despreparada”.

RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA

“É evidente que estamos tendo uma subnotificação e o governador João Azevedo não age com a responsabilidade de reconhecer que está havendo esse problema. A denúncia que uma médica pneumologista fez hoje é muito grave e eu, pessoalmente, tenho recebido muitas mensagens de profissionais da saúde falando em subnotificação”, disse Pedro em nota.

O parlamentar afirmou ainda que “o que vem acontecendo na Paraíba na parte do diagnóstico é uma situação extremamente grave, já que pessoas com os sintomas do COVID19 não estão conseguindo fazer o exame”.

Já Ruy Carneiro encaminhou ofício à Secretaria de Saúde cobrando explicações. “É importante que a população saiba qual o planejamento elaborado pela gestão estadual para conter o avanço do vírus no estado da Paraíba. A falta de transparência pode ter um efeito catastrófico e dar a falsa impressão à população que o vírus não chegou ao nosso Estado”, diz no ofício.

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