Oposição procura médico para tratar falta de candidato. Mas, há cura?


Se a ausência de nomes de maior expressão marca a base governista em Campina Grande, a realidade do grupo de oposição ao prefeito Romero Rodrigues não é melhor. Pelo contrário. Tanto que, até semanas atrás – leia-se, antes da “Operação Famintos” – mesmo antagonistas ao atual chefe do executivo reconheciam, em conversas restritas, a difícil missão de vencer o pleito de 2020.

Mas, a despeito do impacto dos recentes acontecimentos político-policiais, o agrupamento, que também se vê no calvário da sua própria operação, se bate à procura de uma candidatura viável. Considerando que a entrada do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) na disputa é improvável, quais opções restam?

Dois ou três nomes. E nenhum deles efetivamente se sobressai.

Nesse cenário, as mais diversas possibilidades têm sido consideradas. Dentre elas, uma que até pouco tempo atrás se mostrava improvável: Geraldo Antônio Medeiros, médico, ex-diretor do Hospital de Trauma, um nome praticamente desconhecido da população em geral, mas respeitado até pelos adversários do Governo do Estado.

Recentemente questionado sobre o assunto, Geraldo desconversou e negou a existência de ponderações de sua parte nesse sentido. Uma resposta rápida, curta, bem ao estilo de quem deseja mais não fechar uma porta que encerrar uma discussão.

A questão que fica no ar é se o Dr. Geraldo é remédio para o mal da oposição. Se um técnico apoiado por um Palácio da Redenção distante de Campina Grande muito mais que os 130 quilômetros que separam a capital da Rainha da Borborema pode cair na preferência do eleitor.

O diagnóstico: o quadro é muito difícil. O prognóstico: impossível não é. Depende do tratamento.

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