Ivonete diz que criar comissão para investigar Renan seria inquisição

 

A presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD), respondeu às declarações do vereador Galego do Leite (Podemos), que cobrou na última terça-feira a instalação de uma comissão de ética na Casa para analisar a situação do vereador Renan Maracajá, que está preso desde o último dia 22/08 acusado de integrar o esquema apontado na “Operação Famintos”.

Ivonete disse que pretende instalar a comissão, mas não para o caso específico levantado por Galego, o que, segundo ela, representaria uma prática inquisitorial. “Eu não quero criar uma comissão de ética com uma finalidade só, porque não seria uma comissão de ética, seria uma inquisição”, declarou a presidente em entrevista à imprensa.

A parlamentar voltou a fazer um discurso em que separa as condutas de Renan conforme as atividades por ele desenvolvidas. “A situação que o vereador está passando nada tem a ver com a CMCG. Ele está respondendo a uma investigação por conta do Renan empresário, não tem nenhum problema com a Câmara. Vamos aguardar. Se ele não for liberado, vai renovar a licença; ele que vai decidir por quantos dias”, frisou.

Por fim, a presidente da CMCG voltou a afirmar que não haverá pré-julgamento do parlamentar e a reafirmou também a crítica à possibilidade de instalar uma comissão de ética direcionada à apuração do caso. “Não vamos instalar a inquisição. Inquisição é dos séculos passados. Há muito tempo não existe inquisição no Brasil, nem fogueiras”, completou.

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