Em delação, Livânia Farias confirma suposto esquema e sumiço de provas


Após o Ministério Público da Paraíba denunciar nove pessoas, na última quarta-feira, apontadas como integrantes de um grupo que teria causado um prejuízo de R$ 49 milhões à Prefeitura de João Pessoa, vieram a público vídeos do depoimento da ex-secretária de Administração daquele município e do Estado Livânia Farias ao Gaeco, quando a ex-gestora apresentou sua delação premiada.

Livânia, que chegou a ser presa na “Operação Calvário”, contou ao Ministério Público como teria funcionado o esquema, através da contratação de um escritório de advocacia que supostamente trabalharia na recuperação de créditos tributários. Os pagamentos eram feitos com base em planilhas que eram apresentadas pelo próprio escritório, que repassava propina a alguns auxiliares da PMJP.

Um dos momentos mais obscuros da operação criminosa teria acontecido em 2011, quando um carro foi apreendido na capital com R$ 81 mil e uma lista de pessoas identificadas através de letras, dentre elas a própria Livânia, Gilberto Carneiro (ex-procurador geral da prefeitura pessoense e do Estado), Coriolano Coutinho (irmão do então governador Ricardo Coutinho)  e Nonato Bandeira (à época e hoje secretário de comunicação do Estado).

Segundo a denúncia, secretários do Estado e a cúpula da segurança pública teriam agido no sentido de abafar o caso, inclusive com o sumiço de provas, o que teria sido feito por Livânia em parceria com Aracilba Rocha (secretária de Finanças) e Nonato Bandeira.

Segundo as investigações, Aracilba e Livânia foram pessoalmente à Secretaria de Segurança e de lá retiraram parte do material apreendido pela polícia e que deveria integrar o conjunto probante do inquérito. As evidências teriam sido entregues às duas pelo então secretario-executivo de Segurança Pública, Raimundo Silvany. Os envolvidos negam.

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