Cenário impõe a Romero nome político forte ou técnico. Ele não tem o primeiro


Um fato ocorrido no dia 13 de maio de 2018, antes mesmo das eleições passadas, mudaria radicalmente os destinos das eleições do ano que vem. Sucessor natural de Romero Rodrigues na prefeitura, o deputado federal Rômulo Gouveia morria prematuramente aos 53 anos.

No vazio impreenchível deixado pelo “gordinho”, aparentemente apenas o nome de Cássio Cunha Lima, três vezes prefeito, ex-governador e ex-senador, poderia ter o peso necessário para unificar o bloco político de situação. Mas, mesmo derrotado em 2018, Cássio manteve residência em Brasília e, como é natural, não se empolgou com alguns apelos para tentar voltar ao Palácio do Bispo.

Ainda assim, sem Rômulo e ao que tudo indica sem Cássio, Romero parecia ter o controle do quadro geral e a força necessária para escolher e eleger o sucessor. Até recentemente. O impacto da Operação Famintos pode até ser discutido quanto a sua extensão, mas não sobre a realidade que representa. Assim como a Operação Calvário está para a oposição.

Esse cenário específico, mais a própria conjuntura nacional, passam a impor duas opções para o prefeito em sua tentativa de eleger o sucessor: ou um nome político forte, ou seja, um líder que una o grupo, ou a tentativa por terceira via: um perfil técnico.

Sem Rômulo e sem Cássio, por óbvio, Romero não tem a primeira opção. Suas possibilidades políticas limitam-se a estrelas de terceira grandeza e pouco brilho próprio. Resta a alternativa de uma escolha técnica. E aí o prefeito se vê com disponibilidades limitadas porque não cabe um técnico de perfil antipolítico, caso, por exemplo, de Geraldo Nobre – que é citado por alguns “romeristas”.

Restam André Agra, ex-secretário e auditor do Tribunal de Contas, que já se apresentou como pretendente, e o próprio grupo menciona Félix Araújo Neto, da STTP, que jamais admitiu até hoje esse interesse. Cada um tem seu perfil, seus pontos fracos e fortes (assunto para adiante).

Características que poderão estar sendo sopesadas pelo prefeito dentro do quebra-cabeças de uma campanha com muitos nomes postos e poucos realmente viáveis.

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