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Novo gerente regional da Cagepa descarta volta do racionamento


Campina Grande não corre o risco de voltar ao racionamento de água diante do quadro atual do açude de Boqueirão. A informação é do novo gerente regional da Cagepa, Lucílio Vieira, que nessa quarta-feira (28) concedeu entrevista ao Jornal Integração da Rádio Campina FM (6h às 8h).

Segundo ele, apesar das interrupções recentes no fornecimento de água para a Paraíba através do eixo leste da Transposição do Rio São Francisco, a possibilidade de racionamento está descartada. Atualmente o manancial está com 21,33% da capacidade máxima, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa).

Entrevistado pelos jornalistas Lenildo Ferreira e Paulo Pessoa, Lucílio Vieira, disse que as reservas atuais de Boqueirão dão tranquilidade para realizar o abastecimento. “Estamos com os cem milhões (de metros cúbicos), em números redondos, ali no manancial e eu posso dizer para a população que é um volume que nos dá ainda uma certa tranquilidade na questão do abastecimento”, disse.

Apesar do cenário considerado equilibrado, o novo gerente da Cagepa lembrou que o uso racional do mineral é fundamental para que a cidade continue sem perspectiva de racionamento. “A ANA (Agência Nacional de Águas) nos outorgou 1300 litros por segundo. É a vazão que eu posso retirar hoje do açude de Boqueirão. Eu nunca precisei utilizar esses 1300 litros por segundo, porque mesmo quando a gente liberou a água sem estar racionando, a população teve o efeito memória e continuou a fazer o uso racional. Esse horizonte é importante porque no momento não existe esse pensamento de racionamento no sistema de água de Campina Grande”, pontuou.

CENÁRIOS DISTINTOS

“Nós vivenciamos um momento (antes do início do racionamento) em que não se tinha perspectiva de chuvas. As previsões da Aesa eram abaixo da média histórica e nós não tínhamos de imediato a transposição. Então, por precaução, naquele momento, com os estudos que foram desenvolvidos, nós chegamos a conclusão de que era necessário iniciar aquele racionamento no cenário um, que eram apenas dois dias de falta de água na cidade”, lembrou.

Fonte: Blog do PP

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