"Laranja" de Renan Maracajá é chefe de gabinete do vereador na CMCG

Preso desde a última quinta-feira, 22, na segunda fase da “Operação Famintos”, o vereador Renan Maracajá é apontado como integrante de uma organização criminosa que fraudava as licitações para a merenda escolar em Campina Grande, de acordo com a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União.

Na decisão em que determinou a prisão de Renan e outros sete investigados por participação no suposto esquema, o juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara da Justiça Federal, afirmou que as interceptações telefônicas apontaram que o vereador atuava diuturnamente como uma espécie de articulador na articulação da atividade criminosa, valendo-se de empresas compartilhadas com outros investigados para fraudar os certames públicos.

O detalhe é que, segundo o magistrado, Renan Maracajá operava por meio de laranjas: “Revelou-se, também, pela análise dos documentos apreendidos em sua residência e na sede da empresa Lacet Comercial, e pelos registros do CFTV da própria empresa, que RENAN é o administrador de fato da empresa Lacet Comercial, utilizada pelo grupo criminoso para fraudar licitações e realizada operações de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, sendo uma das figuras centrais na ação criminosa”.

Em seguida, o juiz destaca a participação no esquema de André Lacet, que seria laranja de Renan e funcionário da Câmara Municipal de Campina Grande. “Apurou-se que a pessoa física responsável pela Lacet Comercial, André Nunes de Oliveira Lacet, possui vínculo com a Câmara de Vereadores de Campina Grande e é utilizada como ‘laranja’ por Renan para ocultar sua condição de real proprietário da empresa”, assevera Vidor.

De acordo com informações do Sagres do TCE, André, que teve decretada sua prisão temporária pelo juiz federal, era pelo menos até junho (data da informação mais atualizada do sistema) chefe de gabinete de Renan Maracajá na Câmara de Vereadores.

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