CPI dos Combustíveis pede informações ao MP sobre a "Operação Chama Azul"


A CPI dos Combustíveis da Câmara Municipal de Campina Grande aprovou na manhã desta segunda-feira, 19, um requerimento solicitando ao Ministério Público do Estado informações sobre os desdobramentos da “Operação Chama Azul”, que há alguns anos apurou a existência de um suposto esquema de formação de cartel por parte de distribuidores e revendedores de gás de cozinha no Nordeste.

No requerimento, a CPI explica que “em 2011, o Ministério Público do Estado da Paraíba ofereceu denúncia contra quatorze empresários no âmbito da Operação Chama Azul, que, conforme os autos, teve por ‘objetivo desmantelar uma organização criminosa que, a partir do exercício aparentemente lícito de suas atividades econômicas, fixava artificialmente preços do GLP e dividia o mercado, mediante acordos e alianças entre concorrentes’”.

Segundo o vereador Alexandre Pereira, presidente da CPI, parte dos denunciados pelo Gaeco na “Chama Azul” na Paraíba poderá estar dentro da esfera da investigação desenvolvida pela comissão na Câmara Municipal. “Estamos buscando maiores informações sobre os desdobramentos dessa operação, que podem corroborar com o trabalho que estamos desenvolvendo”, explicou Alexandre.

GÁS VEICULAR

A CPI também aprovou requerimento solicitando a participação de representante da PB Gás para esclarecimentos sobre a política de preços do combustível em relação aos postos da cidade. De acordo com o vereador Alexandre, a pauta atendeu a um pedido direto dos consumidores campinenses que reclamam sobre o preço do GNV na Rainha da Borborema.

Também nesta segunda-feira, os vereadores da comissão ouviram o gerente de um dos postos de combustíveis da cidade, que apontou a perspectiva do segmento sobre a aquisição e venda do produto. Segundo o presidente da CPI, novas convocações de donos de estabelecimentos serão feitas. Além disso, o grupo de trabalho quer traçar um perfil de quantos e quem são os proprietários dos postos de Campina Grande.

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