Monte Santo deverá receber presos do regime fechado, confirma juiz


Com a instalação de tornozeleiras eletrônicas, cerca de 270 apenados do regime semiaberto não precisarão mais dormir no presídio do Monte Santo, que, de acordo com o juiz Vladimir José Nobre, da Vara das Execuções Penais de Campina Grande, deverá passar por uma reforma. Obra necessária, afinal, a velha Penitenciária Jurista Agnello Amorim é nada mais nada menos que uma sexagenária.

Mas, muito embora a pauta nos últimos dias tenha girado em torno das tornozeleiras eletrônicas, que deverão ser instaladas também em apenados do regime aberto, um fato ainda mais relevante e de impacto expressivo tem sido abordado de maneira secundária.

É que, de acordo com o juiz das execuções penais, o Monte Santo, localizado em área central, de grande tráfego e com vizinhança comercial – sobretudo oficinas mecânicas – poderá voltar a receber presos do regime fechado.

“A medida visa desafogar o presídio do Monte Santo que em breve passará por reformas para atender presos do regime fechado e outras necessidades do sistema prisional”, confirmou Vladimir Nobre à reportagem do Jornal Integração.

EQUÍVOCO DA IMPRENSA

Alguns portais de Campina Grande que repercutiram a fala do magistrado à Campina FM noticiaram, equivocadamente, que presos do regime fechado também deverão receber a tornozeleira eletrônica, atribuindo – repita-se, equivocadamente – ao juiz Vladimir Nobre a informação. Na verdade, como é óbvio, o equipamento é voltado para apenados dos regimes aberto e semiaberto.

SEGURANÇA

Sobre a eventual insegurança causada pelo fim da necessidade de cerca de trezentos apenados dormirem no presídio após receberem a tornozeleira, o diretor do Monte Santo, Kássio Araújo, lembrou que o equipamento, na verdade, vai monitorar os indivíduos 24 horas, ao contrário do que acontece no chamado “albergue”.

“Se alguém tentar romper a tornozeleira, de imediato o sistema de monitoramento informa a uma central. O apenado hoje se recolhe às 19h e sai no dia seguinte às 5h. Então, ele fica nesse período sem nenhum tipo de monitoramento e com a tornozeleira ele vai ser monitorado permanentemente”, ressaltou o diretor.

REPERCUSSÃO

Caso se confirme a decisão de usar o Monte Santo para acomodar presos do regime fechado, a iniciativa deverá provocar discussões na cidade, tendo em vista o impacto, em termos de segurança do perímetro, provocado pela mudança no perfil dos internos da unidade.

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