Vereador reclama de colegas, fala em ditadura e deixa CPI dos Combustíveis antes de começar


Um fato surpreendente – se é que pode-se surpreender com alguma coisa na política – aconteceu nesta quarta-feira, 05, na comissão responsável pela CPI dos Combustíveis, justamente por ocasião da primeira reunião do grupo de trabalho. O vereador Márcio Melo (PSDC) chegou atrasado e teria se irritado porque os demais integrantes já haviam encaminhado algumas decisões, terminando por decidir deixar a comissão.

À imprensa, Márcio demonstrou dificuldades para justificar sua decisão, mas reclamou dos colegas, que, segundo ele, deveriam ter aguardado sua chegada e a do vereador Renan Macarajá, que também atrasou. “Foi marcada uma reunião para as 8h30, cheguei aqui 8h35 devido ao trânsito e toda reunião 15 minutos, 20 minutos de tolerância. Mas, quando cheguei, já estava tudo definido”, disse.

“Por mais que eu viesse a concordar com o que havia sido definido, eles deveriam ter esperado chegar os cinco membros da comissão para que a gente pudesse tomar todos os posicionamentos e até mesmo ser montado todo o cronograma. Então, qual o porquê do vereador Márcio Melo fazer mais alguma intervenção, se já estava definido o presidente, o relator”, afirmou, falando de si na terceira pessoa.

O vereador garantiu que não ficou com qualquer mágoa dos seus pares, mas voltou a cutucar o presidente da CPI, Alexandre do Sindicato. “Não gosto de você precipitar as coisas, não aguardar seus companheiros. Acho que a comissão deveria ter aguardado para tomar algum posicionamento. Essa questão de você chegar e já estar tudo resolvido, encaminhado, aí, me perdoe, essa prática, para mim, se torna muito ditadora”, complementou.

DESISTÊNCIA

Com a saída da CPI, Márcio já coleciona duas desistências mal explicadas este ano. A primeira foi quando comandou um movimento contra a presidente da Câmara, vereadora Ivonete Ludgério, chegando a anunciar que renunciaria ao cargo de primeiro secretário da mesa diretora caso o poder decisório administrativo da Casa não fosse dividido com os demais membros da mesa.

Nem isso aconteceu, nem Márcio renunciou ao cargo, diferentemente do que fizeram os vereadores Saulo Germano e Sargento Neto, que também haviam anunciado a decisão de renunciar e assim de fato fizeram.

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