Postos de Campina Grande já têm novo argumento para gasolina mais cara. Saibam qual é


A entidade que representa os revendedores de combustíveis de Campina Grande e região já apresentou diversas justificativas para o fenômeno que faz com que a Rainha da Borborema tenha uma das gasolinas mais caras da Paraíba.

Primeiro, era a lógica do frete mais caro pela distância entre o porto de Cabedelo e a Vila Nova da Rainha. O raciocínio, porém, foi por terra quando os consumidores começaram a mostrar que preços menores são encontrados em cidades bem mais ao interior do estado, inclusive no Alto Sertão.

Depois, veio uma explicação que ninguém entendeu, referente à tributação que incide sobre o insumo. Até o Procon Municipal reconheceu não ter entendido nada na justificativa, já que o ICMS que encarece os combustíveis é um imposto estadual e, portanto, o que vale para Bayeux vale para Campina e vale para Cajazeiras.

Foi dito, também, que a operação tinha custos mais elevados na cidade. Como e quais, nunca ficou bem esclarecido.

E agora, neste final de semana, em meio a uma discussão no grupo do Conselho de Segurança Comunitária de Campina Grande (Conseg), a representação dos revendedores saiu-se com um novo argumento: seriam das despesas trabalhistas a culpa pela gasolina mais cara na cidade.

Segundo Bruno Agra, presidente do sindicato do segmento, “50% dos custos de um posto referem-se a mão-de-obra”. Além disso, de acordo com ele, há ainda “adicional de periculosidade sobre o salário, de 30%; mais dois quites de EPI's completos por ano; além de quatro botijões de gás por ano por frentista”.

Pelo raciocínio, os postos de Campina Grande têm mais funcionários e estes recebem mais benefícios que os trabalhadores do setor em outras cidades. E o “segredo” seria esse.

Em tempo: a Petrobras reduziu no fim de semana o valor da gasolina para as refinarias em mais de 7%. Aqui, em Campina, por ora não houve reflexos nas bombas. Mas, pelo menos não aumentou, como havia ocorrido na última baixa implementada pela Petrobrás. Por enquanto...

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