Romero oferece terreno para Estado construir centro de convenções sem transferir Parque de Exposições


O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, revelou nesta sexta-feira, 24, que o Município está disposto a doar um terreno ao Governo do Estado para a construção de um centro de convenções na cidade. A iniciativa, confirmada em primeira mão pelo jornalismo da rádio Campina FM, evitaria a necessidade de demolição e transferência do Parque de Exposições Carlos Pessoa Filho.

Em março, o governador João Azevedo anunciou o start para a licitação do centro de convenções, medida comemorada pelo setor produtivo de Campina Grande. Pouco depois, o deputado estadual Inácio Falcão (PCdoB), aliado do governador, revelou que o lugar escolhido para o novo equipamento seria o atual Parque de Exposições. A ideia desagradou profundamente o segmento agropecuário.

Em entrevista ao Jornal Integração na quinta-feira, 23, o presidente da Sociedade Rural da Paraíba, Josenildo Alcântara, classificou o plano do Governo do Estado como “desastroso”, mencionando os prejuízos para o segmento e para a economia da região, bem como todo o transtorno de uma eventual mudança e a perda de um espaço histórico para a exposição de animais.

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Em contato por telefone, o prefeito Romero Rodrigues corroborou a fala de Josenildo, e propôs ao Governo do Estado que construa o centro de convenções em um terreno bem próximo ao Parque de Exposições, do outro lado da faixa da mesma rodovia. Romero deu ênfase à importância da construção do centro de convenções, mas disse ser prejudicial e desnecessário remover o parque agropecuário.

“Apoio e defendo a construção do centro de convenções, que é amplamente necessário. Agora, destruir o que já está construído, que faz parte da memória e da história da cidade, com todos os efeitos gerados, não vejo sentido. É totalmente descabido, ainda mais em um período de crise econômica, além de destruir uma história”, disse Romero.

“Temos outras áreas onde o Governo do Estado pode construir o centro de convenções. E se precisar, a gente doa um terreno no Aluízio Campos. Nem dificuldade vai ter, porque é só atravessar a BR, não vai ficar longe do local originalmente previsto. A gente faz parceria com a iniciativa privada, por que não faríamos com o Estado? E ainda seria muito positivo para aquela área, onde está nascendo um bairro-cidade e onde estamos fazendo o Polo de Modas”, frisou.

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