Pacientes voltam a denunciar interrupção de tratamento de câncer no Hospital da FAP


Uma ouvinte procurou a reportagem da Campina FM na manhã desta segunda-feira, 07, para denunciar que o tratamento de alguns casos de câncer no Hospital da FAP voltou a sofrer interrupção. No ano passado, várias denúncias chegaram à imprensa da cidade dando conta que a queima de uma peça de uma máquina de radioterapia reduziu expressivamente o atendimento aos pacientes.

À época, a direção do hospital inicialmente negou que a queima da peça tenha prejudicado os pacientes, sob a alegação de que a FAP possui um segundo equipamento de radioterapia. No entanto, diante do aumento do número de denúncias, a instituição acabou admitindo o óbvio, que a indisponibilidade de um dos aparelhos afetava uma quantidade significativa de pacientes.

Desta vez, o problema seria a falta de um medicamento chamado Mabthera 500 miligramas, utilizado durante a quimioterapia de pacientes com linfoma. No mercado, a ampola com 50ml do fármaco custa valores que ultrapassam a casa dos R$ 7 mil.

Conforme familiares da paciente, a informação recebida foi de que a expectativa para reposição do estoque é de pelo menos trinta dias, período durante o qual a mulher não poderá receber qualquer tratamento efetivo. Mas, também de acordo com a ouvinte, há relatos de pacientes com o tratamento interrompido há mais de três meses pela falta do medicamento.

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