Tratamento de Ricardo Coutinho a homens e mulheres da segurança pública é desumano, diz vereador


O vereador Alexandre do Sindicato (PHS) repudiou o tratamento dispensado pelo governador Ricardo Coutinho aos profissionais da segurança pública da Paraíba e a truculência que o gestor tem empregado para tentar impedir que a categoria lute por seus direitos e denuncie à sociedade paraibana a precariedade das suas condições de trabalho e os baixos salários.

Nesta terça-feira, a Aspol denunciou que agentes e escrivães tiveram cortes salariais por conta de um dia de paralisação recentemente promovido, quando denunciaram a condição de pior salário do Brasil e fizeram a entrega de coletes vencidos. Agentes penitenciários e PM’s igualmente têm revelado a realidade de uma marca deplorável: eles recebem, também, o pior salário do segmento entre todos os estados do país.

Alexandre lembrou ainda que Ricardo Coutinho fez alarde para anunciar um reajuste escalonado para a segurança pública, com 5% agora e sete parcelas de 2% entre julho e dezembro, mas os sindicatos têm denunciado que, na verdade, não existe tal reajuste. “Alguns servidores, segundo as entidades que os representam, estão recebendo até menos esse mês. Além do mais, qualquer incremento que houver se dá em termos de gratificações”, disse o vereador.

“Ou seja, uma crueldade com o policial aposentado, que não terá vantagem alguma. O mesmo policial que, depois de dedicar sua vida à defesa da população, é punido com uma perda salarial de 40%, algo desumano”, acrescentou. O parlamentar ressaltou que Ricardo não cumpriu as promessas de campanha em relação à segurança pública, e agora promete um aumento dividido em parcelas, parte das quais justamente durante o período de campanha eleitoral.

“É cruel, é desumano o tratamento que Coutinho dá aos homens e mulheres das forças de segurança. Arrocho salarial, corte de combustível, redução de quadros, deficiência estrutural, falta de equipamentos básicos e, o pior, o emprego do cargo de governador para violentar o direito de manifestação das categorias, chegando ele, que já foi sindicalista, ao extremismo inaceitável de cortar o ponto de trabalhadores por causa de uma manifestação”, denuncia Alexandre.

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