Temer eleva custo dos combustíveis com alta de impostos, o roubo legalizado pelo Estado contra os cidadãos


A quinta-feira foi de péssima notícia para os brasileiros. Em nota, os ministérios do Planejamento e da Fazenda informaram que o PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis vai, simplesmente, dobrar.

Em média, esse tributo equivale a cerca de 38 centavos no litro da gasolina, mas, a partir de hoje, será de 79 centavos.

O etanol, que tinha PIS/Cofins zerado, sofrerá uma incidência de 19 centavos.

Com a medida, o Palácio do Planalto espera arrecadar mais de 10 bilhões de reais somente neste ano.

Ou seja, mais uma dezena de bilhões confiscados do bolso dos cidadãos brasileiros; mais uma montanha de dinheiro para alimentar o forno insaciável de uma máquina pública inchada, ineficiente e corrupta.

Mais recursos que deixarão de circular na economia, de ser empregados em investimento, de ser utilizados para compras essenciais do dia a dia.

Com a medida, o presidente Michel Temer confirma sua característica de alma gêmea da ex-presidente defenestrada Dilma Rousseff, que após reeleita abriu a caixa de Pandora de reajustes duríssimos sobre a energia elétrica e os combustíveis.

Essa facada do governo, mais uma entre tantas incontáveis, sobre o bolso do brasileiro, penaliza a população como um todo, inclusive quem não tem carro ou moto.

Porque encarece a cadeia produtiva, aumenta os custos de produção, faz subir os preços dos alimentos, dos itens de consumo, dos bens duráveis, de tudo. Do pão ao carro zero. Podem anotar: da passagem de ônibus à de avião, o resultado será reajuste.

E, consequência inevitável, tudo isso é um estímulo ao desemprego.

Num país em que a carga tributária já é insuportável, em que os serviços públicos essenciais não correspondem ao volume da arrecadação, e em que a Lava-Jato revela os desvios bilionários de dinheiro público, a certeza é cada vez mais inegável: imposto é, verdadeiramente, uma “apropriação indevida”, para usarmos uma expressão moderada.

É o confisco legalizado, é o Estado tomando o dinheiro do cidadão, bebendo do seu suor, se alimentando do seu sangue. E dando em troca saúde em frangalhos, educação desmoralizada nos rankings mundiais, infraestrutura precária, insegurança completa, corrupção desenfreada e a degeneração cada vez mais acelerada da nação.

E a gente, o que pode fazer? Por ora, reclamar. Por ora, enquanto chorar não paga imposto.

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