Reitor da UEPB classifica fala da Associação dos Docentes sobre R$ 10 milhões para salários como “fantasia”


O reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Rangel Júnior, falando com exclusividade à Campina FM, desmentiu com veemência as declarações do professor Nelson Júnior, da Associação dos Docentes da UEPB, sobre a suposta existência de recursos para atendimento das demandas da categoria em termos de salários.

No início da semana, a entidade divulgou que “a reitoria da UEPB informou ao comando de greve que identificou cerca de R$ 10 milhões que poderão ser utilizados no atendimento as questões salariais da categoria”. Ainda segundo nota da associação, “a garantia foi dada pelo reitor Rangel Júnior”. Em conversa com a reportagem da emissora, Nelson Júnior confirmou a informação.

Mas Rangel, por sua vez, negou. “É bom deixar claro que isso se trata de uma fantasia. Esses 10 milhões não existem e nem têm nada a ver com a reitoria. As pessoas às vezes falam bobagens, confundindo a opinião pública”, disse o reitor, num tom bastante elevado.

De acordo com Rangel Júnior, “o que existe é o orçamento da UEPB, a lei orçamentária de 2017, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador do Estado, que disponibiliza para despesas de pessoal e encargos um montante de R$ 274 milhões no ano. Como a previsão de despesas de pessoal, com os vários cortes que fizemos, a despesa prevista é de R$ 254 milhões, sobram R$ 20 milhões”.

Esse recurso, porém, não está nos cofres da UEPB. “O Governo do Estado tem, disponível, no orçamento da universidade, R$ 20 milhões para concessão de vantagens remuneratórias a docentes e técnicos. Portanto, não é a reitoria, é o governo que dispõe desses recursos, porque se tratando de remuneração, é competência exclusiva do governador do Estado, complementou o reitor. 

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