Transposição só chega em março ou abril a Boqueirão, que só tem água até janeiro. E agora?


O secretário de Estado dos Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo, fez uma previsão nada animadora para a população da região de Campina Grande, que vive às voltas com uma nova ampliação no sistema de racionamento, estando à beira de um colapso total no abastecimento. Segundo ele, embora o chamado “caminho das águas”, que trará a transposição do São Francisco à Paraíba, fique pronto em dezembro, o Açude de Boqueirão só receberá destas águas entre março e abril.

“A previsão é que as obras, fisicamente, estejam prontas em dezembro, com o caminho das águas concluído, e a partir daí começam os processos de bombeamento. Claro que isso fará com que a água em março ou abril do próximo ano esteja chegando já nos portais dos estados”, disse Azevedo. Em seguida, ele falou sobre as ações do Governo do Estado para garantir as condições para o recebimento das águas da transposição na Paraíba.

“Para isso nós estamos trabalhando, tomando providências com relação a todo Rio Paraíba, já fizemos um mapeamento com filmagem por drone de toda a calha e estou indo na sexta a Camalaú, onde há a necessidade de uma intervenção na barragem, assim como o Dnocs está licitando uma pequena intervenção que precisa ser feita na barragem de Poções. Tudo isso para permitir que assim que as águas cheguem em Monteiro a gente possa levar essa água principalmente para Boqueirão, para garantir água para uma região que está extremamente sofrida e que nos preocupa muito, que é a região polarizada por Campina Grande”, afirmou. 

O grande problema dessa previsão é uma outra, a da Cagepa, que já afirmou e reafirmou que Boqueirão só terá condições de fornecer água até janeiro, porque, se não houver recarga de chuvas, a reserva de cerca de vinte milhões de metros cúbicos – equivalente a menos de 5% da capacidade total do reservatório – não atenderia aos parâmetros de potabilidade.

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