Tarifa de ônibus deve subir em Campina. E o fato é: não poderia ser diferente


A energia elétrica disparou. A água não chega às torneiras, mas a conta subiu. Estão mais caros o pão, a carne, o arroz, o açúcar, o cafezinho no fiteiro do Centro e até o sanduíche de pão com mortadela... Tudo. E os combustíveis passaram por uma série de reajustes. Logo, já era de se esperar que o segmento empresarial solicitasse ao Conselho de Transportes a reavaliação do preço da passagem dos coletivos.

Desde julho, quando a tarifa passou para R$ 2,55, assim como ocorreu com tudo mais no Brasil, todos os itens que influenciam no valor final da passagem tiveram aumentos seguidos, além de a inflação cumprir trajetória de alta. O resultado é que, por mais amargo que seja para o cidadão, a subida da tarifa é inevitável.

Concessão pública, o sistema precisa ser empresarialmente viável. Do contrário, não haveria disposição para investimento e, sem investimento da iniciativa privada, o segmento se desmonta e quem paga essa conta – a pior a ser paga – é justamente o cidadão comum, que depende do transporte coletivo.

É preciso cobrar das empresas a permanente melhoria do serviço. Só que essa melhoria só poderá se tornar realidade se houver viabilidade. A lógica é simples e jogar toda a responsabilidade das deficiências no setor empresarial é escolher o caminho mais fácil para uma problemática muito mais profunda e praticar o puro populismo.

É possível ter uma tarifa mais barata? É! Se toda a cadeia de insumos que formam o custo final do quilômetro rodado sofrer redução dos custos ou se os entes públicos abrirem os cofres para subsidiar o setor – ou, por fim, se voltarmos aos tempos das velhas marinetes.

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