Veneziano nega acusações de ex-tesoureiro

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) divulgou nota respondendo às acusações do ex-diretor financeiro da Prefeitura Municipal de Campina Grande Renan Trajano, divulgadas em um jornal do Sudeste do país neste final de semana. Renan, que foi tesoureiro da PMCG nas duas gestões de Veneziano (2005 a 2012) denuncia ter havido um suposto esquema de desvio de recursos públicos para as campanhas eleitorais do ex-prefeito e do seu irmão, o ex-senador Vital do Rêgo Filho, que hoje é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

O esquema se daria através de caixa dois abastecido com dinheiro repassado a uma empresa de fachada, a JGR, que recebia sem executar a obra contratada. De acordo com Renan, o desvio teria ultrapassado a casa dos R$ 10 milhões.

Na nota, Veneziano critica a condução da reportagem que, segundo o parlamentar, “não teve o cuidado de analisar alguns itens extremamente necessários, para que a matéria fosse esclarecedora”. Ele menciona, por exemplo, o fato de a matéria ter dito que houve desvio de dinheiro de obras que não foram realizadas pela Construtora JGR, quando, conforme o peemedebista, todas as obras contratadas pela prefeitura à época com a JGR e outras empresas teriam sido executadas.

“O jornalista disse na matéria que houve desvio de recursos de obras não realizadas, quando todas elas estão lá. Bastaria à reportagem pegar o contrato com a empresa, verificar as obras contratadas e fazer uma visita para ver que todas estão lá. Todas as obras da JGR e das demais empresas que contrataram com a prefeitura em nossa gestão foram executadas. As obras existem, estão lá”, diz Veneziano Vital do Rêgo.

Sobre Renan Trajano, o deputado destacou que o ex-tesoureiro já foi acionado judicialmente por conta de denúncias feitas através das redes sociais em 2013. À época, Renan disse que seu perfil no Twitter havia sido invadido, eximindo-se das acusações dirigidas aos irmãos Rêgo.

Para o ex-prefeito, haveria ligações entre o reaparecimento das denúncias e a aproximação de um novo processo eleitoral. “Essa prática dos meus opositores é por demais conhecida. A cada eleição tem uma história criada por eles. Em 2004, disseram que eu era pedófilo. Em 2008, foi a história do cheque. E, em todas elas, nós provamos o contrário. Agora vem mais essa criação”, declarou.

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