Número de casos de dengue em Campina Grande caiu mais de 70% em 2014


O número de casos confirmados da dengue teve uma redução gradativa durante os doze meses de 2014 em Campina Grande. Um levantamento da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde, mostrou que 400 pessoas tiveram diagnóstico da doença confirmado no ano passado, contra 1350 casos em 2013. De acordo com os dados, a queda é de 70,4%.

Segundo a gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses do Município, Rossandra Oliveira, essa diminuição aconteceu em função das campanhas educativas e do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias. “Promovemos durante o ano inteiro campanhas em escolas, nas ruas, nos bairros e até enviamos os agentes às zonas rurais da cidade, além do trabalho em locais como sucatas e espaços públicos, o que garantiu em parte esse bom resultado”, explicou.

A maior incidência dos casos confirmados registrados no ano passado aconteceu no primeiro semestre. De janeiro a junho foram 325 e de julho a dezembro foram apenas 75. Em função disso, os primeiros Índices Rápidos por Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2014 apresentaram alto risco de transmissão da doença. No entanto, o último levantamento do ano apontou uma queda no índice de 4% para 2,9%, caindo para médio risco de transmissão.

“Isto acontece porque em janeiro e junho, meses geralmente de férias, muitas pessoas viajam e trazem consigo a doença de outras cidades, ou mesmo deixam a casa fechada muito tempo e o mosquito acaba se proliferando”, comentou a gerente. Ainda segundo Rossandra, em 2013, 35% dos imóveis vistoriados estavam fechados e em 2014 esse número caiu para 25%, o que também ajudou a diminuir o índice de infestação do mosquito.

Em função das férias de janeiro, os agentes estão intensificando as fiscalizações para que os moradores não deixem ambientes propícios para a criação de focos do mosquito antes de viajar. “Outra preocupação também é em relação ao armazenamento de água em reservatórios em razão do racionamento de abastecimento pelo qual a cidade passa. Estamos vistoriando caixas d’água, tambores e tanques e orientando sobre os cuidados no uso deles”, concluiu.

Chikungunya - Em 2014, os Agentes de Combate às Endemias foram treinados para combater um novo tipo de febre viral, que é o chikungunya. Apesar de menos mortal, este novo tipo de dengue provoca fortes dores nas articulações e pode deixar um paciente infectado por até um ano com a doença. Em Campina Grande, não foi registrado nenhum caso desde que a doença chegou ao Brasil há quatro meses.

Fonte: Codecom

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