Pimentel, Miguel e Napoleão: Câmara tem dois dias de buruçu pesado


Com o primeiro secretário da Câmara Municipal de Campina Grande – e presidente eleito da Casa –, Pimentel Filho (PMDB) presidindo os trabalhos, a Casa de Félix Araújo registrou, durante dois dias seguidos, duas discussões pesadas, a primeira envolvendo Pimentel e Miguel Rodrigues (PPS) e a segunda Pimentel e Napoleão Maracajá (PCdoB).

O pano de fundo de ambos os arranca-rabos foi um requerimento propondo a ida dos vereadores ao Palácio da Redenção, em busca de audiência com o governador Ricardo Coutinho (PSB) a respeito da crise hídrica de Campina Grande. Nesta terça-feira, 04, após muita controvérsia, Pimentel não concedeu a palavra a Miguel Rodrigues para comentar o assunto, e ante a reação irritada do vereador do PPS, aos brados avisou que a discussão havia se encerrado.

Ainda durante a sessão, Miguel procurou a imprensa e soltou o verbo contra Pimentel. Primeiro, acusou o futuro presidente da Câmara de travar projetos relevantes dos colegas, só liberando para entrar na pauta de votação matérias de segunda categoria, como designação de nomes de logradouros. Em seguida, avisou que não vai aceitar “ditadura na Câmara” e reclamou do tom utilizado pelo parlamentar do PROS para se dirigir aos colegas. “Não sou nenhum mané de botas”, disse Miguel.

Nesta quarta-feira, o imbróglio começou quando Pimentel Filho rebatia comentários de Napoleão Maracajá, que reagiu, começando um pesado bate boca. O presidente da sessão não concedeu aparte e o vereador do PCdoB, indignado, chegou a se levantar e ficar cara a cara com o antagonista, à beira da mesa, ambos falando alto e trocando farpas. Pacificando, Miguel convenceu o colega a sentar.

No meio do “pega pra capar”, Pimentel Filho até cunhou um neologismo, ao garantir não temer os “irripantes” de Napoleão Maracajá.

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