Cientistas da Universidade Federal de Campina Grande elaboram Atlas Eólico da Paraíba

Cientistas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) acabam de finalizar um importante instrumento para a realização de investimentos no setor de geração de energia elétrica renovável no estado. O Atlas Eólico da Paraíba é resultado de um convênio firmado em 2009 entre a Eletrobras, Atecel e a UFCG com o objetivo de se elevar o conhecimento sobre as potencialidades de geração de energia elétrica a partir de ventos na Paraíba.

O reitor Edilson Amorim, que assinou o protocolo de colaboração para a produção do Atlas, disse estar orgulhoso com o estudo inédito e imprescindível  realizado pela UFCG, ressaltando o quanto é produtiva a parceria entre agências públicas voltadas para a busca do conhecimento e de seu aproveitamento social mais relevante e abrangente.

“De uma forma geral, o Atlas possibilita a compactação de informações estratégicas que permitem a divulgação do potencial dos recursos eólico, naturais e da infraestrutura do estado para recebimento de investimentos por parte de empresas e investidores do setor de geração de energia elétrica”, esclarece o professor Maurício Correa, coordenador-geral do projeto.

Segundo ele, o trabalho, realizado em parceria com a Chesf e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), contou com a participação de pesquisadores da Unidade Acadêmica de Meteorologia, no mapeamento do potencial eólico a partir de ferramentas de simulação; da Unidade Acadêmica de Engenharia Elétrica, realizando estudos de viabilidade do sistema elétrico e processamento dos dados medidos; e da Unidade Acadêmica de Sistemas e Computação, no desenvolvimento de sistemas para acompanhamento remoto dos dados.

A tarefa inclui a instalação de seis torres anemométricas, distribuídas pelas mesorregiões do estado. “São unidades de monitoração com altura de 100 metros para coleta de informações sobre velocidade e direção do vento em três alturas diferentes, bem como temperatura e humidade”, explica o pesquisador, adiantando que o estudo leva em conta a sazonalidade, bem como o sistema elétrico existente na área, as vias de acesso disponíveis, áreas de preservação ou de reservas minerais, entre outros aspectos. O relatório final está sendo concluído e em breve deve ser encaminhado à Eletrobras.

Assessoria

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