Opinião: Suplentes em exercício deixam plenário da Câmara Municipal ainda mais “pobre”

A Câmara Municipal de Campina Grande conta, atualmente, com quatro suplentes de vereador em exercício. Sem entrar no mérito da atuação de cada um fora do plenário da Casa de Félix Araújo, o fato é que, com uma única exceção, os suplentes figuram no baixo clero e ajudaram a puxar para baixo o nível geral das discussões e debates no cotidiano da casa.

A exceção é Ivonete Ludgério (PSB), que substitui Jóia Germano (PRP) e, embora sem expressiva produção em termos de leis e requerimentos nem uma eloqüência de relevo, na condição de líder da bancada está sempre no meio das discussões – inclusive protagonizando debates acalorados –, os três suplentes que ingressaram no exercício do mandato são, no geral, indiferentes às pautas apresentadas na ordem do dia.

Aldo Cabral (PCdoB) substituiu Hércules Lafite (PSC), que atualmente responde pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Município. Enquanto o titular era uma voz frequentemente ouvida no plenário, Aldo, geralmente sentado ao lado do decano Orladino Farias (PSC), segue a postura sorumbática do vice-presidente eleito da CMCG.

Josimar Henrique (PRB) ficou na cadeira de Lula Cabral (PRB), outro que sempre participava das discussões e que hoje responde pela Secretaria de Cultura do Município. Pastor Josimar, como é conhecido o obreiro da Igreja Universal, embora, por dever de “ofício”, devesse ser um orador nato, não é afeito à tribuna e pouco gasto dá ao microfone da sua bancada.

Saulo Germano, do PMN, chegou mais recentemente, no lugar de Galego do Leite, do mesmo partido, que tirou licença de 121 dias, resultado de acordo político. Saulo não dá sinais de uma atuação que supere a do titular, que, a despeito da formação simples e de uma produção legislativa muito pequena, foi, ao longo dos meses, participando mais das discussões e, além disso, marcando espaço no pequeno bloco da oposição.

Em suma, um pelo outro, a certeza é que não está nos suplentes a possibilidade de elevação do nível dos debates no parlamento campinense. Muito – muito mesmo! – pelo contrário.

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