Reitor ignora audiência na CMCG para tratar de adesão do HU à Ebserh e toma saraivada de críticas


Atendendo a propositura de autoria do vereador Alexandre do Sindicato (PROS), a Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na manhã desta terça-feira, 03, uma audiência pública que teve como objetivo discutir a atual realidade do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) e a controversa questão da adesão da unidade à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Em sua fala, Alexandre do Sindicato fez questão de registrar a ausência do reitor da UFCG, Edílson Amorim. “Lamento a ausência dos representantes da Universidade, pela forma desrespeitosa com que a UFCG trata esta casa, ao não enviar representante para discutir assunto de tão grande relevância. Lamentável que uma reitoria não respeite um convite que foi formulado para discutir um assunto importantíssimo”, comentou.

Berenice Ferreira Ramos, diretora geral do HU, negou que a unidade esteja enfrentando um cenário de caos. “Não seria essa a descrição que eu faria do hospital. Claro, não vou dizer que tudo está maravilhoso, seria um contrassenso diante dos problemas que não só o Alcides Carneiro, mas todos os hospitais universitários enfrentam, e não só os hospitais universitários, mas todos os hospitais públicos”, ponderou.

Berenice reconheceu as limitações de recursos financeiros, mas explicou que “o hospital não está endividado, consegue cumprir seus compromissos e atender, na medida do possível, aos usuários”. Ela explicou que a maior dificuldade enfrentada é a redução de pessoal, provocada pela não realização de concursos públicos, gerando uma defasagem de recursos humanos em todos os setores. A diretora é contra a adesão à EBSERH.

Ela fez duras críticas à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e também condenou a postura da UFCG, que, segundo a diretora, foi de “descaso em ajudar, em apoiar o HUAC”, e pediu o apoio da Câmara Municipal para revogação da adesão.

Também discursou, durante a audiência, o presidente da ADUFCG, José Irelânio Ataíde, que criticou a ausência do reitor Adilson Amorim. “Tem sido reiterado esse comportamento do reitor. Desrespeita agora a Câmara de Vereadores e a cidade de Campina Grande, como tem sido reiteradamente desrespeitada a comunidade universitária, através de atos arbitrários, desrespeito ao Estatuto da Universidade, as instâncias de deliberação e discussão da universidade”, disse Irelânio.

Ainda se pronunciaram os senhores Antônio Bernardo Dias, representando o Sintep; Mauro Plácido Ribeiro, do SindsPrev; Evaldo Nóbrega, da Associação Médica de Campina Grande; e os vereadores Metuselá Agra, Miguel Rodrigues, Olimpio Oliveira, Marinaldo Cardoso, Napoleão Maracajá e Pimentel Filho, que considerou desrespeitosa a ausência, sem justificativa, do reitor Edílson Amorim. Todos ressaltaram a importância da iniciativa do vereador Alexandre do Sindicato de propor a realização da audiência.

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