Bandidos cobertos de direitos e cidadãos de bem reféns e prisioneiros. Que diabos de mundo é esse?!


Há uma espécie de princípio básico do Direito que é de domínio público, mesmo porque não está vinculado à complexidade da ciência jurídica em si, mas ao conceito universal, latente e moral do que é direito. Manifesto como antigo axioma, que hoje, por sinal, mal se ouve, apregoava, simplesmente: “Direito tem quem direito anda”. Eu era moleque lá na Ramadinha II e ouvi isso de minha mãe inúmeras vezes.

O mundo hodierno, entretanto, imerso em filosofias complexas e carregadas de teses que mal passam de achismos e opiniões de grupelhos, além de interesses descarados convertidos em postulados políticos e sociais, tem subvertido (em tudo, por sinal) a ordem natural e lógica das coisas, de sorte que, no tempo em que vivemos, há, na prática, outra definição: Quem não anda direito tem mais direitos.

Que diabos de entendimento é esse? Que ideologia sórdida, fedorenta, canalha, depravada, danosa, venenosa, maluca e escabrosa é essa, em que bandidos, assassinos, ladrões, traficantes, seqüestradores e estupradores são tratados como vítimas, pobres coitados, acolhidos e ninados por segmentos funestos que ainda têm a cara de pau de adotar a nomenclatura de direitos “humanos”?

Uma curriola enorme de madames e almofadinhas vestidos com roupinhas de marca ou esquerdistas metidos a intelectuais socialistas vomitando conceitos estúpidos, imbecis e podres aprendidos em salinhas de doutores teóricos, essa gente tem acabado pautando muito da política de segurança pública do Brasil. Essa gente tem sua parte na nota de culpa pelo desmantelo que assola a Nação.

Nenhum projeto de endurecimento das penas, mesmo contra crimes hediondos, avança porque essa minoria falastrona não permite. Os bandidos, mesmo o marginal mais idiota, conhecem bem as brechas escandalosas que lhes asseguram a impunidade. E, em meio aos debates inúteis controlados pelos pretensos humanistas, o cidadão de bem, homem e mulher trabalhadores, as famílias brasileiras sucumbem, quem anda direito torna-se prisioneiro em seu próprio lar, acuados pela criminalidade.

Continue assim esse cenário de crescente impunidade, e, um dia, a sociedade, gradativamente, não mais em casos isolados, mas em ações cada vez mais repetidas, vai começar a reagir, transformando nossas cidades num faroeste caboclo banhado de sangue. Os pais de famílias terão que proteger suas filhas, suas casas e suas vidas. O homem de bem vai acabar manchando suas mãos de sangue para não virar brinquedo nas mãos da escória do crime, bandidos terríveis, verdadeiros monstros.

Ninguém quer que cheguemos a tal ponto, mas nenhuma sociedade suporta indefinidamente o vilipêndio, o escárnio e a violência impune e desenfreada sem reagir em legítima defesa.

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