Cancelamento de sessão revolta movimento negro, que aponta suspeitas de sabotagem


Agendada com cerca de trinta dias de antecedência para ocorrer na última quarta-feira, 20, a sessão especial em homenagem ao Dia da Consciência Negra acabou sendo adiada por conta do agendamento, posteriormente, da solenidade de entrega do título de cidadania campinense à ativista do combate à violência contra a mulher, Maria da Penha.

Na verdade, ficou acertado que as duas sessões ocorreriam pela manhã, primeiro com a homenagem a Maria da Penha e, em seguida, a solenidade do Dia da Consciência Negra seria realizada. No entanto, a demora para o início da primeira solenidade, por conta do atraso na chegada da homenageada, acabou provocando o adiamento da segunda sessão.

Na manhã desta quinta-feira, os vereadores Alexandre do Sindicato (PROS) e Miguel Rodrigues (PPS) revelaram que, ao participarem de reunião do Conselho de Educação do Município, teriam ouvido as queixas de um dos líderes do movimento negro, o professor Moisés, que se mostrou bastante irritado com o ocorrido.

A irritação, justa e óbvia, acabou ficando em segundo plano diante da revelação de que, de acordo com os vereadores, o professor teria feito. Moisés declarou, conforme os parlamentares, ter ouvido “uma pessoa” da Câmara pedir que os responsáveis pelo translado de Maria da Penha até às instalações do legislativo demorasse, “desse voltas pela cidade”, para, supostamente, comprometer a segunda sessão.

O presidente da Câmara Municipal, Nelson Gomes Filho (PRP), se mostrou perplexo com a revelação e pediu que a liderança do movimento negro revele o nome ou os nomes que teriam se envolvido na suposta sabotagem. A sessão alusiva ao Dia da Consciência Negra acontecerá na próxima quarta-feira.

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