Mídia petista escancara e já comemora dividendos eleitoreiros do programa "Mais Médicos"


O portal Brasil 247, que faz defesa continuada e explícita do governo do PT, não resistiu à tentação e, recentemente, sapecou artigo, da autoria de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, festejando os efeitos eleitoreiros da controversa vinda de médicos (?) cubanos para o Brasil, corroborando aquilo que é evidente: por traz da descoberta da solução mágica para a saúde pública do país está um deslavado plano de perpetuação no poder do PT.

A manchete veiculada no último dia 25 é explícita: “Força eleitoral do Mais Médicos alarma o PSDB”. O texto, reprodução do blog, não disfarça sequer por um momento a meta de alavancar a popularidade de Dilma Rousseff, que andou capenga nas últimas semanas, e promover o nome do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que Lula pretende fazer governador de São Paulo.

Comemorando a popularidade do “Mais Médicos”, o autor revela comentário do ministro. “E o programa nem começou a funcionar…”, teria dito Padilha. A própria página se encarrega de trocar em miúdos o que o ministro quis dizer.

A resposta significa o seguinte: se a mera expectativa de implantação do programa Mais Médicos já conquistou a simpatia majoritária – e, segundo informações ainda não confirmadas, crescente na sociedade –, quando cidades ou bairros afastados que não têm médicos passarem a ter, o efeito positivo do programa na popularidade do governo e do próprio ministro da Saúde deverá ser muito maior”.

Adiante, o autor é ainda mais explícito: “Imagine você, leitor, o que acontecerá com a imagem do governo Dilma nesses cerca de 700 municípios pelos quais nenhum médico convocado pelo governo para ir trabalhar se interessou. Em alguns desses lugares, há quem já seja idoso e nunca se consultou com um médico… Além da imagem do governo Dilma, há um outro bônus para o PT que advirá do Mais médicos. Alexandre Padilha, há muito, vem sendo cogitado como candidato ao governo de São Paulo, ano que vem”.

Impossível ser mais claro? Não! O último parágrafo é escandalosamente direto, ao, inclusive, tratar de desfazer o discurso fajuto do PT de que o programa não teria viés eleitoreiro. “Questionei o ministro ao fim da entrevista (em off) e ele rejeitou essa pretensão política, como é óbvio que faria. Contudo, o ganho de popularidade que irá auferir – sobretudo quando o programa começar a funcionar – o tornará um nome muito forte para a sucessão de Geraldo Alckmin e, assim, ele pode se ver 'obrigado' a atender o clamor das ruas”, conclui Eduardo Guimarães.

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