Um lembrete: contrato para divulgação de atividade institucional não é mordaça nem compra de consciência


Volta e meia, alguns vereadores, sobretudo um ou outro novato, questionam o fato de setores da imprensa que mantêm contratos para divulgação da atividade parlamentar com a Câmara Municipal não abrirem mão de tecer críticas gerais ou pontuais ao legislativo campinense.

São, portanto, desconhecedores do assunto e, além disso, parecem julgar que, ao invés de parcerias legais para divulgação do cotidiano do parlamento, a Câmara deve (ou deveria) comprar o silêncio da imprensa. Raciocínio pequeno, medíocre e lastimável, tanto mais para representantes do povo.

Pelo sim, pelo não, é bom sempre deixar claro, a quem possa interessar, que nem todo mundo estremece em frente a um parlamentar, uma “excelência”, uma cara feia, um comportamento coronelista, uma má educação grosseira ou uma delicadeza fingida, uma claque, uma massa da manobra.

Mais que isso. É bom sempre avisar que tentativas de intimidação podem calar alguns, mas não todos, e, mais que isso, no caso de outros (e figuramos nesse bloco), o efeito é exatamente o contrário. Ou seja, a cada ação, corresponderá uma reação, talvez até com veemência redobrada. Veemência que pode incendiar rabos de palha.

As máscaras da política não enganam a todos e o poder também não intimida a todos – ainda mais um poder que pouco pode além do muito que beneficia àqueles que dele vivem. Não intimida, sobretudo, a quem é acostumado, por toda uma vida, a enfrentar adversidades, ameaças, caras feias e supostos valentões de meia pataca.

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