Rodrigo Ramos consegue liminar impedindo votação de matérias e presidente prevê graves conseqüências para o vereador

Atendendo a uma ação interposta pelo vereador Rodrigo Ramos, do PMN, o juiz Ruy Jander Teixeira da Rocha expediu liminar suspendendo a votação de matérias oriundas do poder executivo que seriam votadas em sessão extraordinária na tarde desta quinta-feira (27).

De acordo com o vereador Pimentel Filho (PMDB), que presidia a sessão e recebeu a liminar, a alegação de Rodrigo ao ingressar com a ação foi que não havia sido oficialmente convocado. No mesmo instante, porém, Pimentel afirmou ter em mãos documento assinado comprovando que Rodrigo havia recebido a convocação.

Encerrada a sessão, conforme determinação do magistrado, o presidente da Câmara, Nelson Gomes Filho (PRP), fez duras críticas, em voz alta, a Rodrigo Ramos. “Isso não é um papel de vereador. Isso é uma vergonha, uma palhaçada. Ele recebeu, sim, a convocação. Temos a prova, a assinatura. Tanto que ele veio para a sessão. A procuradoria vai adotar as providências cabíveis”, bradou Nelson.

Líder da bancada governista, Ivonete Ludgério (PSB) atribuiu a ação de Rodrigo à inexperiência, mas nem por isso poupou críticas. “Essa postura dele está prejudicando a população que depende do transporte público e que poderá ficar sem a redução da tarifa por conta da decisão que o vereador tomou”, disse Ivonete, lembrando que uma das matérias da pauta era quanto ao corte de tributos para possibilitar a redução em 10 centavos das passagens nos ônibus da cidade.

Rodrigo Ramos, porém, afirmou que sua postura foi contra os outros projetos da pauta, os quais, para o vereador do PMN, seriam um “trem da alegria” produzido pelo executivo. De acordo com Nelson Gomes Filho, Rodrigo e Olímpio Oliveira (PMDB) se recusaram a assinar a convocação para nova sessão extraordinária nesta sexta-feira, às 17h.

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