Dilma capitaliza em cima de boatos sobre Bolsa Família e fortalece suspeita de que especulação partiu do Planalto



Conforme previsto, o Partido dos Trabalhadores vem dando o mote esperado à boataria que tomou conta de metade do país no fim de semana, sobre um suposto fim do programa Bolsa Família. A onda de especulações provocou correria às agências da Caixa Econômica Federal, principalmente no domingo, e o Ministério da Justiça avisou que a autoria do boato será investigada.

O tiro, porém, pode sair pela culatra, porque cada vez mais as evidências dão pé às justas suspeitas de que a história partiu mesmo do Palácio do Planalto – coisa que, francamente, parece bastante óbvia. De todo jeito, o PT tenta surfar na onda da repercussão do caso, exaltando o programa assistencialista como uma espécie de salvação da lavoura e reverberando discursos com ares de campanha eleitoral.

A presidente Dilma Rousseff, que capenga no comando da economia do país, reviveu aquele discurso do seu primeiro guia eleitoral em 2010, quando foi apresentada como a menininha boazinha que, muito pequena, dividiu uma cédula ao meio para dar uma parte do dinheiro a uma criança pobre.

Durante discurso em Pernambuco, Dilma, com tom de ofendida, classificou o boato como “desumano e criminoso”. Aproveitou para fazer uma defesa apaixonada do Bolsa Família e fazer um discurso altamente emocionalista.

“Hoje existe no Brasil um cadastro com 36 milhões de pessoas que precisam do Bolsa Família para poder ter o mínimo de dignidade na vida. Nós temos muito orgulho de ter conseguido que todos esses 36 milhões de brasileiros e brasileiras recebam o mínimo de renda, de R$ 70 por pessoa”, bradou a presidente.

Dilma completou, em seguida: “Quero dizer para vocês que esse dinheiro do governo é sagrado, ou seja, nós iremos garantir sempre esse recurso, sempre, enquanto for necessário e tiver algum brasileiro vivendo abaixo da linha da pobreza, nós iremos buscar esse brasileiro, essa família, essa mãe, iremos garantir a ele esse direito”.

Se não for o que parece, é muito parecido.

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