Vereadores “especiais” e outras notas sobre a Câmara Municipal de Campina Grande


Vereadores “especiais”

Algum parlamentar propôs que as sessões da CMCG, transmitidas pela TV Câmara CG na internet, tenham tradução em linguagem de sinais. Iniciativa elogiável. Sobretudo porque, com isso, talvez finalmente um grupo de vereadores que se mantêm mudinhos da silva desde o início da legislatura possa se manifestar.

Carregadores de piano

Quem reparar com calma, confirmará que é um pequeno grupo de parlamentares que movimenta de verdade o cotidiano do legislativo municipal. Sempre foi assim, é fato. Todavia, com o aumento do número de vereadores, é grande a bancada dos “inativos”.

Atraso

A demanda de sessões especiais tem atrasado bastante a votação de requerimentos e projetos na Câmara Municipal de Campina Grande. Há uma solenidade deste tipo praticamente toda semana. Aliás, esta semana foram duas. Enquanto isso, cerca de cem projetos tramitam no legislativo da cidade.

Sem ninguém

O presidente da Câmara, Nelson Gomes Filho (PRP), disse ter proposto aos colegas que as sessões se limitassem às segundas e sextas, como, por sinal, prevê o regimento. Mas, a queixa é de que, nestes dias, as solenidades ficam vazias.

Contrário

Para o vereador “decano” Pimentel Filho (PMDB), “sessão é sessão”. Ele propõe que haja uma concentração das votações às quartas-feiras. “Vota-se o que tem de ser votado nas quartas e pronto. Não precisa ter isso de sessão segunda ou sexta”, opina.

De butuca

O vereador Rodrigo Ramos prefere não adiantar posicionamentos quanto ao seu futuro político após a fusão da sua legenda, o PMN, com o PPS. Rodrigo afirma esperar que a composição da direção do novo partido seja formulada por meio de consenso, e não por imposição.

À força

Um ou dois fotógrafos que volta e meia vão à Câmara Municipal, principalmente quando há sessões especiais, descobriram um filão de ouro. Fazem fotos dos vereadores, revelam, envelopam e chegam com a encomenda numa mão e a cobrança na outra. Detalhe: na maioria dos casos, o “cliente” não contratou o serviço.

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