Presidente da Asprenne volta a torpedear o vereador Napoleão Maracajá

Como já havia feito por meio de uma carta aberta, o presidente da Associação dos Servidores Públicos das Regiões Norte e Nordeste (Asprenne), professor Gilson Cruz Nunes, voltou a torpedear, através da imprensa, o vereador Napoleão Maracajá (PC do B), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab).

Gilson pede a renúncia de Napoleão do comando da entidade sindical e acusa o vereador de administrar o Sintab sem observar os princípios da transparência. “Como ele pode cobrar transparência do governo municipal, se ele não é transparente? A verdade é que é muito complicada a postura dele na Câmara Municipal”, disse o presidente da Asprenne a jornalistas, referindo às críticas de Napoleão ao governo Romero Rodrigues.

O parlamentar do PC do B se apresenta como independente, sem associar-se a nenhuma bancada na CMCG, mas, via de regra, adota uma postura de opositor à administração tucana. As declarações de Gilson foram dadas ao programa Cariri em Destaque.

Já na carta aberta que distribuiu na cidade, o presidente da Asprenne, Napoleão Maracajá teria promovido uma mudança oportunista no estatuto do Sintab para permitir o acúmulo das funções de presidente do órgão e parlamentar. “Como ex-diretor desta instituição, venho propor ao senhor que solicite sua renúncia em caráter de urgência”, afirma, no documento, ameaçando acionar a justiça contra o acúmulo dos cargos pelo comunista.

Adiante, Nunes acusa o vereador e presidente do Sintab de controlar a entidade com mão de ferro. “O senhor impôs dentro do sindicato uma censura velada, desconsiderando a lei da transparência e da lei de acesso à informação”, diz Gilson Nunes, lembrando que a ex-prefeita Cozete Barbosa renunciou à presidência do Sintab quando assumiu o cargo de vereadora em Campina Grande.

O vereador Napoleão Maracajá evita comentar detidamente as acusações, mas, em conversa com o blog quando da distribuição da carta aberta, desqualificou Gilson Nunes, que, segundo ele, teria sido expulso do Sintab.

Napoleão ainda afirmou que o caso será discutido na justiça. “Por ter partido de onde partiu, eu costumo não responder esse cidadão, que foi expulso pela categoria, em uma assembleia geral no Teatro Municipal, no dia 08 de setembro de 2008. Então, não vou polemizar, mas há advogados acompanhando o caso, que será tratado somente na esfera jurídica”, declarou o parlamentar.

Napoleão assegura que a manutenção dos mandatos de presidente do Sintab e vereador tem amparo legal. “Além de estarmos completamente dentro da lei, temos ainda o respaldo da categoria, a quem levamos a opção de continuarmos, aprovada em assembleia”, pontuou Maracajá.

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