Olímpio tacha requerimento de Lula Cabral como “presente de grego” a policiais e deixa colega tremendo de raiva

Um aparte do vereador Olímpio Oliveira (PMDB) a pronunciamento do colega Lula Cabral (PRB) provocou profunda irritação no aparteado, indisfarçada no tom elevado, na voz tremida e nas palavras trôpegas do instante da réplica. O fato se deu pouco antes da abertura da sessão especial em homenagem ao Dia do Policial Civil, solenidade proposta pelo vereador Alexandre do Sindicato (PTC).

Na tribuna, Lula Cabral apresentou justificativa para um requerimento que propõe uma moção de apoio do legislativo campinense ao Ministério Público contra a PEC 37, que, segundo os críticos, retira do MP o poder de investigar crimes.

No aparte, Olímpio Oliveira, que é delegado da Polícia Civil, fez uma defesa da PEC e criticou o requerimento de Lula. “Essa casa celebrará daqui a pouco o Dia do Policial Civil. Foram convidados policiais civis, para que chegassem aqui e fossem agraciados com a lembrança do seu dia”, ponderou, inicialmente, Olímpio.

“Eu sugeriria a vossa excelência não colocar esse requerimento (para ser votado), porque é um presente de grego que vossa excelência está dando ao policial civil no dia em que é chamado para comemorar o dia do policial nesta casa. Se esse requerimento aportar à mesa, terei que votar contra”, complementou o peemedebista.

Lula Cabral reagiu extremamente irritado. “Vossa excelência está querendo inverter os papéis na sua defesa, como policial que é. Em momento nenhum estou contra a polícia. Não estou dando presente de grego, não, senhor. Eu, quando dou presente, dou de cara, dou de Lula Cabral, brasileiro, nordestino. Eu não sou grego”, bradou, enfezado, num raciocínio tanto quanto sem sentido.

De um jeito ou de outro, os policiais presentes, inclusive aqueles que são contrários à PEC 37, não digeriram muito bem a afirmação de Lula Cabral de que sofreriam ingerência política dos governos por ter como chefes os governadores (caso da Polícia Civil) e a presidente da República (caso da Polícia Federal).

Um comentário

Anônimo disse...

Para estar no parlamento tem que ter competencia, a sorte dessa turma nova é a saída de raposas como João Dantas, Fernando Carvalho e Antonio Pereira, seriam humilhados diariamente esses novatos.

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